quarta-feira, 27 de junho de 2012

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Na primeira semana desse ano (2012 o último ano de nossas vidas) fomos a Porto de Galinhas dar uma passeada. Eu fui para conhecer, já que na minha adolescência a badalação acontecia no Açude do DNOCS lá em Salgueiro (e eu também não ia para lá). Que nos perdoem a qualidade RecifEstranhO das fotos, elas foram tiradas antes de nosso investimento em iBagens.
Apesar da vergonha, Marcela concordou em tirar uma foto minha super clichê com uma galinha
O charme
Após enfrentar um engarrafamento quilométrico na PE-60 conseguimos chegar a Porto de Galinhas com 4 horas de atraso (praticamente o tempo de ir a capital Salgueiro). Demos uma rodada pelo centro da cidade e procuramos um lugar para comer (e quem sabe eu conto essa história aqui algum dia) e desopilar um pouco. Depois rodamos para ver o artesanato universal (tirando as galinhas, a maioria do artesanato é daqueles que se encontra por todo o nordeste) e fomos, como dizia meu amigo gigante, pLa pLaia.

A praia do lugar é muito legal, mesmo para quem não gosta muito de água salgada como eu. O mar é bonitão, clarinho e tem muita pedra pra você se sentir um marujo que desceu do barco atracado. Vale lembrar que não percebi presença do infame sargaço naquelas águas, o que conta muito na diversão.
O que uma maria farinha fazia em Porto de Galinhas?
Objeto Nadador Não Identificado
Pra ter mais um pouco de conforto negociamos com uma barraca as cadeiras, eles cobravam 5 reais por cadeira e com 4 cadeiras ganhava o guarda-sol ou se pedisse um prato levava as cadeiras e o guarda sol. O prato mais barato era carne com fritas e custava 45 reais! Logo saiu bem mais em conta pedir a comida... Linda ideia dos barraqueiros para forçar o consumo.

Fomos de carro porém voltamos de ônibus, apesar de não ter tido engarrafamento o buzão demorou muito a chegar. O único alento é que pegamos o ônibus com ar condicionado que é infinitamente melhor que o de linha normal com seus bancos sujos e empoeirados. Muita gente mal educada furando a fila e com medinho de perder o lugar, mas nada que realmente atrapalhasse. Minha morena falou que várias vezes já fez essa aventura de ir e voltar, no mesmo dia, de ônibus. Eu, já velho como estou, não encararia uma dessas. No mínimo ia querer uma pousadinha para dormir (nesse período a mais barata estava pelos seus 150 reais depois de muita pesquisa e busca).
Praia lotada lotada lotada, com quase 7 pessoas
Água quase igual a da lagoa azul
Se você quer passar um final de semana nessa cidade, se prepare para gastar uns 400 reais juntando transporte, estadia e alimentação. Acredito que na baixa estação (se é que existe isso por ali) é possível conseguir algo um pouquinho mais barato. Agora se você for um guerreiro e não tiver vergonha de levar seu isopor e seu cooler para a praia, você vai gastar uns 100 reais para passar o dia nesta belíssima área de águas alvas.
Os barqueiros que não gostam que tirem foto deles, só ficam pimpões quando se pagam os direitos de imagem
Meu bucho cobriu metade da foto e por consequência o mar
Pretendemos voltar a esse belo lugar e, realmente, curtir a praia e os locais da cidade. Passamos pouco tempo no local e chegamos enfadados da estrada. Só não vamos ficar em barraca...

Rodolfo Nícolas sempre confundiu Porto de Galinhas com Porto Seguro... é muito porto...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Nesta sexta, trabalhei à noite, o que já é muito cansativo por natureza e fica pior ainda quando você não tem costume. Largando pela manhã peguei uma linha de ônibus com percurso grande para eu poder dormir e fui parar na cidade, tomar café reforçado. Quis me dar esse prêmio. Na Rua da Imperatriz, procurei lugares pra comer, mas uma casinha de suco não me agradou e a padaria chique além de cara não tinha nada que me apetecesse. Lembrei da Rua do Hospício e rumei para lá.
Brilha brilha estrelinha no céu da constelaçããão...
Olhei uma casinha, olhei outra, olhei os quiosques, olhei tudo a procura de um lugar que vendesse café da manhã. Sei que qualquer um deles me venderia, mas eu procurava a magia dos cafés fortes, e substância que eu sempre via meu pai comer na feira livre de Salgueiro, nos cafés da manhã que a gente come naquela família tradicional sem frescura e, até na beira da estrada. Uma macaxeira, tapioca, carne de sol, ovo! Nada de croissant, rocambole, coisas arrumadinhas de padaria.

Em uma calçada vi um casal que comeu pão assado com ovos e pendurou na conta, acabara de achar a Lanchonete Estrela. Todo aquele ar rústico ao redor de seu balcão e nas pessoas lá dentro, de funcionários a clientes. E muito importante, principalmente na situação que imaginei, no cardápio branco havia bem grande um lado destinado ao café da manhã.
Dona Nice trabalhando
Enquanto olhava o cardápio e refletia sobre a vida, chegou o pai do rapaz que a pouco fazia a refeição com a namorada, e ele foi informado "na lata" que mais R$6 reais acabavam de cair na sua conta. Nice, a líder do balcão, não sabia explicar qual filho era e alegava que o homem tinha muitos. Nessa hora já me engraçava pela macaxeira, o prato mais pedido durante o pouco tempo que estava no balcão.

O cara estava explicando para um conhecido que tinha 10 filhos! O perguntaram se era louco, quando ele respondeu que iam achar isso quando soubessem que cada filho era com uma mãe diferente! Eu pedi a Nice uma macaxeira com charque, um suco de acerola e um pão com ovo. Logo em seguida um rapaz sentou ao meu lado e pediu 2 sanduíches de charque, com molhinho.
A macaxeira que não veio viajando, uma pena
Interessante as siglas que eram gritadas para a cozinha (que ficava num primeiro andar), sendo os pedidos para viagem os mais legais: - Meia macaxeira mista viajando! Chegou minha macaxeira e o suco, fiquei comendo e prestando atenção nas pessoas que frequentavam o lugar. Muita gente entrava e saia, comprava copo de café, pedia comida pra viagem, fazia combinações como cuscuz com ovo, molho de galinha guizada e pão assado. Lá fora um homem falava para a amiga que desejava que todo mundo que não gostasse dele morresse do coração.

Meu pão com ovo demorou, assim como o molhinho do sanduíche de charque do rapaz ao lado, que estava irredutível e não comeria o pão seco. Chegaram 2 pães assados, que ficaram sem dono. Eu estava tirando a gordura da charque quando imaginei que deveria ter pedido meia macaxeira, ainda tinha esperança que o pão viesse.

Um senhor todo atrapalhado pediu uma macaxeira com charque sem molho, sem charque com molho, com charque e com molho... até a mulher definir por ele que era uma macaxeira com charque sem molho e ele confirmar. Nessa hora só meu pão não tinha chegado, e o rapaz ao lado já se preparava para pedir a conta. Um senhor entrou na lanchonete e o pessoal já sabia o que ele ia pedir, muito bom esse tipo de relacionamento e atendimento vip em um estabelecimento (meu tio mesmo, sempre que entrava na lanchonete de Cicim de Chico Barros (Em Salgueiro) já passava pra o outro lado do balcão e pegava um café - ele devia 400 cafezinhos e acredito que até hoje essa conta não diminuiu). As pessoas iam comer lá por se sentirem em casa.
Delicioso pão com ovo, grande contribuição da culinária nacional para o resto do mundo
Chegou meu pão com ovo na hora que o cara do pão com charque saia revoltado e bradava que 3 reais em um pão com charque era um absurdo (com o agravante do molhinho ter demorado uma lenda). Por isso que sempre pergunto o preço antes, e não tenho um pingo de vergonha de levantar e ir procurar outro lugar. Meu pão com ovo estava ótimo, uma delícia.

Eu paguei R$2,50 por um suco de acerola, R$ 6,50 em uma macaxeira com charque e R$3 num pão com ovo. A comida estava boa, mas não era nada de outro mundo, já comi melhores e mais baratas. Só que no fim das contas não achei caro devido ao ambiente, as situações que pude presenciar e observar.

A Lanchonete Estrela fica na Rua do Hospício, bem em frente ao Cineteatro do Parque.

Rodolfo Nícolas 

terça-feira, 12 de junho de 2012

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O post de hoje nada tem de estranho (a não ser pelo fato do amor ser estranho por si só). É só uma declaração de amor pública para uma pessoa que vem me fazendo feliz há 2 anos e 6 meses. A graça, a leveza e o companheirismo tudo junto num só ser. É, Rodolfo Nícolas, teu amor me faz bem e me deixa mais feliz a cada dia que passa.


Tu chegasse assim cheio de graça e, vejam só, fez um estrago, no bom sentindo, no meu pedaço. Abri a porta, te deixei entrar e a chave preferi jogar fora para tu nunca sair, que nem a vampirinha do filme. Até porque não tinha filme melhor para fazer o pedido, né?


Te amo muito, muito, muito

De volta à Lagoa Azul



Amo essa música de Lenine e você para mim é TODOS ELES JUNTOS NUM SÓ SER, depois faço essa versão com homens fuderosos, só para provar que você é melhor que todos eles.
:)
Feliz dia dos namorados e aniversário de namoro.
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Em 2011 eu visitei esse faixa que está preso na parede. O Preto Velho me fez muitas queixas de que não aguenta mais a zuada que fazem por trás das portas ao seu lado. Só vez ou outra tem um sambinha de roda sucesso por lá.
Preto Preto Pretinho
O Preto disse que não gosta de comparações com o Tio Barnabé, apesar de ter muito apreço e respeitar muito o irmão de cor.
Meu camarada
O Preto Velho fica em Olinda lá no alto, na praça da Sé, pertinho do Elevador da Sé.

Rodolfo Nícolas não tem agremiação.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Recife é estranho. Ele é tão estranho que consegue quebrar internamente a hegemonia dos pagodes do eixo Rio, Sampa e Minas (chegando até a exportar alguns!). Aí você começa a ler isso e se perguntar: - O que Rodolfo entende de pagode? E eu te respondo: - Nada! Porém já vivo em Recife há um bom tempo e já percebi o ciclo do pagode na cidade.

Neste TOP pagodão (bem ao estilo Puxa Cachorra) eu vou listar e comentar grandes sucessos e seus impactos sobre a sociedade, economia e desenvolvimento da região metropolitana do Recife. Já agradeço os consultores e consultoras que serão citadas no texto, sua colaboração foi mister para o desenvolvimento deste projeto messiânico.

Como a literatura sobre o assunto é escassa, talvez alguns muitos erros sejam cometidos. Pra se ter ideia, nem no youtube você acha fácil material sobre essas músicas, o que dificultou nossa pequisa.

5 - Jeito diferente - Jub Jub (ficou famosa por ter sido regravada pelo molejão: é voccheeeê AndrezÃo)
Conhecida mundialmente por ter sido regravada pelo Molejão "é vochêÊê Andrezhããão", este sucesso ainda hoje faz as moçoilas da época levantarem os braços para cantar de olhos fechados seu refrão lotado de clichês baianos. Essa entra em último lugar por ninguém saber se realmente é de uma banda de Recife.

4 - Banda Ourisamba (não confundir com a do Toda Enfiada) - Cuidado com o tarado
Com seu clipe fantástico filmado no Parque da Jaqueira e tendo um anão como Protagonista Tarado gerou uma moda lindíssima de topetes descoloridos e roupas de oncinha lantejouladas. Essa música para atingir o sucesso e mudar a vida de galeguinhos de piedade e do arruda, se valeu de inúmeros clichês do mundo pagodeiro, segue:
1 - Refrão pegajoso e engraçadinho: Cuidado, cuidado com o tarado, ele pode, pode te pegar.
2 - Coreografia: A coreografia passa por pulos e por gestos de mão.
3 - Letra falando partes do corpo humano para servir de guia da coreografia: Peitinho, xibiu, bundinha, etc.
4 - Anão: Anão sempre faz sucesso.
5 - Mudança visual: O topete de Ronaldinho sofreu um upgrade e danaram água oxigenada nele.
6 - Ecos intrínsecos: Cuidado, Cuidado com... Ele pode, pode... Sempre tem alguma palavra que é repetida estrategicamente para que ela não saia nunca mais da sua cabeça.
A fã Bruna Florêncio disse que dançou muito essa música na sua juventude, principalmente na praça de  Itamaracá (no auge). Essas visitas eram regadas a vinho carreteiro e muito cuidado, cuidado. Ainda hoje ela guarda com carinho as lembranças desta época mágica que não volta mais.

3 - Clima Tropical - Será Meu
Essa é da época do pagode moleque, do pagode sem duplo sentido (conhecido também como porno-pagode). Nota-se a muito usada técnica de refrões com repetição e que grudam na sua cabeça como farinha ruim gruda no céu da boca. Essa embalou muitas festas de 15 anos na cidade, matinês e viagens de colégio nos idos de 2003 e 2005.
Algumas pessoas mais exóticas como Hanaty Mendonça dizem que essa música fez tanto pela inclusão social que até nos acampamentos evangélicos ela tocava.

2 - Bloco do Samba - Teu Breque
Ao ouvir "Ai mainha, painho quer tu, vamos fazer um sururú" fico imaginando o melegô desse casal chafurdando no molusco. Raf@el Cordeiro explicou que essa música não é do Sassarico como muita gente pensa, ela é na verdade do Bloco do Samba que fez um sucesso grande no Pedro Paulo na TV e no Deny Oliveira. Eu acho que eles venderam até a alma ao Molejão "é vochêÊê Andrezhããão", pois não encontrei a música com eles para linkar aqui.
Paula Luciana vibra com a mesma ao menor sinal de sua execução. Ela sempre suspira um saudoso: Ah como era bom aquele tempo.

1 - João do Morro - Obra completa
João do Morro quebrou todas as barreiras e tocou até no programa da Eliana. Tocou em todos os locais do Recife desde botecos até casas de show renomadas. Tocou para multidões. No auge seu show era tão quente que o 100% Brasil pegou fogo após uma de suas apresentações. Ele emplacou seguido nas rádios uns 5 sucessos (Frentinha, Ai gue gue, Papa Frango, Eu não presto, Sarará, etc) e tocava nos sons das carroças do meio da rua, propagandas de tv e Hilux's de Boa Viagem. Karla Fernanda (conhecida erroneamente como Fernanda Carla) deu um depoimento emocionado sobre o assunto. Clique no Play e se emocione também.


Curtam alguns sucessos nos videos abaixo!

Menção honrosa - Negrisamba - Melô do gago
Essa música marcou uma geração. Ainda hoje ela é lembrada por sua letra baseadas em fatos reais e o poder vocálico de quem a executa. É como um teste de sobrevivência do pagode em Recife, um rito de iniciação um suporte vital. Pagodeiro de Recife que não toca ou não conhece não merece respeito nem o direito de descolorir os cabelos e fazer topete!

Rodolfo Nícolas ôôôô éééé.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

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Por esses dias eu estava fazendo um curso no Ginásio Pernambucano, perto do Alfredão na Rua da Aurora. Além das assombrações do Ginásio eu enfrentava uma falta de lugares para fazer meu lanche da noite. Já não aguentava mais comer hamburguer do palhaço e esfirra do senhor bigode . Por isso ia na macaxeira e carne de sol do Frontal e nos pasteis da Gong. Aí eu descobri a Unitop.
Jantar balanceado com muitas proteínas e lactobacilos vivos
Certo dia eu me perdi naquelas ruas que cortam a Conde da Boa Vista e parei na frente da Unitop. Como precisava comprar pão integral (estou tentando perder 20 quilos) resolvi entrar para ver se tinha o que eu queria, e, de quebra sentir se o cheiro da comida estava bom. Estava.

Pra quem pensa que ali no centro é difícil achar um lugar legal para comer, essa padaria mostra que não, oferecendo inúmeros serviços. Além do tradicional balcão de pão, tem uma bela mesa quente com os mais variados pratos para você se servir e pagar pelo peso. Macaxeira cozida, bolo, doces, linguiça, calabresa, charque, pães bolinhos, etc.
Terra da alegria da minha gordice temporária
Também tem: pizza feita na hora (numa maquininha que parece o R2D2 e fica no cantinho.); suculentas tapiocas recheadas feitas na hora; e pode-se pedir coisas como pão com ovo ou assado na mesa. Mas o carro chefe da ceia de jantar é a sopa. As estatísticas do RecifEstranhO computam que 8 de cada 10 clientes vai de sopa. Eu não experimentei essa parte mais avançada do cardápio por não ser muito fã, mas parecia muito bom.

Bem, não tenho mais o que falar sobre a comida além de que ela é boa. Curtam então o ensaio sensual que fiz do local.
Nossas câmeras escondidas registraram o exato momento que 2 pessoas comiam sopa, com pão
Ainda acrescentei um suco e um bolo de brigadeiro ao meu cardápio
Não perca a comanda eletrônica, se perder vai levar bronquinha
Dessa parte da padaria meus olhos bateram e colaram no sonho de chocolate
Máquina de fazer pizza de Star Wars
Tapiocaria (a de Welligtong é melhor!)
Agora a parte salgada da resenha... o preço. É, não lembro bem o preço (pois perdi a minha notinha) mas não é barato. O ambiente é muito bom (conta até com primeiro andar), a comida também, os funcionários (que são muitos) são super treinados e educados, então manter isso tudo deve ser bem caro.

Que me lembre, pelo prato bonitão do início da postagem paguei uns 7 reais. Para quem almoça em self service de shopping isso é uma pechincha, mas pra quem está acostumado a lanches mais em conta a Unitop vai ser de vez em quando. O que me salvou e me fez ir mais de uma vez é que eles aceitam vários tipos de cartões, incluindo os meus 2 de alimentação (mesmo o de feira de mercado).

Em tempo, eu só fui a noite, por isso só falei da ceia. Acredito que de dia tem a opção de almoço.

A Padaria Unitop fica na Rua da União (umas das paralelas a rua das Lojas Americanas), 95 - Boa Vista. Telefones: 81 3423.0904 | 3231.2822. E-mail: CONTATO@PADARIAUNITOP.COM.BR.

Rodolfo Nícolas gosta do pão doce liso, da Padaria São Francisco.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

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Voltamos agora com a segunda parte da ida de Luiz e Nathalia à Bolívia (e a quarta parte da viagem como um todo... complexo isso...). A parte 1 da Bolívia você vê aqui.

Por Luiz Felipe Campos

A viagem pra La Paz é rapidinha, menos de 3h de duração. Chegamos lá um pouco ressabiados, porque a maioria das referências não era boa – a cidade tem fama de perigosa, principalmente os táxis.
Mapa da Republica de Bolivia
Pegamos um táxi junto com um colombiano que ia pro mesmo albergue, o Loki Hostel. O motorista era tranqüilo, gente boa, e fomos o percurso todo conversando sobre futebol – o cara era torcedor do The Strongest – e política – eleitor convicto de Evo Morales.

La Paz fica disposta em três altitudes: a mais alta, a 4 mil metros, onde mora a população mais pobre. A parte central, a 3.600m, onde mora a classe média e onde fica a parte histórica e se hospedam a maioria dos turistas; a parte mais baixa, a 3100m, onde moram os barões. Onde ficamos era bastante seguro, tinha uma delegacia de polícia na frente do albergue. Por ficar próximo do palácio do presidente, na Plaza Murillo, o policiamento era muito grande – até um pouco barra pesada, com gente fardada e segurando armas grandes.
Praça com a estátua de Evo Morales
Pichação massa que não sei o que quer dizer
La Paz é uma metrópole de 2 milhões de habitantes como outra qualquer, com seus prós e contras. O clima é frio à noite, com as temperaturas entre 5 e 10 graus. É muito seco também, por isso é importante não economizar na manteiga de cacau.

Tem uma ruazinha, que sai da Plaza Murillo, a Calle Comércio, onde se compra de tudo, embora de qualidade inferior (evite eletrônicos). A cidade tem praças muito bonitas e vale a pena dar uma sacada na Igreja de São Francisco, que fica na Avenida Macheral Santa Cruz, mesmo que de fora. De lá para o Mercado das Bruxas é um pulo. Comprei um violão artesanal lá com capa por 400 bolivianos, algo em torno de 80, 90 reais. Nathalia comprou um livro com todas as tirinhas de Mafalda por uns 40 bolivianos (e eu, Rodolfo Nícolas a odeio por isso), perto do mercado. Tudo lá é bastante barato, quando você faz a conversão monetária.
Guitarra Boliviana muito da hora
Luiz é o rei da pedra do rei
Estonteante paisagem do local
No outro dia fechamos, na agência dentro do próprio albergue, o passeio Chacaltaya e Valle de La Luna, acho que por 80 bolivianos cada. A van segue pra Chacaltaya no comecinho da manhã, para em El Alto pro pessoal comprar comida, e depois sobe a montanha, numa estrada barra pesadíssima, onde não passam dois carros – um indo, outro vindo.

A 5300m de altitude, Chacaltaya costumava ser a estação de esqui mais alta do mundo. Hoje, por conta do aquecimento global, a neve não alcança a espessura ideal pro esporte, mas os teleféricos continuam lá. Se quiser chegar no topo da montanha, a 5500m, é importante ir com um calçado cuja sola não esteja gasta, pra evitar escorregar na neve e nas pedras. Também é legal ir com óculos escuros e indispensável protetor solar por causa das tempestades solares (!!!). E muito agasalho, claro, porque as temperaturas podem chegar a -10 graus.
Luiz enfrenta a nevasca como um valente guerreiro
Nathalia enfrenta também a estática
Rolou uma tempestade de neve quando estávamos lá, por isso tivemos que descer antes do previsto – a guia explicou que se continuasse nevando daquele jeito, seria muito perigoso descer na van.

Depois fomos direto pro Valle de La Luna, que fica do outro lado da cidade, na parte mais baixa. O lugar é um parque formado por rochas modeladas pela erosão, muito bonito. O passeio termina por volta das 15h da tarde.

Outra atração de La Paz é o Cholitas Wrestling, uma luta livre entre mulheres (como um Mucha Lucha de mulheres). Acontece sempre aos domingos. Não pudemos ir porque estávamos justamente em Chacaltaya / Valle de La Luna, e não chegamos a tempo.

No mesmo dia compramos passagens de volta para Cusco, por uns 150 bolivianos cada. Chegamos em Cusco de madrugada, pra passar alguns dias, antes de voar para Lima, e depois seguir para Recife.

Agradecemos aos nossos queridos estranhos amigos a alegria de poder contar aqui, no nosso humilde sítio da internet, suas aventuras mochileiras. Esperamos muitas outras viagens para diversos locais e tantas outras histórias legais, mesmo as que não foram contadas aqui (como motoristas de ônibus que andam na contramão para fugir da proximidade dos abismos ou vilas da Nova Onda do Imperador).


Marcela Balbino e Rodolfo Nícolas nunca chegaram perto da neve... mas em compensação a gente entende do calor de Recife e Salgueiro muito bem.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O jovem Pedro França foi o vencedor da promoção Forró do Galo!
O garotinho todo pimpão em foto enviada por ele mesmo, que recebeu os ingressos por um motoboy
O garoto colocou Joelma a frente das rivais e a explicação foi a seguinte: Joelma é clássica e criou a tendencia, sua vanguardice sera lembrada por anos e anos. Sem contar que só ela tem Chimbinha, o Beethoven do Pará, ao seu lado. Vale lembrar também da influência dos ritmos regionais em seu som, que trazem grande sonoridade de outros gênios da musica popular como Pinduca e Beto Barbosa por exemplo.

Pedro pretende curtir a noite ao lado de sua namorada, que também participou do concurso escolhendo as Empreguetes, mas perdeu.

Dentro em breve a resenha desta noite magica na área vip para Pedro e sua boyzinha.

Rodolfo Nícolas teve muito trabalho para escolher o vencedor dessa promoção.