sexta-feira, 27 de abril de 2012

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Quando eu for a Salgueiro de novo, tenho que dar uma passada na casa de Léo Tets. Vou juntar todo o material do Pink Floyd dele, tocar fogo e correr ao redor em oferecimento aos deuses do cocô.

Em compensação vou deixar um CD de MP3 do Ave Sangria. Nunca gostei de música psicodélica, na verdade nunca dei muita chance por achar Pink Floyd um saco. Mas o mundo é grande e num passado recente não muito distante Recife teve uma ótima banda desta estirpe.

Já tinha ouvido falar mas só os descobri pesquisando a fase das drogas de Alceu Valença. Também nunca que saberia que aquela música tocada pelo Querosene Jacaré era deles, apesar de tê-la ouvido muito.

Com fortes características puxadas por uma linha de baixo (adoro falar isso) e um regionalismo destacado (também gosto de falar isso, parece que entendo de música), o som do Ave Sangria é por vezes hipnótico. A vontade de ficar repetindo algumas faixas surge em vários momentos a vontade de ficar repetindo algumas faixas surge em vários momentos a vontade de ficar repetindo algumas faixas surge em vários momentos.

A riqueza de detalhes vocais e instrumentais é grande, o que proporciona uma nova experiência a cada ouvida. A faixa instrumental é tão marcante quanto as outras, vale frisar. Destaco a música d'O Pirata, a da Luminária, Seu Valdir e Hey Man. As outras faixas são ótimas, e essas citadas são melhores do que as outras.
Eu comprei discos na Aky Discos
A banda teve em sua formação original um monte de maloqueiro que eu não sei o nome, mas que tiveram a belíssima ideia de colocar o nome do grupo de Tamarineira Village... tomados por um bom senso nada psicodélico mudaram para o nome que os tornou conhecidos.

Dia desses em 2011 o vocalista Marco Polo fez uma apresentação do Ave, mas só ele da formação original participou do evento (chamado Psicodália). Não sei se ainda rolam apresentações, mas seria massa um show deles aqui pelo trecho.

Veja mais sobre a história da banda aqui e aqui. Aproveite e baixe o disco aqui.

Rodolfo Nícolas não se mataria nos dentes de um ofídio.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

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Já tentava fazer esta resenha desde o surgimento do Disco de Jade que unificou a China. No ano passado comecei a lanchar na Gong Pastelaria, na praça do Largo da Paz, quando ela ainda tinha placa e tudo.
Magia de camponês protege a pastelaria
Quadro chinês comprado no Mercado São José
Mas não fui nesta Gong, parei na movimentada Conde da Boa Vista para dar vasão ao meu intento. Fiquei olhando aquele balcão cheio de salgados como se fossem cavalos celestiais. Já sabia o que ia pedir, mas fiquei tentado a pedir o salgado de macaxeira... Não foi dessa vez que esvaziei minha xícara e fiquei com o pastel chinês de galinha com catupiry com suco de acerola.

Vez ou outra como na Gong por achar o custo benefício muito bom, ele é deveras superior em comparação ao concorrente das esfirras por exemplo. Enquanto gastei R$2,50 no pastel (preço médio de todos os salgados) e R$2,30 no suco (com leite seria 2,50; e o refresco sai por uma piula), gastaria bem mais com esfirras e um suco no homem do bigode.
Amplie e veja o cardápio
Sinta a textura e a maciez da massa
Desta vez até fui atendido por um nativo (da China... ou não). "Suco fazendo", "quatLo e oitenta" falou a moça que me atendeu. Mas teve um momento que fiquei com a impressão que era tipo encenação, porque depois ela ficou conversando com o outro atendente do balcão e não percebi tanto sotaque. Tanto na Conde quanto no Largo, essa franquia está sempre com um bom fluxo de pessoas. Tem gente comprando e saindo, lanchando por lá mesmo, etc.
Movimentação no ambiente
O pastel está sempre quentinho e quando você compra ele sai direto para o prato, nem passa pelo infame microondas. O queijinho derretido é rochedo! Acho que só me decepcionei quando pedi um pastel normal, pelo que me lembro estava oleoso e meio e molengão como a espada destino verde.

Vale a pena ir na Gong Pastelaria, que pelo que sei tem uma unidade na praça do Largo da Paz, entre a farmácia e o Banco do Bradesco. Na Conde da Boa Vista fica perto do Habib's.
O pastel e o suco precipitado
Rodolfo Nícolas gosta de comer nessas lanchonetes (apesar de ponderar muito em pé, perto da porta) e você?

domingo, 22 de abril de 2012

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RecifEstranho seguiu para o show de Paul umas 19:30 do dia 21, fomos a pé mesmo, pois moro pertinho do Arruda. Não enfrentamos transito e sim uma fila da peste, devia ter por volta de um quilômetro e meio e ia da Cônego Barata até os portões de entrada.
Fila gigante
Ficamos nesta fila das 19:40 às 21:00, e não ficou sensação nenhuma de desorganização. Não teve empurra empurra ou gente furando a fila. Já mais perto do estádio havia pessoas organizando a fila e orientando sobre os portões, tinha até aqueles sinalizadores de balisamento. Já na chegada do portão 9 uma leve demora para passar pelas catracas, mas nada que atrapalhasse.

Entramos e ainda faltavam uns 30 minutos para o show começar, deu tempo de ir ver se ficava melhor no gramado ou na arquibancada inferior. Como já havia muita gente no gramado e várias estruturas nele, não rolava ficar lá, tentamos duas posições nas arquibancadas até achar um ponto legal. Ficamos num quase camarote. Quem ficou na arquibancada superior não deve ter tido problemas com posição devido a altura do local, mas deve ter sido bem mais apertado.
Palco em high definition
O show começou e a plateia foi a loucura! Cada vez que mudavam as músicas eram gritos e palmas, mesmo que a música tivesse sido do Wings e ninguém a conhecesse. Algumas músicas dos Wings, como Jet empolgaram, mas a maioria não. Vários momentos foram de espera pelas músicas dos Beatles (inclusive as mais famosas e dançantes), eu até já esperava isso, mas não achei que isso daria tantas quebradas no ritmo do show. No começo do show os momentos mais legais foram com Jet, Paperback writer, Eleanor Rigby e principalmente com Ob-la-di ob-la-da que fez o Arruda tremer e depois com a dança do baterista gordinho, que foi uma atração a parte no show.

Para mim, o show empolgou realmente quando ele tocou a clássica Let It Be e seguiu com Live and Let Die que com seu show pirotécnico super sucesso empolgou geral. Teve fogo, explosão, lança chamas, luz, pow pow tudo! Foi a primeira vez que me senti num mega show (de quebra é uma versão muito melhor do que a do ganzem). O primeiro final do show foi com a música tema do Gaspar de Top Model, clássico da televisão brasileira. Cantei lá Ei Jude, não fique assim, pois a viiidaaaaa, ainda é beeeela, esqueça, de tudo que aconteceu, amanhã serááá um novo diaaaaa...
Tarananam tarananam no meio do fogo



Como esperado eles voltaram para o bis, e das duas músicas que tocaram a primeira foi a clássica Day Tripper que mais uma vez empolgou total. Depois ele recebeu uma criancinha e umas 3 moças que o entregaram presentes. Tocou outra e saiu mais uma vez.

No segundo e último bis ele voltou com Yesterday e foi muito massa, acho que foi a maior salva de palmas que o arruda já viu (até a semana que vem quando o SAC se classificar fora), empolgação total. Aí ele disse que tinha chegado a hora de ir, foi para o seu piano e fechou o show.

O Sir é muito simpático e fez questão de falar português em muitos momentos do show, arriscando até uns pernambucanos arretados e recifanos. Fez aqueles coros clássicos do siga o mestre e mostrou um grande domínio do público. O canhoto trocou de guitarra umas 8 vezes no show, e cada uma mais legal que a outra.
Público empolgado na arquibancada inferior
Tecnicamente o show foi fantástico, a iluminação perfeita e fazendo parte do espetáculo. O telão por trás do palco mostrando belíssimas imagens de acordo com as músicas e os telões laterais mostrando o que acontecia no palco. Pra não dizer que foi tudo perfeito, a imagem do telão lateral não estava sincronizada com o áudio e isso me incomodou um pouco (mas a culpa é minha por ser liso e ter ficado láááá atrás uhuhuhu).

Por fim, um ótimo show de uma figura histórica. O show demorou a engrenar (isso para mim, por não conhecer Wings, perto de onde estava tinha um moleque que cantou todas as músicas e foi o show da vida dele), mas quando o fez foi de vez. Nota 8 para o show e 10 para o público que do início ao fim foi exemplar. Na chegada e na saída tudo limpeza. Das 21:30 às 12:30 muito grito, muita palma e muita empolgação.

Rodolfo Nícolas achou o show massa, mas não iria de novo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

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Desta vez fizemos um pit-stop em um dos mais "manjados" e adorados pontos do circuito de bares (ou bodegas mais precisamente) de Olinda e Recife.
Num passado não muito distante a Bodega do Veio não era badalada, era conhecida e frequentada por um seleto grupo que ia de ex-universitários bem de vida que já beberam e comeram em pé no balcão por ser mais barato; pessoas da região que bebiam e comiam em pé no balcão por ser barato e perto de casa; universitários que não tinham dinheiro para ir a bares e iam comer e beber no balcão de uma bodega.

Depois vieram as rodas de choro nas quintas e o boca a boca fez a Bodega famosa. Até anexo ela possui hoje em dia. Com a fama veio o barulho e o incômodo dos vizinhos que não gostavam de comer e beber no balcão.. Barraram a roda mas as pessoas continuam a ir.

Essa historinha não teve motivo nem objetivo nenhum, mas faz o texto parecer embasado.
Tábua de frios, cachaça no copo descartável e água
Já fui várias vezes a Bodega, a tarde e a noite sempre que paro lá tomo uma dose de Germana por 3 reais. Na primeira vez acho que custou 2 contos e veio num copo de vidro. Nesta ultima visita já tava pelos seus 3 reais a dose de uma cachaça que nem lembro o nome (desconto por esta resenha estar na minha cabeça desde o ano passado, pra trás de 13/12/11) e veio em um copinho de plástico. Sempre tem cachaça boa lá.

Pra acompanhar a cachaça, uma aguinha e aquela tábua de frios cortados na sua frente, fresquinhos. Ainda peguei a época que o preço dos componentes da tábua (que é um prato de "isonor" uhuhuhu) era o mesmo do "a granel". Com os cinco reais que gastamos nesse salaminho e queijo do reino rolava mais queijo e salame. Mas ainda assim o preço é bom, e dá pra conversar e beber legal com esses petiscos.
Cincão por um tira-gosto com salame e queijo do reino! 
Já fiquei no anexo e, apesar de ser legal e tal, nada é melhor que ficar sentado na sarjeta com sua turminha enfiando cordão em bufa, conversando potoca e bebericando. Nesse dia ficamos itinerantes, já que no primeiro batente que sentamos o dono da residência pediu que nos retirássemos, depois ficamos no meio fio (áh o meio fio, local mais poético das cidades) e procuramos outro batente.
O bom é que se você precisar de uma baladeira, lá tem pra vender
Fica na calçada da frente tem muitas vantagens, a primeira e mais simples é ver o movimento da rua. As pessoas passando pra lá e pra cá no Ciclo Sem Fim. Pegar o ventinho do Amparo e ver as bonitas casas do patrimônio histórico. E você ainda pode ser agraciado com uma apresentação de Diabolim, que mora logo ali depois da Bodega.

A Bodega do Veio fica na Rua do Amparo, 212, Amparo, Olinda, e é obrigatória a passada lá para você recifense, olindense ou turistense. Telefone: 3429-0185.

Marcela Balbino frisou que a tábua de frios da Bodega era um sucesso, mas a cerveja sem álcool era péssima, argh!

Rodolfo Nícolas comprava na budega de seu Pedro (ou Pedrosa), comerciante que em frente ao seu estabelecimento tinha uma "ralo" gigante que fora apelidado por todos de "o buraco de seu Pedro". O buraco de seu Pedro era ponto de referência na Francisco Correia, em Salgueiro.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

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Depois de 28 anos na cara e dezenas de carnavais na minha quente terrinha, percebi que uma das minha maiores teorias possui uma falha. Uma falha grave em sua concepção. Pare e leia com atenção, este post é para degustação.
Não achei foto da banda, vai uma foto do cantor na sua fase gordinha
Já explanei para muitos a situação do carnaval do interior pelos idos da década de 90. É fato que ainda hoje a mídia pernambucana tem seus olhos voltados para seu grande mercado consumidor, o litorl do estado. Se hoje isso ainda é notável, na década citada era mais evidente ainda. O interior recebia transmissões de TV e rádio direto do Rio de Janeiro por exemplo.

Nós, comedores de calango, também sofríamos uma forte influência da Bahêa, principalmente na época do carnaval. Banda Eva, Daniela Mercury, Banda Beijo, Margarete Menezes, Araketu e Luiz Caldas por exemplo, eram os nomes mais tocados pelas bandas que subiam nos trios que percorriam as ruas de Salgueiro e cidades vizinhas. Isso se dava por estes grupos além de terem relevância nacional na época mencionada, tinham no entroncamento de BR's que corta nosso estado mais uma via para escoar.

No carnaval do interior pouco tinha de marchinhas, frevos e estas paradas que hoje pululam por lá (ainda carecendo de mais audiência, claro) e estoporam por aqui. Era praticamente uma Bahêa da segunda divisão.

Até este momento minha teoria parece linda e maravilhosa, com tudo se encaixando perfeitamente, mas... Eis que no meio de toda essa Bahêanada rolavam umas músicas que até hoje não tinha percebido a origem litorânea. Elas se mesclavam no meio dos repertórios e, somente ouvidos mais treinados percebem que não são composições com estilo da música da Bahêa de raiz.

Versão Brasileira e Banda Pinguim tocavam muito (suas músicas ao menos) no interior nessa época. Hoje em dia, apesar de todo mundo conhecer as músicas, poucos sabem quem as executava. Esse post vai listar clássicos da banda do Marrom (depois faço uma postagem com Almir Rouche, linkando a super-adaptação de seu repertório a época do ano - carnaval, são joão, natal, semana santa, etc).

4 - Pra te namorar meu bem
O quarto lugar vai para um praticamente brega moderno com suingue de regue (não gosto de escrever reggae)! Mas não se engane, a história erótica é muito bem colocada e sem apelação. Update: Por mérito dos leitores, declaro esta música Caboclinho Elétrico.

3 - É tanto amor
Grande clássico que se imortalizou na política salgueirense com o refrão: Eu só vou votar, eu só vou votar, com amor, com amooor. Impossível esquecer o refrão da música original, e por isso ficou com o terceiro lugar. Update: Minha mente me pregou uma peça e o refrão que eu queria me referir era: é com amor ô ô ô, que eu vou votar á á á. Veja aqui, toda auditoria do caso.

2 - Nas ondas do desejo
Uma das músicas mais fodas de fodas de todos os tempos, gostaria de tê-la escrito. Foda. Fica em segundo por ser uma música que praticamente todos, todos, todos de todas as idades sabem ao menos o quero que vocêêê nunca me esqueeeeça. A execução dessa música é obrigatória no carnaval de Pernambuco, todos a escutam e automaticamente começam a se saculejar como um Antônio Nóbrega descompensado.

1 - Balança Brasil / Galera do Brasil
Essa daqui fica em primeiro lugar por ter sido a música que me fez vencer o preconceito contra músicas de carnaval. Ela também  tem o poder de fazer você se mexer febrilmente, fazendo Antônio Nóbrega com epilepsia parecer uma lesma perto de você (o Marrom baixou um caboclo no vídeo abaixo). Poderia ter ficado em segundo, mas como ela figurou durante muito tempo (naquele meu velho mp3 xing ling) no meio de Krisiun e Torture Squad para citar algumas bandas da minha fase mais extrema, leva a primeira colocação!
Essa música é tão rocheda que até Calypso fez um cover (clique por sua conta e risco).

0,5 - Castelo de Areia / Deusa de Itamaracá ocupa a posição meio por ser da Banda Pinguim do Almir Rouche.

Você pode ainda nostalgiar mais em "Fica pra Depois" ou num cover de Lenine, na música do mameluco. A banda acabou, mas o Marrom Brasileiro ainda se apresenta. Hoje em dia ele não é mais atração principal do carnaval do estado (pois seu jorge toca lá), mas pode ser visto nos polos descentralizados se você pesquisar bem.

Rodolfo Nícolas é marrom provocante.

OBS: sempre fui fã de listas, e me insperei nos Top's MdM e nas listas do PuxaCachorra pra criar coragem e fazer uma lista minha.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Milenna Gomes do Não Sei Cozinhar comemorou no dia 05 de abril suas bodas. O local escolhido foi o Restaurante Guadalupe, novo ambiente de comida mexicana da cidade. A equipe do RecifEstranho compareceu ao local para prestigiar o evento.
A imagem da santa em 3D
A mesma imagem, agora em 2D
A minha maior referência sobre comida mexicana se resume a doritos e pimenta. Apesar de já ter provado dessa culinária, sempre que vou a algum restaurante especializado só me lembro de doritos e pimenta. O nome certo é nachos e as pimentas nunca fizeram minha cabeça nas passadas em outros locais... até esse dia.

O Guadalupe fica em Boa Viagem, pradaria que nós, do RecifEstranho, vamos pouco devido à diferença de latitude. O aniversário de nossa amiga jornalista e blogueira Milenna Gomes nos levou a desbravar os becos escuros do tradicional bairro de nossa capital e descobrir um lugar muito bonito, mas recoberto por uma carapaça.

Chegamos e a lua já tinha feito boa parte do seu percurso pelo céu, as pessoas já haviam sido recebidas e nossos cliques abrilhantaram a noite e iluminaram o local. O Guadalupe é um ótimo para este tipo de confraternização. Um aperto aconchegante. Um casal ou um grupo vão conseguir se abancar muito bem em seu grande balcão ou em suas mesas e sofás.
Mara Manzan diria: "Cada mergulho é um flash!"
Balcão de Saloon
Enfeites flutuantes
Pequeno por fora mas imponente por dentro, o lugar é adornado com pinturas e objetos que remetem à cultura mexicana (ao menos a que os filmes e televisão nos mostram). Uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe abrilhanta o lugar, se fosse uma pintura em um poncho (ou manta) seria muito mais emocionante, mas a estátua é muito bonita mesmo assim. Um painel enorme com pintura estilizada impressiona quem entra na casa. Outras pinturas podem ser vistas nos cardápios, portas e detalhes.

Entre um presente e outro, Milenna conseguiu tempo para nos explicar o cardápio e falar do prato de maior audiência da casa, o Nacho! Aliando sabor e preço, conquistou a todos com seus molhos e custo benefício. São R$16 muito bem gastos, que pagam o ótimo petisco que serve de coadjuvante para divertidas conversas.

Não satisfeitos resolvemos experimentar um Taquitos (ou Tortilhas? a dúvida corroí meu ser...), que na minha analogia é uma tapioca de carne (ao menos visualmente). Muito boa! E desta vez veio uma cumbuca de guaca mole para os fanáticos e, realizando um sonho, as famosas pimentas mexicanas. Experimentei logo a extra-forte (veio a fraca, a média, a forte e a nível SSJ 3) e sobrevivi. Gostei muito. O prato custa R$17,90.
Millena recebendo seus presentes
Nachos, muitos nachos
Taquitos, guacamole e pimentas de todos os níveis
A noite correu bem sem nenhum grande contratempo. Depois situações estranhas começaram a ocorrer, e não foram vozes do além ou vultos correndo de um lado para o outro. A cozinha fechou perto de 1h da madrugada. Depois disso, os garçons trouxeram uma parcial sem que ninguém tivesse pedido. A justificativa: ele ia largar e passaria a mesa para outro garçom. A parcial era para conferir o que já havia sido pedido. Até aí tudo normal... O caldo entornou quando ao assinar a parcial os convidantes (se eu sou convidado, quem me convida é o que?) falaram que infelizmente não seriam pagos os 10%.

Daí foi um chama chama daqui, um vem gerente de lá falando em um bom tom que pagava quem queria, mas que a reserva tinha sido feita e bla bla bla. Um clima extremamente pesado e constrangedor.  Detalhe, ninguém avisou que ao fazer a reserva o cliente era obrigado a pagar a taxa de serviço. Resolveu-se pagar a conta e o garçom prestativo somou todas as notinhas. Ao final faltaram (após todos pagarem) R$20 do valor total, excluindo os 10%. Na conta do garçom faltava mais uns R$60, e ele foi, educadamente, mais uma vez avisado que a taxa de serviço não seria paga. Neste momento, ele bradou que não ajudaria mais no cálculo, e que se a gente quisesse que fizesse. Zerou a calculadora e saiu.

Bem, isto é uma prática abusiva. Por lei, nenhum consumidor é obrigado a pagar a taxa de 10% que no caso é uma vantagem excessiva, como diz o Artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor no numerosinho V (cinco em algarismos romanos). Na situação descrita, o pagamento não foi obrigatório, mas fomos intimidados a pagar, de certa forma constrangidos pela insistência. É uma pena, pois a maioria das pessoas adoraram o local e até pensavam em voltar, algo que agora muitos disseram que não vão fazer.

A taxa abusiva não foi paga e a carapaça caiu. Mesmo com esse pequeno incidente, a comemoração foi um sucesso.
Chipotle e parmesão são os molhos que escolho no Subway
Painel massa, pintado diretamente na parede do recinto
O Guadalupe Cocina Mexicana fica na Rua Capitão Rebelinho n 159 - Pina , Recife.

Rodolfo Nícolas jogava com Cormano!

Obs: Notem a qualidade das fotos, fruto do nosso investimento no blog e em jogos. As imagens mais artísticas são de Marcela Balbino, as do tipo "coloque qualquer coisa na minha frente que eu aperto o botão" são de Rodolfo Nícolas.

sábado, 7 de abril de 2012

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Parem as máquinas! Apurados os votos tivemos como 3 primeiros colocados: Rafael Barros com Siri Robusto, 10 legaus; Raquel Rocha e Estrupício com 9 legaus; e Nathalia Pereira e Rodela com 6.
O grande prêmio!
Pelas regras expostas, os 3 mais votados seriam submetidos ao juri RecifEstranho, que escolheria o nome mais legal para seu boneco. Lembrando que os 3 já seriam premiados, o vencedor com um ovo de páscoa diamante negro laka e o segundo e terceiro colocado com uma saco de bombom fofão (ou uma caixa de bis).

Para melhor pensar, a equipe RecifEstranho se exilou em Carpina, mais precisamente em Lagoa do Carro, ficando em meditação até que o nome fosse escolhido por unanimidade. Depois de horas e horas tomando vinho e fazendo rituais para pedir orientação aos antigos, tivemos uma epifania após tomar um chá da herbalife.
O prêmio para os segundos colocados
E o vencedor éééééé Siri Robusto! Rafael Barros teve duas sacadas que fizeram valer seu título. A primeira foi ser o único (nem nós percebemos isso) a notar que é um siri, e não um caranguejo! A segunda e mais sutil foi colocar um nome composto no boneco (como em novela mexicana Antônio Marcos, Maria Mercedes, Rodolfo Nícolas, etc).

Rafael Barros batizou nosso mascote Siri Robusto e receberá o primeiro e grande prêmio desta polêmica promoção.

Aos vencedores, favor nos contatar para definir a melhor maneira de recolher o prêmio.

Agradecemos a participação de todos, principalmente de nossos leitores que pediram votos a seus amigos das redes sociais.

Rodolfo Nícolas tem 2 nomes e adora. Já Marcela Balbino tem também mas odeia.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Apesar da voz impecável e do ‘corpitcho’ super em forma, nem de longe Maria Rita trouxe à tona a dramaticidade de Arrastão e a provocatividade feminista de Maria, Maria, marcas criadas pela interpretação de Elis Regina. Faltou algo. Fiquei com essa sensação desde a primeira música (o que não me impediu de engrossar o coro e até dar uma choradinha de leve). Pudera. Os tempos são outros e a filha não é a mãe. Uma tão tensa e pesada. A outra leve e menos política. Mais cantora que mito. Com o projeto Viva Elis, da Nívea, Maria Rita atende às cobranças (no sentido de pressão mesmo) do público e da mídia. Missão cumprida. A cantora da nova geração sai fortalecida em sua identidade. Elis é Elis; Maria Rita é Maria Rita. Ponto. Cada macaco em seu galho.
Maria Rita toda se querendo para Damiz
Depois dessa pausa para homenagear o passado, espero que M.R. retorne com todo gás, novos CDs e belas interpretações, inclusive, de novos compositores tão bons quanto os contidos em seus trabalhos anteriores. Volta, Maria, para a alegria dos seus fãs! Pois, Como nossos Pais, a composição de Belchior que virou standard na voz de Elis, nos diz: “o novo sempre vem... E você é essa feliz novidade da MPB!

Obs1: Raquel Rocha é fã de Elis Regina desde que se entende por gente e considera Maria Rita uma das melhores conquistas da música brasileira na atualidade. Para ela, M.R. interpretando Los Hermanos, em especial, Marcelo Camelo, é o que se pode chamar de casamento perfeito.
Terra, fogo, água, vento, coração!
Obs2: As bolas azuis saltitando na plateia e aqueles trequinhos infláveis em forma de salsicha tiraram a concentração (visão também) do público e quebraram qualquer clima de emoção.

Obs3: Os momentos mais altos do show:
- Uh é Carcará! – Começaram a gritar do meio da multidão, em referência ao time mais importante de Pernambuco, o Salgueiro Atlético Clube, enquanto M.R. não aparecia no palco.

- Me deixas louca – Sensualidade e emoção! Interpretação bem parecida com a de Elis.
- Vivendo e aprendendo a jogar - dhigue, dhigue, dhigue, dhigue, dhigue dhogá... ah! Todos em uma só voz travando a língua!
- Romaria – O público gritou, cantou e se emocionou junto!

Raquel Rocha deixa recado para todas as mulheres, aprendam: “Quem tem amigo cachorro quer sarna pra se coçar”...


Para ver a outra resenha sobre este mesmo show, clique aqui.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

RecifEstranho aportou com seus convidados para mais uma resenha fantástica sobre algum dos muitos bares, restaurantes e bodegas do Mercado da Boa Vista! Desta vez O Petisqueiro que nos recebeu, com suas comidas típicas e cachaça alcoólica!
Bem que pensei em pedir um PF
Das opções de seu cardápio, escolhemos os tira gostos, pois, apesar de só eu estar bebendo, meus convidados queriam conhecer e saborear mais da tipicidade do local. Dentre arrumadinhos, linguiças, peixes e PF's escolhemos um arrumadinho misto de carne de sol com queijo (o grande, pois lá ele dá a opção pela metade - inteiro custava 19 piula).

Antes de falar dessa iguaria, é bom situar que o mercado estava relativamente calmo, Leleu e o Netos Bar não tinham mais lugar para sentar, mas era possível transitar sem muitos problemas pelo local. Fiz um tour com meus convidados para que conhecessem toda a pluralidade do mercado, e nos abancamos no anexo (nas palavras do pareia que nos servia: as vezes anexo, as vezes independente; na vida quem não é motorista ou cobrador é passageiro)  d'O Petisqueiro, por eu já saber que era um local de qualidade e por aceitarem cartão.
O arrumadinho misto, com seu vinagrete e farofa separados do feijão, carne e queijo; um dos muitos estilos de arrumadinho do mercado
Ponto negativo! Material descartável
Já no anexo nosso arrumadinho chegou junto com a coca de 1 litro, e, de garrafa. Iguaria que caiu muito bem junto ao prato. Eu particularmente fiquei na minha branquinha, já que não sou afeito a refrigerantes. Carne, feijão, verdura, queijo e farofas bons, o vacilo ficou nos pratos descartáveis, bem como os copos. Pra completar a desfeita só faltava terem colocado uma pedra de gelo no quartinho que tava tomando. Mas isso não atrapalhou, a comida e o atendimento estavam muito bons.

A conversa e a prosa estavam muito boas e fomos ficando, mais coca, mais cana e mais um prato, dessa vez a dúvida era entre um bode assado (19 conto) e uma linguiça matuta (13 barões). Optamos pela linguiça, por ser algo que nós, seres de Salgueiro (2 pessoas na mesa tinham essa origem, a outra era de perto do poço da panela, o que não deixa de ser um interior) não consumimos com frequência.
Linguiça matuta, muito efistaile!
Leitora que se tornou garota propaganda ao realizar o sonho de participar da produção de uma resenha ao vivo
O prato veio muito bom, diria até, que melhor que o primeiro. A linguiça, apesar de ter suas gordurinhas estava "o must" como seria dito em "A Indomada". Aqui abre um parenteses, onde surgiu um ótima discussão sobre gordura trans e glúten. Decididos a comer mesmo com a gordura, o degustamos com ardor e paixão. Está indicado.

Como adicional, Bruno e Juliana (mais conhecidos por este post patrocinado) acharam muito legal o ambiente, exaltando o fato de além dos burgueses (malditos!) muitos vovôs e famílias frequentavam o local. O precinho também foi comemorado, pois deu 54,50 para dividir para os 3 (mas tudo caiu na conta do caixinha das resenhas do RecifEstranho, o blog que mais cresce na região metropolitana do Recife).
O anexo do petisqueiro, onde ficamos
Rodolfo Nícolas ia ao mercado na época do mercado moleque, do mercado maroto, do mercado de várzea...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

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Na tarde de domingo, dia primeiro de abril do ano 2012 de nosso Senhor, centenas de pessoas de todas as idades e opções se abancaram no Parque Dona Lindú para ver Maria Rita cantar grandes clássicos que eram cantados por sua mãe Elis Regina. Continue lendo para saber como foi o maior show cover de todos, todos, eu disse todos, os tempos.
Pra meeeeeeeem, olha o arrastão entrando no mar seeeeem fiiiim...