terça-feira, 30 de agosto de 2011

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Serviço de utilidade pública.
Recebi hoje pela manhã ao passar em frente ao mercado de afogados para vir trabalhar.
Vai bombar!

Em breve a resenha da raspadinha de morango que saboreei há uns 15 dias.

Rodolfo Nícolas nunca foi amador (Paulo que era).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

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Sábado, dia 20/08/11 eu dei uma passada na Passadisco, no Shopping Sítio da Trindade.

Foto que tirei com meu celular regularizado pela anatel.
Para quem não sabe, essa loja é uma das últimas (que eu conheço) e únicas lojas especializadas em discos de Recife. Vou frisar, DE RECIFE. Lá você encontra muito material da região, dos artistas pernambucanos e recifenses.

Veja a poesia das folha caídas no chão, aaaa a poesia...

As paredes são cheias de autógrafos e recados dedicados ao dono Fábio e a loja, que dividem espaço com cartazes, convites, propagandas, etc. Lá você não vai só procurar só cd's e música de qualidade, você procura também um ambiente propício ao momento. Sempre tem boa música tocando, e mesmo quando não é algo do agrado, é impossível dizer que não é boa música (tava tocando o novo da Zélia Duncan).

Todas as vezes que lá vou (sempre vou lá comprar entradas para eventos), saio com uma pérola. Dessa vez entraram umas senhorinhas perguntando se tinha o novo do Santana. Após um breve informativo sobre como o artista estava sem lançar nada desde o São João, pois sua gravadora havia falido, e ele procurava uma nova, bla, bla, bla, as senhorinhas perguntaram algo que eu não ouvi. Mas a resposta foi: Eu não trabalho com sertanejo... nem com axé, nem com pagode.

Procurei algumas coisas de Recife e não me encantei por nada, por timidez não pedi nenhuma indicação e vi um disco d'A Roda, e perguntei se era: o novo, o com vocais (é, eu achava a antiga roda muito difícil por não ter "o cantor"). A resposta foi: sim, mas só algumas, vária músicas continuavam instrumentais. Comprei e estou ouvindo o mesmo agora.
Comprei essa beleza para ouvir nos meus momentos de ócio
Lembro que ainda existem outras lojas com estilo parecido, mas várias me fogem o nome e são voltadas para o rock e metal mundial. Blackout Discos, Flowers, Vinil, Biruta (rááááá), Disco de Ouro, etc. Nem sei se todas ainda estão na ativa.

Passe na Passadisco e compre alguma coisa, vá a um lançamento, compre uma entrada de show, ou só passe por lá.

Rodolfo Nícolas não está nesse movimento desde os 12 anos de idade.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

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Depois de um hiato de 5 anos (que frase mais clichê de crítico musical uhuhuhu, coisa que não sou, então vou mudar).

Continuando nossa saga de resenhar todos os discos do Eddie e fazer uma festa antes do lançamento do novo disco, agora quem tá na vez é o Original Olinda Style, disco que já tem mais a cara do Eddie de hoje em dia. Esse disco também já trás alguns dos clássicos da banda.
Capa do disco, que faz alusão a segunda faixa

Foram 5 anos e a independência. Iam lançar seu novo disco de forma independente, e do jeito que queria, sem interferências e deixando o trabalho com sua cara. O disco tem tanto a cara do Eddie, que mesmo sem conhecer se identifica na hora que banda é.

Das músicas que se tornaram obrigatórias nos shows temos Sentado na beira do rio, Não vou embora e Pode me chamar. Já eu particularmente não gosto muito da primeira e acho as outras muito sucesso. Destaco também uma canção muito bonita chamada O céu, que tem os vocais de Karina Buhr; O amargo que é uma odisseia cachacífera (que não concordo com a parte da fumaça, a fumaça estraga o paladar); Eu ia; e o Guia de Olinda com Erastos Vasconcelos (a música é dele). Urubu, Gabiru, Cachorro e Gente merece um destaque a parte, pois é uma música muito interessante que eu gostaria de ver ao vivo. Junto com Sentado na beira do rio o Eddie mostra uma preocupação social e ecológica em seu trabalho.

Ah, não gosto das versões re-re-re-remix!

Um ótimo disco de uma banda que não se parece muito com a que apareceu no disco anterior.

No link abaixo baixe o disco e recomende. Vá aos show!
Para comprar recomendo a Passa Disco (que em breve estará resenhada).

Rodolfo Nícolas pede uma cachaça, já que ele não cerveja.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

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Confira em Animage a programação da segunda etapa (a primeira etapa foi em maio, segundo o site), com as mostras, oficinas, palestras, debates, etc.

O pai-trocínio é dos Correios.
No site a foto tem uns efeitos muito loucos
Rodolfo Nícolas modelava com massa de modelar.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

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Laguinho do Parque Treze de Maio




Melhor coisa é sair de casa sem expectativas e se surpreender com algo que você já conhece de longa data. Achar graça no antigo, naquilo que as pessoas passam diariamente, mas poucos dispensam um segundo olhar. Aquele mais de perto.O Parque Treze de Maio, no bairro de Santo Amaro, para mim é isso. Um lugar que no buruçu do Centro do Recife poucos param para apreciar. Passar por entre aquelas grades, que separam o parque das ruas do entorno, me convidam a passar pro lado de lá, o lado de dentro.


Sempre têm aqueles jogadores de xadrez, ou aquele casal de namorados esparramados pelos banquinhos, os patos, macacos e pássaros estridentes. O senhor correndo, a moça vendendo balões coloridos. É realmente um desperdício passar por ali e ver apenas árvores. Até a vendedora de cachorro quente ou o vendedor de batata frita deveriam fazer parte do patrimônio imaterial do 13 de Maio. Isso sem falar naquele carinha que vende rosas de sabonete aos casais apaixonados.

E, como não vivo no mundo de Alice no País das Maravilhas, a segurança no parque não é lááá das melhores, mas não vou meter o pau em João da Costa, bichinho tá pior que Judas, ele se detona sozinho. No site da PCR tinha lá que a Academia da Cidade do Parque Treze de Maio, inaugurada hoje (19), atrasada quase nove meses, foi um presente para os recifenses. Tá brincando, né João?! Presente pagos com impostos?!


Enfim, deixo isso para um próximo texto para não macular a poesia e o clima bucólico do Parque.


Brinquedo para crianças

terça-feira, 16 de agosto de 2011

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Primeiro disco do Eddie, o Sonic Mambo saiu na época em que o movimento Mangue gerava bandas e eventos em todas as esquinas de Recife e região Metropolita. Esse fato pode ser sentido em várias faixas do disco, seja pelo estilo que o vocalista assume ou pela fora que as músicas são tocadas e organizadas.
Capa do disco

São 14 músicas, a maioria curtinha com 2 minutos e meio, algumas só instrumentais, e acho que uma ou 2 do Eddie de hoje em dia.

Nesse momento tenho que fazer uma ressalva para essa e para todas as outras resenhas. Eu comecei a pesquisar e conhecer mais do Eddie no início de 2010. Já conhecia a banda, mas nada que eu pudesse comentar além de Vida boa e Pode me chamar. Depois de fazer um intensivo para ir ver uma apresentação, e perceber que eu conhecia um pouco mais do que achava, notei que aprendia as músicas durante os shows (mesmo fazendo belíssimas melhorias nas letras). As músicas são demoníacas e realmente do inferno, pois elas me acompanham sempre, perto do carnaval a proporção que elas vem a minha mente aumenta exponencialmente...
Como sou um breve conhecedor da banda, minha opinião será fundada não no momento de lançamento de alguns discos, mas num espelho do que acho que foi o momento ou simplesmente na minha distorcida visão atual de mundo.

Podemos notar na execução das músicas vários elementos do Mangue Beat, que na época surgia no Recife e região metropolitana com bandas e artistas em todos os lugares. Todo mundo dava um gritinho êêêi em suas músicas e cantava meio desafinado e com a cadência vocal um pouco diferente da instrumental. O Eddie mostra isso na maioria das músicas de álbum de estreia. Isso não torna o disco ruim ou nada do tipo, ele é apenas comum para a época (imagino eu). Lembro que eu preferia Devotos do Ódio (que não tem muito o que ver com Mangue), Querosene Jacaré (que tem mais que ver com o Mangue mesmo sendo menos) e depois Sheik Tosado.

Vendo as músicas uma por uma e comparando com o Eddie de hoje em dia, vejo em uma ou outra o Eddie de hoje em dia, principalmente em: Ontem eu sambei. Nela você tem o Eddie de hoje em dia por trás da gravação meio suja. A música até destoa das outras (isso acontece em outros álbuns e vou explicar se me lembrar nas outras resenhas) por ter um vocal mais melódico - sem ser aquela voz meio: estou falando mas não é Rap - e por parecer um samba.

Destaco: Videogamesongs e Pedra (por parecerem com Querosene Jacaré uhuhu), Sonic Mambo e Artúr, Ontem eu sambei e O dia passa (por terem cara de Eddie).

No link abaixo baixe o disco e recomende. Vá aos show!
Para comprar recomendo a Passa Disco (que devo resenha e por ser a única loja de discos com ar de loja de discos e foco no mercado da região).

Rodolfo Nícolas sempre preferiu o Sonic 2 ao Sonic 3.
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Que tal descobrir um café favorito no meio do Centro do Recife? Pois é, eu também achava isso impossível. Um bar favorito vá lá, porque depois do terceiro, ou quarto copo, garçom mais uma, por favor. Mas café, não? O negócio é mais ritualístico, tem cheiro, sabor, temperatura. Frescuras à parte, a decoberta aconteceu entre a Rua Duque de Caxias e a Avenida Guararapes, no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife.

A rua emprestou o nome para o Duque Café, que já nasceu com nome grã-fino, digno da aristocracia. Mas lá o negócio é mais popular, a sensação é parecida com aquela parada pro cafezinho na padaria da esquina. O cheiro é bom, o pão é quentinho e os bolos, poats, são uma sessão engordativa de primeira qualidade.


As atendentes também são atenciosas. Enquanto faz o pedido, você fica contemplando a vitrine com todos aqueles doces calóricos e apetitosos. A única falha é que lá não aceita cartão de crédito, por isso só pude apreciar um café expresso (R$2,80) e uma esfirra de frango (R$2,40).


Da próxima vez eu tiro uma foto pra mostrar. Fiquei lá um tempão sentindo aquele cheiro de café novo e o pão francês saindo do forno, aliás o quilo custa R$7.


Como diz uma das letras de Chico César, "caminho se conhece andando, então vez em quando, é bom se perder..." E foi asism que conheci esse lugar, que foi além de um café gostoso, foi o encontro com o prazer nos doces e pequenos afetos.


Os sonhos ficarão pra uma próxima visita...

Duque Café

Rua Duque de Caxias, 204, Santo Antônio, Centro do Recife, Pernambuco


Texto: Marcela Balbino
Foto: Internet

terça-feira, 9 de agosto de 2011

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Baile do Tangolomango em mais um sábado do Recife. Acredito ser o terceiro que fui (não conto o que fui na porta e desisti de entrar por ter passado mal depois de um rodízio), e dessa vez foi num lugar que não o primeiro andar do Burburinho.

A festa cresceu e um local maior foi escolhido, acredito eu que não só para comportar o público do evento, mas para oferecer um pouco mais de conforto e estrutura aos prestigiadores. Num primeiro momento o galpão 445 pareceu a solução dos problemas, já que é bem grande e espaçoso (o contrário do outro local citado). Isso ajudou a combater o calor, que na minha opinião não agrediu muito os presentes (os ventiladores também foram providência).

O local começou a mostrar suas fraquezas com o correr do tempo. Por ser um galpão (que provavelmente funciona de estacionamento de dia) o som não chegava muito bem a quem estava ao fundo, em alguns pontos ele embolava e só se sabia que música era se alguém perto tivesse cantando. Mas isso foi pequeno perto das goteiras... a chuva apontou todas elas rapidamente, e eram muitas. Isso levou até condições inseguras, já que as "instalações" elétricas foram atingidas pela água (um dos ventiladores perto de onde eu estava queimou) e se um incêndio tivesse começado, seria bronca fugir.

Vamos ao evento!

Marcado para 23:00 cheguei 00:30 e perdi quase toda a apresentação da Academia da Berlinda. Já imaginava que começaria perto do horário e que a primeira banda seria essa, pois o Urêa ex-Predador (de cabelo curto) ia ter que correr para o mercado Eufrásio Barbosa para tocar com sua outra banda. As músicas que eu vi foram as que eu conhecia, e a banda superou minha expectativa (não tinha gostado do outro show que tinha visto no recife antigo). Ivete Canivete, Agora sou um cara legal (descobri que o nome é Fui humilhado) e outras lá (acho que foram umas 6). Tenho que perguntar a minha consorte os nomes que fizeram a minha dançante alegria! Fez sucesso.

Mundo Livre SA e seu som maneiro trouxeram uma carga de empolgação que durou pouco no começo do show e teve mais ânimo depois com o Bolo de Ameixa e o cavaquinho elétrico (sempre achei o maior legal aquele cavaquinho elétrico). Convenhamos, o show do Mundo Livre precisa de um ambiente não dançante, e o clima ainda estava aceso pela Academia. Fez um bom show (apesar de não ter empolgado as pessoas com quem falei) que dividiu espaço com as goteiras (a chuva começou nessa hora). Senti falta de: Tooodo homem deveria ter um caaaarro... testículos sem carro, é um saco.

Quem estava comigo já pedia para ir embora e lutava contra o cansaço, eu aguardava querendo ver o Curumim e... gostei da primeira música e ao chegar na quinta já achava um saco. Aceitei o convite e zarpei para minha residência. Acho que não estava preparado, ou esperei demais. Não pesquisei nada sobre a banda, pois estava querendo ser surpreendido. Acho que muita gente compartilhou do meu pensamento e o local já estava mais livre quando me ausentava (não que estivesse vazio, mas já não estava tão cheio). Acredito que a maioria das pessoas foi ver Academia e Mundo Livre.

Bom show, evento mediano. A maldição do Tangolomango continua a me afligir... Acho que o melhor que eu fui foi um que só teve o DJ. Vi muita gente comentando que a ordem das bandas prejudicou, Mundo Livre deveria ter invertido com Academia, e Curumim ficava para o final mesmo (quem não quisesse ver não perdia nada do show e eles ainda mantinham o status de atração internacional da noite).

Obs: Disseram que a coxinha custava 6 reais! Eu não vi.

Cartaz do evento

Rodolfo Nícolas não foi mangue boy, não é olinda original style e já pensou em criar o pajaracas way of vida.
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Meu leitor fiel, hoje eu prometo um texto para você!
Sobreviva até lá.

Rodolfo Nícolas é leitor fiel!