quinta-feira, 31 de maio de 2012

De carona no sucesso das Empreguetes e da espevitada Chayene, o RecifEstranhO trás mais uma bombástica promoção para você leitor!

Para conseguir 2 ingressos com acesso a área vip (cheia de gente bonita e azaração) do Forrozão do Galo, basta explicar quem é melhor entre Joelma, Chayene e as Empreguetes! A melhor resposta vai ganhar o par!

Seja rápido e não perca tempo pois o show já é sexta! O resultado sai ao meio dia de sexta.

Envie suas respostas pelos comentários do blog ou do Facebook, ou ainda pelo e-mail.
Provando que é verdade!
Rodolfo Nícolas demorou a entender o ApoCalypso.

terça-feira, 29 de maio de 2012

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Ocupa Estelita. Menos carros. Mais bicicletas. Cada vez mais o recifense quer discutir o modelo da cidade em que vive e a qualidade do lugar em que deseja morar. Mas, as rodas de diálogo não ficam mais restritas a grupos de amigos, em mesas de bar. A troca de pensamentos vem alçando novos voos e está ganhando dimensões muito maiores, quer seja com os jovens que vão às ruas Ocupar o Cais José Estelita ou os ciclistas que entregam flores a motoristas que insistem em desrespeitar as magrelas.
Hum... quem fez isso bem que podia fazer um desenho do Siri robusto também
Nesse momento novas formas de diálogo brotam a cada esquina e a sétima arte surge como uma ferramenta para discutir o espaço urbano e a cidade em que queremos viver. Pensando nisso, um grupo de estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sob a coordenação da professora Simone Jubert, está organizando a mostra universitária METROPOLETELA. A mostra universitária acontece no dia 18 de junho e a entrada é franca. (Uhu!!) Os filmes serão exibidos no Cinema da Fundação, no Derby, das 14h às 22h. Além disso, a mostra terá uma série de atividades relacionadas ao debate, através do cinema, sobre a vida e a (des)organização no espaço urbano.

A programação é composta por filmes nacionais e internacionais, em 35mm e formato digital, que abordam discussões sobre a vida nas cidades.
Reunião de magrelas no Cais Estelita
ONDE E COMO ENVIAR OS VÍDEOS PARA PARTICIPAR DA MOSTRA

As inscrições para a seleção dos curtas a serem exibidos no segundo bloco da mostra vão até a meia-noite do dia 4 de junho (segunda-feira). As obras devem abranger o tema da relação entre homem e arquitetura da cidade. Como se trata de uma mostra universitária, o objetivo é dar espaço a novos realizadores do Brasil. Serão selecionados curtas enviados com, no máximo, 20 minutos de duração. As produções devem ser enviadas em DVD ou link.
Email (link): inscricao.metropoletela@hotmail.com
Endereço (DVD)
Destinatário: Luiz Guilherme Padilha
Rua Francisco de Barros Barreto; Número 198; Apartamento: 602
Boa Viagem/Recife. Pernambuco. CEP: 51021-550

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

BLOCO I
14h às 15h40
Quarteto Simbólico (Josias Teófilo)
Enjaulado (Kleber Mendonça Filho)
Aeroporto (Marcelo Pedroso)
Eiffel (Luiz Joaquim)
Ela Morava na Frente do Cinema (Leo Lacca)

BLOCO II
16h às 17h10
Filmes enviados pelo público

BLOCO III
17h30 às 19h30
Gare Du Nord (Jean Rouch)
Arraial do Cabo (Paulo César Saraceni e Mário Carneiro)
A Passarela se foi (Tsai Ming-Liang)
Brutalidade em Pedra (Alexander Kluge e Peter Schamoni)
A Propósito de Nice (Jean Vigo)
Zigurate (Carlos Eduardo Nogueira)
19h30 – DEBATE
21h30 – Filmes produzidos na oficina A Cidade Sensível, ministrada por Rachel Daisy Ellis

Saiba mais sobre a mostra no Facebook Metropoletela.



Nossa cara amiga Nathalia Pereira está responsável pela assessoria de imprensa do projeto e o RecifEstranho simpatizou com a Metropoletela e resolveu trazer a informação aos nossos leitores.


Rodolfo Nícolas lê esse texto e morre de inveja de quem o fez.
Marcela Balbino fez esse texto.

terça-feira, 22 de maio de 2012

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Nossos caros amigos, Luiz Felipe e Nathalia Pereira, nos presentearam, depois de vários meses de insistência, com o texto da viagem deles pela América do Sul. A primeira e a segunda parte da viagem você confere nos links PARTE 1, PARTE 2. Como retratação pela demora, Luiz fez dois post que servem de guia para aventuras Bolivianas.

Espero que vocês apreciem, tanto quanto a gente, a história dessa viagem, em detalhes. Aproveitem o momento e tentem juntar uma graninha e fazer uma dessas também. Tem altos sites de viagem que mostram umas promoções de passagem muito legais. E, sem sombra de dúvidas, VIAJAR É PRECISO. Se afastar um pouco de tudo, descobrir e conhecer novos lugares e pessoas. Pode ser perto ou longe, mas só a sensação de encontrar o desconhecido, já vale. 

Sem mais delongas, boa leitura.

Por Luiz Felipe Campos

Compramos em Cusco uma passagem de ônibus para Copacabana, na parte boliviana do lago Titicaca. A passagem custou uns 80 soles. Os ônibus saem da rodoviária para a Bolívia sempre às 22h e a viagem dura de 10h a 12h então não vale economizar: o negócio é pegar um ônibus confortável, com cadeira que vira cama – alguns inclusive têm serviço de bordo.
Lago Titicaca, a beira da princesinha do mar: Copacabana
Antes de comprar a passagem, é bom se certificar qual o destino final do ônibus. Não sabíamos, mas o nosso ia para La Paz, e quem ia para Copacabana teve que descer na estrada, ainda do lado peruano, pra pegar uma van que nos levou até a fronteira, onde passamos pela imigração e fizemos o câmbio da moeda, e só depois pegamos uma outra van que nos levou até a cidade.

Durante todo o percurso, desde a descida do ônibus, fomos acompanhados por uma senhora que insistia em saber se ganhávamos bem, em dar dicas sobre onde deveríamos trocar o dinheiro, sempre nos guiando – o que deu uma sensação de que seríamos assaltados a qualquer momento. Não fomos! Os esquemas de transporte por lá é que são meio esculhambados mesmo.

Copacabana é uma cidade pequenininha nas margens do lago Titicaca. Tem alguns restaurantes e pousadas, mas o principal destino de quem segue até a cidade é a Ilha do Sol, no lago. Tomamos café da manhã e compramos as passagens de lancha, que custou uns 15 bolivianos cada, para a ilha. A viagem dura mais ou menos 1h30 e faz muito, muito frio – é importante lembrar que o lago fica a uns de 4 mil metros de altitude –, por isso, é fundamental se agasalhar bem se quiser ir na parte de fora do barco. Os barcos saem de Copacabana diariamente às 8h e 13h30.
Oooooo Miiiiila, na Ilha do Sol
A Ilha do Sol é massa, tanto pra quem quer dar uma descansada, quanto pra quem ta afim de fazer trilhas – não entra carro na ilha, e um dos principais atrativos é a trilha que vai da parte sul, onde estão as praias, ao norte da ilha.

Fomos jogar bola – eu e um chileno que conhecemos na imigração boliviana – com alguns meninos ali da região onde estávamos hospedados. Cheguei com pinta de craque e todas as credenciais avalizadas pelo fato de ser brasileiro nessa hora. Um pique de um minuto e o resto do jogo todo sem fôlego, quietinho perto do chileno que não era bobo e ficou de goleiro. Nota do editor: Desde sempre jogadores brasileiros têm dificuldades em se adaptar à altitude boliviana.

A noite por lá é gelada. Na casa onde ficamos hospedados, pedimos uma cerveja Paceña que foi retirada diretamente do armário – as casas não precisam de geladeira.

No outro dia acordamos cedo e pegamos o primeiro barco de volta a Copacabana, às 10h30. De lá, compramos as passagens para La Paz, saindo às 13h. 


Nathuí
Arrá, estranho leitor, a quarta e última parte da viagem você confere no próximo post.

Calma, calma que ele já está pronto. É só para vocês ficarem com gostinho de quero mais, rá rá rá.

A proposta deste blog era falar sobre estranhices recifenses, mãããs, os horizontes se expandiram, os amigos contribuíram e Recife se tornou pequeno demais. Óbvio que muitas histórias por essa linda cidade ainda serão descobertas, mas enquanto estamos à procura vocês vão acompanhando histórias boas ao redor do mundo ou ao redor do mundo das nossas cabeças. 



Marcela Balbino e Rodolfo Nícolas andam pensando em voos mais altos para o RecifEstranhO, por isso, às vezes, faltam postagens. Calma, calma, não "priemos cânico".
;)
Já havia visto meio show dos Caetanos (vou chamar a banda assim, pois não sei mais como é o nome... se é Cláudio Brasil e Banda Caetano ou os Caetanos. Update: Segundo o leitor JauMelo Banda Caetano é outro projeto não vinculado a Cláudio Brasil) e o no dia 13 de abril de mil novecentos e sessenta e seis O Cara e Coroa / Sushi digital deu de presente um show deles completo para mim e para a aniversariante do dia, Rochele.

O show que tinha visto antes foi como um Eclipse Oculto, por eu ter chegado, ele já ter começado e depois ter dado pau nos equipamentos. Caiu água neles, pois choveu e o show era no Capibar uhuhuhuhu.

Mas o pouco que vi naquele dia me fez buscar mais algumas coisas de Caetano Veloso para ouvir, começando pela Tropicália e depois indo para a discografia dele. Eu gosto mais dos Caetanos por Cláudio Brasil ser como o Super-homem e o Caetano ser o Clark Kent. Isso hoje em dia, claro.

Já cheguei na Rua da Moeda querendo cantar as 2 músicas que aprendi com a discografia de Caetano. O show demorou uma nesguinha para começar e teve até a passagem de som e tal. Quando começou tudo numa Transa só, e as versões animadas dos clássicos desconhecidos do grande público fizeram todo mundo se sacudir como Tigresas.

O show flui muito bem, e eu o divido em duas partes: Eu sou neguinha e Queixa. Essa divisão arbitrária e sem nexo, reflete a minha visão da primeira parte mais animada e sacolejante, em paradoxo com a segunda mais parada e, sorrateiramente massante. Não me entendam mal, mas é que eu só gosto de Caetano Veloso por causa d'Os Caetanos que fazem o som dele soar diferente do que me lembro, e quando eles soam parecido fico momentaneamente desanimado.

Como é Proibido proibir, o povo não dá a mínima para minha opinião e curte o show todo. Talvez essa minha postura ranzinza seja por não terem tocado Superbacana, uma ode a cultura pop cheia das referências que sempre dou um jeitinho de espremer por aqui.

Vá aos shows, prestigie e compre o disco deles (que só é vendido na hora).

Rodolfo Nícolas vai montar os Gil's.

domingo, 20 de maio de 2012

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Mais uma aventura no limiar da civilização: A Praça de Boa Viagem!

Nunca tinha parado ali para nada. Tá, as vezes muito raramente eu ficava ali durante o dia para pegar um ônibus, mas achava que era só uma sulanca que não abria de dia. Dava nada pelo local.
O Ranger Verde toca sua flauta
Tive que ir a praça fazer um bico de iluminador de documentário, e, aproveitei para conhecer melhor o que acontecia por lá. Já aviso que dividi esta postagem em duas partes por seu extenso conteúdo multimídia. Então na parte um vamos ver um pouco sobre as atrações do local e na parte dois conversamos sobre a culinária.
A bonita igreja azul que parece de brinquedo
Já na chegada procurei entender o "funcionamento" do local. Orbitando uma bonita igreja Católica azul temos uma praça de alimentação comandada por artistas de rua e outra praça que, apesar de também ter seus artistas, é comandada pela venda de roupas e outras coisas.

Os equatorianos já estavam abancados no meio da praça quando chegamos, apesar de não estarem tocando sua música de velho oeste. Esperávamos o astro maior daquela praça chegar, Diabolim estava para fazer uma apresentação especial aquela noite. Eu com minha luminária ajudaria a estrela dele a brilhar mais.
Diabolim se concentrando
Diabolim chegou e budejou sobre a presença dos equatorianos na praça. "Aquela praça é pra artista de rua! A praça de música é do outro lado", falou o homem. Mas deixando as desavenças de estilo de lado, ele permitiu que eles ficassem ali para tocar um pouco e se valer da influência de sua apresentação. E acreditem, o homem é uma sumidade no local. Todo mundo na praça o conhece e gosta do seu show. O melhor comentário foi o de um rapaz que jurou que quando era criança, o coqueiro que Diabolim prende a corda bamba não era torto, e ficou assim pelos anos de uso durante o ato.

Os equatorianos tocaram sua musica de faroeste e a mulher do grupo amarrou seu bruguelo como as mulheres de Machu Picho (eu sei que essa cidade é no Peru, mas achei legal a anedota), ou qualquer cidade daqueles lados. Mas quem roubou a cena do grupo musical foi Alexandre, o engraxate (ou seria garçom) mais elegante do Brasil! Dançarino profissional, ele bailou e girou, atraindo olhares para a banda. Devido a problemas de acerto de cachê com os músicos sul-americanos, ele preferiu encerrar seu show. Confira no video abaixo essa apresentação que fez Carlinhos de Jesus se revirar no túmulo.
Daí em diante, Diabolim fez se show e não teve mais pra ninguém. Ele andou na corda bamba, fez piadas e números cômicos, em homenagem até Chico Science imitou um caranguejo. Fez seu clássico ato de pirofagia e ao final nos agraciou com seu perigoso salto por entre lâminas! E ele ainda coloca fogo "imbeira" delas. Veja no vídeo abaixo, se sua visão acompanhar a velocidade do artista.
Aguardem a segunda parte!

Rodolfo Nícolas saltava no vácuo, com joelhada.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

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É, essa história de promoção do RecifEstranho tinha ares de balela, conversa fiada da melhor qualidade. Mas não, caro leitor, de estranho só o nome de batismo mesmo. Aqui a gente mata a cobra e mostra o pau (Embora com atrasos mensais).
Uma iguaria da terra

Observem a cara de felicidade da nossa ganhadora.
Achamos a gringa no Carnaval de Olinda


Na nossa segunda promoção, que sorteou um crepe e uma salada na Creperia Olinda, a sortuda foi Lorena Tapavicsky. A menina de nome russo, polonês, enfim, e seu consorte, Elias Roma Neto, desfrutaram de momentos românticos e prazerosos na casa de crepes. 










BATISMO OFICIAL DO MASCOTE
Já a promoção pascal serviu para escolher de maneira democrática o nome do nosso mascote. O casal vencedor, que contabilizou o maior número de votos, foi Rafael Barros e Hanaty Mendonça. Com o nome Siri Robusto, a intrépida dupla faturou um ovo de páscoa metade Laka e metade Diamante Negro. A equipe do RecifEstranho confessa que ficou querendo comer o prêmio, mas a ética profissional falou mais alto.
Robustos (favor não notar a pobreza da minha casa e a cadeira improvisada de móvel)
Segundo o autor do nome vencedor, Rafael Barros, a inspiração surgiu de dias e dias debruçado sobre livros de teoria dos nomes, zoologia animal, revista em quadrinhos, espiral do silêncio. Tá, tá bom, não foi assim, mas poderia ter sido. Ele disse que o primo dele de 7 anos é viciado em um joguinho cujo personagem principal se chama alguma coisa robusto. Daí ele teve a ideia. Mas, confessem que a primeira alternativa foi bem mais interessante.

REVELAÇÃO 1
 Hanaty:  esse jogo os ratos tem vários niveis.. e esse primo dele tava no nivel que ele era o RATO ROBUSTOehaueahuaheauhhuaeuhauhae
aí ele contou isso (ele é novinho) e a gente n se aguentou, achou mto engraçado.. e aí foi na mesma epoca da promoçao até hj ele cobra uma parte do ovo, pois a "idéia" do nome foi graças a "ele"
heheehhehe FIM
Pois é, não deu...

REVELAÇÃO 2
Nathália e Catariana, ainda não receberam seus prêmios devido à escassez da iguaria Bombom Fofão no mercado. Estamos providênciando as caixas de Bis para as moças.

E, se liguem, pois o RecifEstranho é "como uma folha solta no vento", por isso, novas promoções poderão surgir a qualquer momento, fiquem de olho e acompanhem as próximas postagens. É sério, a gente se diverte muito escrevendo isso aqui, espero que nosso humilde bloguinho proporcione alguns momentos de alegria.


UPDATE: O menino que inspirou Rafael a dar o nome ao nosso mascote tem 13 e não 7 anos, como falamos acima.


Marcela Balbino é uma celebridade da internet mas não sabe.
Rodolfo Nícolas sabe que é.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

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Para o final (ou semi final, nunca se sabe) da série de PF's (veja a parte 1, a parte 2 e a parte 3 clicando) eu fui ao Mercado da Boa Vista apreciar comidas populares e refinadas. Aproveitando que ia dar uma abastecida nas minhas cachaças - falta comida aqui, mas cachaça não - na Displastic, parei no Buchada's Bar para dar um conferida no seu cardápio.
Bandeirolas com o cardápio
Já tomei algumas nesse box (já tomei algumas em praticamente todos os box) e seu tempero é bem diferenciado, assim como suas opções. Diferente das outras vezes que fui lá, não ia pedir tira gosto e sim uma refeição mesmo. Me inteirei do preço das comidas, pois era dia de vaca magra e só tinha 12 dinheiros, e fui consultar as bandeiras com os preços.

Dessa vez não deu para abrir o apetite com uma dose de cana, pois meu investimento seria de 10 na comida e 2 em uma água. Não me detive a olhar os tradicionais arrumadinho e costela de porco, me empenhei em escolher entre galinha cabidela, sarapatel, charque no feijão, carne de sol com feijão verde, etc (aumente a figurinha para ver o cardápio nas bandeirolas). Charque no feijão foi o que mais me apeteceu. Pedi-a.

Estava muito massa! Apesar de a charque ser um pouco gorda, a carne que encontrei estava bem saborosa e desfiante. O prato por sinal, vem muito bem montado com o feijão a parte. Nem gosto de cenoura mas comi pela beleza. A cebolinha crua que acompanhou na salada estava nível Salgueiro.
Suculento prato de charque com feijão preto
Drinks, muitos drinks
Apesar de ser um dos mais frequentados eu consegui um lugar para sentar facilmente, pois quando me aproximei um senhor que estava almoçando na mesa que fica colada a parede do bar levantou. Tomei seu lugar e fui muito bem atendido por uma das mulheres de vermelho (tem dia que não adianta sua educação, não serás bem atendido por elas) que servem e toma conta do bar. Até achava que era uma cooperativa, mas tem uma chefa, que é a mestra cuca do local.

Este bar é um dos muitos do mercado que tem anexo, porém diferente do Neto's Bar, que tem seu anexo distante do box, o anexo dele fica logo em frente ao Box. Isso é algo muito bom, pois você pode ficar perto do bar. Ele também atende pelo lado de trás do mercado, na área visitada pelos estudantes barbudos e intelectuais de História da UFPE.
Anexo do bar
O box em 2,5D
O Buchada's Bar (tem site, é só clicar) fica no Box 12 do Mercado da Boa Vista. Se você não sabe onde fica o Mercado da Boa Vista se exploda... Tá, ninguém é obrigado a saber que ele fica na Rua de Santa Cruz, no bairro da Boa Vista em Recife, Pernambuco.

O RecifEstranhO recomenda a ida ao local (vou fazer um selo RecifEstranhO de qualidade). Lá você poderá comer comida boa e barata, além de poder entornar algumas com um gostoso tira-gosto. Mas leve dinheiro pois lá não aceita cartão de nenhum tipo.

Rodolfo Nícolas teve que escrever este texto 2 vezes, por isso que demorou.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

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Eu gosto da comida japonesa vendida aqui em Recife, é um ótimo motivo para eu comer molho shoyo sem tratamento. Não sou assíduo frequentador dos famosos sushis da Veneza Brasileira, mas já visitei muitos (provavelmente vários dos contaminados com colifórmio mas "o que não me mata só me fortalece" - adoro pescar essas frases exemplos de vida no Orkut) e nunca tive vontade de resenhá-los. Até uma sexta dessas aí...
Hadouken!
Nham nham nham
No último dia 27 de abril, recebi ligações aflitas de minha cara metade: Precisava cruzar a cidade e chegar a Universidade Católica para salvá-la! Como um falcão peregrino lá cheguei em pouco tempo, e a recompensa era comida japonesa na Rua do Lazer. Quem imaginaria que ali, no meio daquelas já famosas barraquinhas eu comeria o único sushi da cidade que já me fez falar: - Eita piula, que negócio bom!

Nos abancamos e ficamos observando o cardápio para decidir o que pediríamos. Os precinhos são bem em conta com tudo indo de 7 a 12 reais. Pedimos 2 combos de salmão. Cada um vinha com 4 nigiris de salmão (bolinho de arroz com peixe em cima), 4 uramakis de salmão (peixe enrolado por arroz) e 2 joy de salmão (peixe enrolado por peixe). A beleza do prato já me chamou a atenção, tudo com cores bonitas e uns temperos massas em cima. Ah, tudo foi feito na hora.
Com agilidade de senhor Miyagi e juventude de Daniel Larusso também conseguimos pegar moscas com os hachis
Não podia faltar um samurai no cartaz
O nigiri (ou aquele laranja) estava supimpão! Pela primeira vez eu senti uma enorme diferença entre o peixe e o arroz, não só no sabor mas na textura. O outro enroladinho com arroz era que estava louco, quase sai correndo por baixo das mesas igual Ana Maria Braga, mas como  não tinha sido eu o cozinheiro desisti. O único que não me apeteceu muito foi o de peixe com peixe... faltou o arroz (mas Marcela o devorou). Todos eles se desmancham na boca.

Ainda cogitamos uns cariocas, mas já tava fora do horário das frituras. Marcela ainda foi de temaki e eu fiquei namorando o sanduíche paulista e a comida chinesa das barracas ao lado, mas isso é outra história.
A barraquinha fica ao lado da 37
Se você não foi criado a ovomaltino e leite com pera, vá ao Odisan Temakeria na Rua do Lazer da Católica comer Sushi de altíssima qualidade. Se chegar cedo ainda dá para fazer um happy hour massa com a turminha. Levem dinheiro, pois, nem tudo é perfeito e o local não aceita cartão.

Rodolfo Nícolas está procurando motivos para ir a Católica comer Sushi e aquele sanduíche paulista.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

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Na terça 25 de abril, eu e minha morena fomos ao UK Pub, lá pelas 23h30 prestigiar um evento fora do horário padrão. Em Boa Viagem, já perto da beira da civilização, cuspi 3 vezes no chão antes de entrar lá e entrei para ver o lançamento do disco Samba 808 de Wado.
Única foto do show... e aquele tecladinho do cão ali...
15 conto nesse coquetel de morango (por esse preço tinha que ser Ambrosia dos deuses!!!!!)
Desde que conheci Marcela ela fala desse artista, mas nunca me interessei muito por ele ser Tarja Preta (sacou? hãn, hãn?). Tomado pelo ciúme ouvi uma ou outra música antes de ir para o show e fui pronto para matá-lo (pois eu sou o único barbudinho da vida dela).

Enquanto esperava o início do show, olhei o cardápio mas não tinha como oferecer meu rim para pagar as custas das bebidas e alimento, pois banheira com gelo estava em falta. Tudo caríssimo, o que foi até positivo, pois, me concentrei no show.


Começou o show e gostei muito das músicas e estilo, a banda muito bem ensaiada e de alta qualidade (apesar de não entender eu sempre acerto) fez um ótimo show do início ao fim. E olha que o som deles não é tão fácil de tirar, pois é cheio de detalhes que são partes da música como aquele tecladinho que não sei o nome (deve ser um sintetizador) mostrou a noite toda.

A banda tinha um guitarrista solo, baterista, baixista, tecladista convencional, tecladista de teclado que não sei o que é, e, eventualmente Wado fazia bases na guitarra (ele as vezes colocava a guitarra para simplesmente tirá-la depois!). Fiquei intrigado com aquele tecladinho esquisito... Só sei que era ele que dava o toque eletrônico ou viajado de algumas músicas, tudo na medida certa.


Sobre o som eu gostei muito das músicas que ele mesmo classificou como mais antigas (das músicas novas eu estranhei o jeito que ele muda o vocal...), Reforma agrária do ar é muito foda e Fortalece aí é muito divertida, tendo uma pegadinha mais agitada ao vivo. O Rap do Iraque também foi muito foda junto com Macaco Pavão, que dava umas viradas massas na hora da morfina. Do disco novo eu gostei do Na ponta dos dedos, que é muito romântica e serve para acalmar sua namorada em dias de desentendimento  : D

Esta última citada tem nos videos (não sei se no disco) uma participação com Marcelo Camelo, que  mesmo com sua interpretação profunda como um pires não compromete, já que a música é muito legal.

O show foi muito bom e caloroso, com conversas rápidas devido ao horário (começou de 23:30 e acabou de 01:30), tendo até cover de banda olindense, Ontem eu sambei do Eddie. Vale comprar e ir aos shows.


O show aconteceu pelo projeto Terça Autoral do UK Pub. O evento é uma iniciativa do Dj Salvador e tem levado artistas bem legais para se apresentar no espaço.

Para baixar o disco Samba 808, trabalho mais recente do catarinense alagoano Wado, clique aqui.

Rodolfo Nícolas poupou a vida de Wado.