domingo, 29 de julho de 2012

Quando Milton Nascimento começou a cantar, eu senti um cheiro de feijão de arranca e um clima de sábado de manhã. Senti tudo isso, mesmo com a praça Guadalajara (dia 20/07 no FIG, em Garanhuns) cheia de gente cantando, sorrindo e indo e vindo de lá para cá.
Lenine vermelhinho no palco
Lenine acabara seu empolgante show tocando mameluco 4 vezes: original, frevo, forró e mangue. Tá, isso foi uma anedota. Ele acabou com seus sucessos globais "hoje eu quero sair só" e aquela outra melosa chamada "paciência". Teve uma hora que ele solfejou com hum hum hum e minha alma quase abandonou minha vil carcaça de susto.

Depois do divertido pedaço de show do Leão do Norte teve um pequeno intervalo, e Milton começou a tocar enquanto estavamos comendo espetinho de carne humana... isto foi outra anedota. Corremos para perto e ficamos no mesmo local de antes, meio de lado do palco e de frente para um telão e os camarotes. Maurício Rands e Dudu Campos estavam pertinhos e deram xauzinho para a gente, nem demos osa e ficamos sacando o carrilhão de sucessos do ex-Clube da Esquina.
Milton Nascimento no palco e a galera do Rappa na platéia
Trajando roupas típicas de chefes do crime Black Exploitation, Milton e sua banda fizeram um ótimo show, muito técnico e sensível (uou). Mas sinceramente, eu achei que ele "miguelou" em alguns momentos do show. Uma música instrumental com seus 15 minutos que ele não vocalizou nem 4 (acho eu), e colocar o público para cantar Canção da América foi maquiavélico com quem nunca teve a oportunidade desse momento.

Mas isso não diminuiu em nada a emoção do público, nem a minha. Enquanto eu imaginava minhas manhãs de final de semana, outras pessoas ficavam com os olhos marejados por lembrar da coleguinha da terceira série. Isso foram as historinhas que levantei, pois deve ter rolado muita trilha sonora da vida das pessoas que ali estavam.
Praça cheia (melhor legenda do texto)
É realmente um show muito legal e bonito, diria até que singelo. Foi tão cheio de sentimentos bons que me encheu de esperança. Esperei, juro eu, a entrada de Chico Buarque para a execução de "Cio da Terra". Meu coração bateu mais forte após o bis e... eis que... acabou.

Rodolfo Nícolas sempre que escuta Cio da Terra agradece ao universo (ele ser uma anedota).

sábado, 28 de julho de 2012

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Na minha 4ª visita ao Cordel Botequim, eu finalmente me convenci (ou melhor, me lembrei mesmo), que o local havia passado em todos os testes de qualidade exigidos pelos fieis leitores deste blog. Por isso, cá estou para compartilhar, pela primeira vez, uma das minhas aventuras no mundo da boemia (hahahaha).

Fotos: José Henrique Moura/divulgação

O Cordel foi aberto há uns dois meses, no mais badalado pólo gastronômico da Zona Norte do Recife, a Rua da Hora, no Espinheiro. O bar traz uma proposta diferenciada, em relação aos demais estabelecimentos da via. Nele, é possível encontrar comidinhas regionais, como bode e galinha cabidela, em um ambiente (limpinho) que também convida as pessoas para tomar uma cervejinha depois do trabalho.

Falando no líquido precioso, o preço dele é super camarada. A Skol de 600 ml sai por módicos R$ 4. Lá também tem outras marcas, que não lembro agora, mas o preço não passa dos R$ 6,50. Tem também chopp, por R$ 4,50. Mas também tem opção pro pessoal que curte uma bebidinha mais forte (Alô Rodolfo!). Cachaças, caipifrutas, uísques e até vinhos completam o menu.

Já as comidinhas merecem váários parágrafos exclusivos. Tudo, eu disse TUDO, que está no cardápio é delicioso. Pode pedir sem medo. Para os mais contidos, a pedida é o bom e velho caldinho de feijão com ovo de codorna e pedacinhos de bacon. Tem também espetinho de picanha e de frango com bacon.


Fotos: José Henrique Moura/divulgação
Se você for pro Cordel sem ter jantado, aí pode se jogar na lingüiça na cachaça, que vem enroladinha, acompanhada de farofa e vinagrete. Eu me jogo sempre e ela já foi eleita a minha favorita de lá. Já quem curte uma carne de porco, a pedida são as costelinhas suínas, com cebola e farofa de banana.









Para os vegetarianos de plantão (Alô Nathalia!), o Cordel realmente não tem muitas opções, mas dá pra forrar o bucho com o queijo de coalho assado com cebola ao molho de ervas (Pausa: quando eu aprender a deixar a cebola macia e deliciosa desse jeito, eu caso!) e com os dadinhos de tapioca com queijo e mel de engenho.

Fotos: Lorena Tapavicksy

O Cordel também é uma boa opção pro almoço do final de semana. Quando eu fui com a família, pedimos o bom e velho arrumadinho de carne de sol, que vem numa daquelas marmitas de metal das antrolas, super fofas, e um franguinho desossado. Pra completar, as sobremesas. Eu já provei (e aprovei) o brigadeiro mole, que vem numa panelinha linda, e o bolo de bacia recheado com doce de leite e coberto de chocolate. Mas no cardápio também tem tijolo de doce de leite de Cabrobó e o tradicional Romeu e Julieta, que lá foi batizado de Lisbela e o Prisioneiro.










Depois disso tudo, fica no ar a pergunta: quando é que a gente vai lá no Cordel mesmo?

Fotos: José Henrique Moura/divulgação


Lorena Tapavicsky ficou com fome após escrever esta resenha.

terça-feira, 24 de julho de 2012

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Dia 28 e 29 de julho você poderá liberar todo o seu lado otaku no centro de convenções da UFPE. Queime seu cosmo, eleve seu soma, concentre seu chackra ou simplesmente pegue um ônibus para prestigiar o evento.

Rodolfo Nícolas gostaria de conhecer o desenhista de Shigurui.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

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Estou fazendo um curso no SENAI de Areias. Fiquei todo pimpão no primeiro de aula ao ver que o SENAI era quase em frente ao Mercado de Areias. Floppy até me disse que tinha comida muito boa lá.
Só percebi que esse mercado não tinha teto quando me falaram
Fui lá na frente e dei uma olhada, mas parecia fechado... então deixei para o dia seguinte. Cheguei mais cedo e tava tudo escuto de novo... dei uma olhada e só vi uma barraca do lado de fora com uma mulher vendendo algo não identificado pra uns homens que estavam bebendo cachaça.

Numa lojinha onde comprei um guarda-chuva perguntei do horário de funcionamento do mercado. Para meu espanto o homem disse que depois da prefeitura assumi o mercado e o teto cair, ele tem ficado fechado. Segundo o homem o telhado caiu em 2006!!!
Um dos points de Areias (estou sendo engraçaralho)
Perguntei onde poderia comer alguma coisa e ele me indicou o Shopping Areias. Andei que só a peste pra ver duas lojas que vendiam sopa... nada mais. Nesse dia eu terminei comprando salgadinho e bolo de rolo na padaria Joana Darc, em frente ao shopping.

Mudou a semana e perguntei na portaria do SENAI se havia lanchonete no prédio. Ele disse que já havia ido embora, se referindo a tia do cachorro quente... ela fica em frente ao prédio da escola. Como quem não tem cão caça como gato, no outro dia lanchei com ela para experimentar. Razoável, mas ela atolou catchupe sem eu ter pedido, o que adoçou o lanche já meio sem sal. Saiu por 2 conto o cachorro com o copo de suco.
Cachorro quente doce
Na luta por um lugar para lanchar, encontrei o Mercadinho Kenedy e sua lanchonete! Comi uma empada e tomei um suco na primeira vez, e não foi nada cinematográfico. O bom de lá é que aceitam o vale feira que recebo do trabalho, assim dei a eles a oportunidade de eu experimentar outros lanches.
Ah o enroladinho da morte
Os melhores foram o enroladinho de salsicha e (já que sei que Marcela não vai ler isso aqui) o x-bacon. Não sei o que me fez mais mal, mas acho que foi o bacon. Devo ter perdido uns 15 dias de vida no processo.
Tive que cortar com um sabre de luz pra poder comer
Veja as camadas (incluindo a de gordura) dessa fina obra de arte da culinária
Rodolfo Nícolas ainda vai continuar em Areias mais uma semana procurando um lugar para lanchar.

OBS: Marcela linda, se você por ventura chegar a ler essas palavras, reclame comigo pelos erros do meu português ruim, e não pela gordice!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

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Tem sexta-feira que você já tá enfadado da semana e chega a hora do almoço e você quer comer algo bom, algo diferente, uma iguaria. Chega daquele mesmo feijão e arroz que você agradece todo dia por poder comer, mas que às vezes quer dar aquela fugida. Fugimos para o Bode do Nô em nossa hora de descanso.
Escrito no cardápio
O serviço em imagens
Quisemos realmente dar uma inovada, mas fica difícil uma boa comida de cardápio com apenas uma hora. Estava apreensivo se conseguiríamos encontrar esse lugar, que em menos de uma hora (pois tem que descontar o tempo de ir e de voltar) servisse boa comida, mas um dos meus amigos garantiu que conhecia um lugar e que lá vendia bode.

Nessas horas você vira uma sumidade, porque se você é de um interior exportador de bode tem que entender das carnes e iguarias do bicho. Tem gente que consegue diferenciar quando é bode e quando é cachorro, eu não... só sei que não sou fã de bode guizado (ao menos os que já me apresentaram) e acho que ele assado ou levemente frito fica massa.

O Bode do Nô é um lugar grande e espaçoso, com ambiente interno e externo, todo decorado com foto de vaqueiro, estátua de carcará, nome escrito com corda e muitas outras coisas. Nos abancamos num cantinho. Com o cardápio na mão e pouca gente no restaurante pedimos uma prato de bode assado e meio de carne de sol.
Belo painel sobre o vaqueiro
Carcará, pega, mata e come
Esse meio prato de carne de sol foi para nosso amigo Eriberto Leão que não come bode... Sua desculpa esfarrapada é que certo dia ele comeu um pedaço de bode e passou mal (sem levar em consideração que tinha bebido até a tampa esborrar). Como respeitamos a diversidade, não nos opusemos ao fato e escolhemos os acompanhamentos dos pratos - feijão, fava, arroz, macaxeira frita, purê de abóbora, farofa e vinagrete. O almoço ficou completo com aquela Coca-cola grande de garrafa, para eles, e um suco de acerola, para mim.

Rapidinho a comida chegou e rapaz... tava muito massa! O bode tava tão gostoso e magrinho que eu que detesto gordura comi o pouquinho que veio. Como dizia Manel Cruel: - Tava imoral! A carne de sol também estava estupidamente suculenta e macia. As carnes se mantiveram quentinhas um bom tempo devido aquela chapinha com fogo embaixo (que estava bem regulada e não ficou saindo fumaça).
Entram em campo a meia carne de sol e o bode assado, cada qual com seu queijo e cebola por cima
Na primeira batalha o bode entrou em cena junto a fava, a farofa e a macaxeira frita
Pelo lado dos acompanhamentos, a fava estava muito boa, amargando o necessário e com umas linguicinhas junto; a farofa, bem molhadinha sem parecer cuscuz e com pedacinhos de alguma coisa; o feijão também estava muito foda; a macaxeira era ligeiramente empanada e cortada como um bolinho de bacia, o que não a fez a melhor do mundo mas está longe de ser a pior; o purê, o arroz e o mato eu não comi, mas ninguém reclamou. A coca de garrafa era uma coca de garrafa e dispensa comentários. Já meu suco foi o único ponto negativo... eu acho que não me dou com a poupa que eles usam ali, ou eles podem usar água fonte da vida, sei lá....

Comemos até, até o limite de nossos estômagos e partimos para o investimento! A conta pode parecer que deu salgada, mas comemos muito. Em cada prato veio uma boa quantidade com muita qualidade, o que não deixa você triste na hora de pagar a conta. O valor médio da refeição é de R$55 (2 pessoas comem muito e 3 comem legal) e as bebidas estão na mesma faixa de outros locais. Lá também vende pizza a quem interessar possa.
Divida por 4 e nem fica tão caro
O Bode do Nô fica na Rua São Miguel, 1401 - Afogados, Recife - PE. Tel: (81) 3428-8889 (foi para esse que fui) e também na Rua Marcos Freire, 407 - Carmo, Olinda - PE. Tel: (81) 3429-8813.

Rodolfo Nícolas conheceu o Nô quando ia saindo.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Por Vanessa Araújo*

Peixe Acocorado, Cantora Chorona e Galinha Bronzeada são deliciosos pratos servidos no bar mais escondido e curioso que eu já fui, Brilhozinho, que fica num beco da Rua Ilha do Destino, em Boa Viagem. Brilhozinho, com zê mesmo, além de ser o nome da casa, é também como é conhecido o dono, Amaro Francisco. Todo mundo que entra lá também passa a ser chamado de “brilhozinho” ou “brilhozinha”.


Sob a cabeça os cervejões
(Imagem retirada da internet)

As seis (únicas) mesinhas dispostas nos poucos metros quadrados começam a ser ocupadas já perto das 11h. Os clientes vão de operários de obras das redondezas a gente de terno e gravata. Como o lugar é pequeno e o espaço, disputado, é bom ligar antes ou chegar cedo para garantir um lugar. O telefone não para de tocar. 

Brilhozinho é só simpatia. Explica os pratos, conta histórias, faz graça. Vai à cozinha, prepara a comida, serve, limpa a mesa que acaba de desocupar com uma ligeireza admirável. A decoração, com peneiras, cabaças e estantes cheias de latas e garrafas de bebidas, remete ao ambiente dos botecos do interior pernambucano. Lembra uma bodega que tinha em frente a minha casa em Cachoeirinha quando eu era criança onde eu comprava cajuína para comer com bolacha mata-fome. Nas paredes azul royal, Brilhozinho também exibe orgulhoso as várias matérias nas quais já apareceu.

O lugar é legal, o atendimento é supimpa e a comida é de lamber os beiços. Volte ao início do texto e tente adivinhar como esses pratos são feitos... O Peixe Acocorado, a estrela da casa, é o “peixe ao vivo” ao molho de coco. Ao vivo, porque o peixe arabaiana fresquinho é apresentado ao cliente antes de ir pra panela. Chega à mesa com o pirão do próprio peixe, arroz soltinho, batata e ovo cozido. É de comer até suar. Mal os acompanhamentos acabam já são repostos. Engorda três pessoas e sai por R$ 50,00.


Cavalinho voador
(Crédito: site destemperados.com.br)

Já A Cantora Chorona faz referência à tristeza da ave ao ir pra a panela para ser cozinhada e a Galinha Bronzeada é o prato servido frito. O pernil de lagosta ao molho de coco (R$ 70,00) ou a porção de camarão frito na manteiga ou no azeite (R$ 60,00) também dão para alimentar três boquinhas nervosas iguais a minha. Para desentalar, Marcela pediria Skol em lata de 473 mililitros (R$ 4,00) e Rodolfo poderia escolher entre Serra Limpa (R$ 5,00) ou Germana (R$ 8,00).

Eis o cabeça, brilhozinho!
(Crédito: site destemperados.com.br)
HISTÓRIA
Antes de ser tornar dono do próprio negócio, Brilhozinho passou 20 anos trabalhando como garçom no Boteco Maxime, no Pina. Foi lá que adquiriu a experiência de cozinheiro, responsabilidade que divide com a esposa, dona Lurdes. Foi lá também que ganhou o apelido. Ele diz que uma vez uma cliente cismou que o terno que ele usava era arrumado e brilhoso demais. Sempre que queria chamar o garçom, se referia a ele como “brilhosinho”. O apelido se espalhou e hoje são poucos os que o conhecem pelo nome de pia.


O Bar do Brilhozinho fica na Rua Ilha do Destino, 56, Boa Viagem, Recife-PE (a entrada fica ao lado da Padaria Azul Mar) e funciona de domingo a domingo, das 11h às 16h. Para ligar e agendar uma hora os telefones são (81) 3463.6127 e (81) 9209.7043

* Nossa cara amiga jornalista que nos trouxe essa saborosa resenha. 
No dia que ela foi ao brilhozinho não levou máquina fotográfica, portanto as imagens foram retiradas da internet, mas estamos marcando uma nova visita para fazer um UPDATE.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Esse ano resolvemos dar uma chegada no Cine Chinelo NoPe, festival de cinema de nossa capital que corre por fora dos grandes circuitos e tem como grandes atrativos a oportunidade de qualquer realizador expor seu filme. Também ao final de cada dia da mostra acontecem alguns shows.
Uma luz roxa para esse momento de estreia
Algumas pessoas preferiram não parecer
Já chegamos tarde e não vimos nenhum dos filmes, de quebra já tinha uma banda tocando e até agora não descobri o nome dela. Sei que era uma banda instrumental com um artista performático dançando em cima das caixas. Tá, o artista não era parte da banda nem da apresentação mas foi um show a parte.
Encontre o performático
Após um certo silêncio foi anunciada a estreia da banda Malícia Champion, projeto de Alexandre Urêa e amigos. Acredito que a ideia é tirar um som diferente do que ele já faz em seus projetos mais famosos como Eddie e Academia da Berlinda. E ele conseguiu fazer um som diferente mas que tem a cara dele.

Tocaram Gonzaguinha (lindo lago do amor), Jorge ben (morena alguma coisa), Fagner (cartaz), Hanói Hanói (totalmente demais), teve a música do passinho que eu infelizmente não gravei o nome. A música francesa Voyage (que não sei de quem é) rolou no tempo normal e na prorrogação. Destaque para a versão em português da clássica Time after time. Tudo com o vocal do homem que foi humilhado no início de sua vida.

Marcela achou o show surpreendente pois Urêa começou muito largado, nem aí pra nada mas foi crescendo, crescendo e absorvendo o público. Sem contar que durante toda a apresentação ficou aquela tensão de ele puxar umas maracas do bolso e começar "guerreeeeeeros, la cumbia del luchador...".

Mais impressionante ainda foi a hora do passinho, o auge da apresentação! Dançarinos de todas as partes do mundo, do Rio de Janeiro e principalmente de Recife eletrizaram a frente do palco. Até o artista performático se rendeu e guardou sua flor para dançar loucamente os chutes ritmados.
Urêa despejando todo o seu carisma
O show começou para um público menor que os acessos do RecifEstranhO, mas depois engrenou e empatou com nossos acessos... tá, passou um pouquinho.

Fisicamente o show rolou entre o Paço Alfândega e a Igreja Madre de Deus, no Recife Antigo, naquele corredor que tem umas bolas de concreto de um lado e de outro.

Rodolfo Nícolas e Marcela Balbino são guerreiros do clã Nícolas Rocha e Silva.
Festinha nas Olindas com Academia da Berlinda, Orquestra Brasileira de Música Jamaicana e Orquestra Contemporânea de Olinda, vai ser do Balacubaco (ehin, hein, sacou?). Corra e garanta sua vaga para esse evento que vai acontecer no Mercado Eufrásio Barbosa, nesse 07 de julho.

Rodolfo Nícolas faz propaganda.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

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Jennifer Lopez é uma ESTRELA de verdade. Mesmo embaixo de chuva, que enche as ruas desta Veneza Brasileira e as transforma em rios, JLo arrasou!
Imagem retirada do site Ego
O show tem alta qualidade técnica com design de luz impressionante, som potente, bom telão de LED no fundo e pirotecnia. A banda e JLo tocaram e cantaram ao vivo, mesmo debaixo d`água! Ela lembrou o início da carreira, como dançarina, dançando com uma trupe de mais ou menos 15 dançarinos muitíssimo competentes. Corpos bonitos não faltaram no palco.


Todavia, o que mais me chamou a atenção foi seu profissionalismo. Como uma grande estrela deve fazer, mesmo tendo de nadar, ela seguiu as inúmeras coreografias em sincronia com os dançarinos, fez todas as mudanças de roupa, usou um lindo figurino fluido vermelho (que deveria ter voado com os ventiladores, mas acabou ensopado pela chuva) e, acreditem, fez o povo pular mais que Ivete Sangalo! No camarote, nem precisei me mexer, os pulos do povo quase me tiravam do chão!

O show é multifacetado, não apenas faz a pipoca pular. Apresentou número de hip-hop que lembrou sua região de nascimento: Bronx em Nova Iorque. Cantou um número em espanhol. Passou um lindo vídeo com imagens de seus filhos, mostrando seu lado mãe. Tentou se comunicar com a plateia que quase boiava na enxurrada. Como era de se esperar, pegou numa sombrinha de frevo e acabou o espetáculo segurando a bandeira do Brasil.


Em momento algum mostrou-se irritada com a chuva e a situação. Muito pelo contrário, em determinado momento jogou a cabeça para traz e, imóvel por alguns segundos, deixou a chuva molhá-la num tipo de re-edição da cena da água de Flashdance! Foi muito sexy.

Em suma, foi um prazer descobrir que a maior estrela de origem latina dos EUA não é fabricada. Deem uma olhada nos videos espalhados pelo post.

Marcos Rocha Valença especial para o RecifEstranhO.