domingo, 26 de agosto de 2012

RecifEstranhO deu o ar da graça no Teatro de Santa Isabel para conferir o Projeto Seis e Meia, nesta última sexta-feira, 24 de agosto. O gerente do teatro estava doido e Rivotrill e Chico César fizeram 3 grandes shows pelo preço de 2.

Eu sou Chico César e tenho 10 dedos!

Sem nenhum atraso, pontualmente às 19h, Rivotrill começou a apresentação. Agora não lembro se já tinha ouvido falar o nome da banda ou se pensei isso por já ter conhecimento de um remédio com essa alcunha. A banda é formada por três músicos (um no baixo, outro em instrumentos de sopro e outro nos chocalhos e percussões) e nenhum deles canta. TENSO. Assim como Paula Luciana, sou muito dependente da voz do vocalista. É como algo que me ancora na música e na realidade.

Mas, o show começou e não deu tempo de sentir falta do cantor. O show é ótimo e, ao mesmo tempo, interessante e bonito. Só quem não troca de instrumento durante o show é o baixista. O percussionista usa uns 4 tipos diferentes de tambores e o flautista usa um sax (que nem de longe soou como Kenny G) e um teclado de sopro (chamado escaleta). Quem amarra o som é o baixo. O sopro e a percussão fazem as vezes de "vocal" (agora me achei o crítico profissional, que não entende nada, mas fala com firmeza).
Rivotrill trill trill é uma banda formada por 3 músicos


Eles tocaram várias músicas próprias e tiraram algumas músicas de Luiz Gonzaga, cortesia do centenário. Teve Derramaro o Gái e Asa Branca, mas a melhor foi Algodão! Ficou muito demais de fantástico o sopro nessa versão. Por falar em fantástico, nunca pensei que um pandeiro pudesse ser tão épico, ainda mais um solo de pandeiro que chamou a atenção sem precisar ficar rodando o instrumento na ponta do dedo. Vou ficar ligado quando tiver mais por essas bandas. Destaque das músicas deles para Groove Tube e Chuva Verde.

Após a apresentação de Rivotrill, teve início o show de Chico César. Eu, que de cabeça só me lembro de Mama África, me assustei por só ter violões e guitarras ao lado dele no palco. Ele começou com uns versinhos muito do rochedos do Beradêro, o que fez meu susto passar, e emendou logo com Mama África.

Com seu seu visual Yoda + Paulo Diniz + Elvis + Gilberto Gil em 2 minutos ele já comandava a plateia. Desembocou mais alguns sucessos que eu nunca lembro que são dele e mais um monte de música de muita qualidade. Acho que de sucesso só não teve Pensar em você, a música mais pedida da noite por uma platéia que abusava com esse pedido, mesmo após ele falar que não tocaria.

Roubei a calça vermelha de Marcela para fazer esse show, valeu Cela!

Chiquinho fez muita piada e contou muita história durante o show, por isso o show dele valeu como stand-up também. Entre uma música e participações do filho de Tetê Espindola sempre rolava um causo ou uma anedota. Destaque para o "Amor ao motorista de ônibus" e "O dia em que Chico César perdeu e reconquistou 3 fãs".


CONFIRAM ALGUNS DOS MELHORES MOMENTOS DO STAND-UP CHICO CÉSAR DURANTE O SHOW

1. Amor ao motorista de ônibus

Certa hora, entre uma música e outra uma fã gritou:
- Chico, quem mais te ama está aqui!
- Mamãe? Você veio?
- Não Chico, eu sou sua fã.
- Esse negócio de amor é muito relativo, um dia você ama a pessoa que está ao seu lado, outro dia você briga com ela e não ama mais tanto, outro dia ama um parente, outro dia ama... o... ama o motorista de ônibus.
- Motorista de ônibus?
- É! Imagina que você está atrasada e você tá correndo pra parada e o ônibus tá passando e você desesperada pede parada... aí o motorista para e, naquele momento a pessoa que você mais ama é o motorista de ônibus, que não tinha nenhuma obrigação e te ajudou!

2. Chico César canta Alma Não Tem Cor e fala sobre o Cinema Nordestino


3. O dia em que Chico César perdeu e reconquistou três fãs

"Uma vez eu fui fazer um show num São João no interior da Bahia, era um daqueles shows que juntam 100 mil pessoas, muita gente mesmo. As três atrações principais eram Forróçacana, eu no meio e, por último, Calcinha Preta.

Quando Forróçacana começou a tocar, percebi que tava todo mundo ali para ver Calcinha Preta. Tanto que quando acabou o show de Forróçacana, o cantor veio falar comigo pra se entrosar e disse que nunca tinha sido ignorado por tanta gente. Então, eu já pensei no repertório, que tinha que ser uma coisa animada, pra o povo pular e dançar. Antes de entrar no palco as dançarinas do Calcinha Preta foram no camarim tirar foto comigo e na minha cabeça só tocava aquela música de Alceu: "- Eu fui jogado entre as feras, olho por olho é a leeeei."

Entrei logo cantando e pulando: "- A fogueira tááá queimaaaando, em homenagem a São João..." Não adiantou muito e só quando eu tocava Mama África ou outra música mais animadinha, umas 20 mil davam uma olhadinha. Mas eu tava me saindo bem e sobrevivendo, só que lá na frente, espremidos na grade tinham três pessoas, dois homens e uma moça que ficavam gritando: "-Toca Saharienne! Toca Saharienne!" E claro que eu não podia cantar essa música que aquelas 100 mil pessoas iam me atacar.

Acabou o show, eu sobrevivi e fui para o camarim. Não sei como, antes de mim, já tinham chegado lá aquelas três pessoas que pediam no show para eu tocar Saharienne, e elas reclamavam comigo: "- Você perdeu três fãs! A gente andou muitos quilômetros para ver você tocar e você nos ignorou!" Eu tentei explicar que eu não podia tocar aquela música, por causa do público e eles foram entendendo e me contaram que vieram de um lugar bem longe só pra ver meu show, que era um sonho. Eu peguei o violão e toquei a música pra eles.Ali mesmo. Eles choraram, eu chorei e até a produtora chorou (de raiva, que a gente tinha que ir embora fazer outro show)!"

4. Chico César em "O jingle do frei de um ovo só" e Paraiba Masculina"


É um piadista mesmo. Um genial piadista.

Marcela Balbino ainda aprende a tocar saxofone.
Rodolfo Nícolas tem uma memória filha da mãe.

domingo, 19 de agosto de 2012

A capital pernambucana (ou a sua cidade-irmã Olinda, tanto faz) recebeu, na noite de sábado (18), mais um show da cantora Vanessa da Mata. Na segunda passagem da turnê Bicicletas, bolos e outras alegrias por terras pernambucanas, o local escolhido para a apresentação foi o Teatro Guararapes, no Centro de Convenções. Eu, particularmente, prefiro ouvir (e cantar) Vanessa em pé, empunhando meu microfone imaginário, mas, mesmo sentada, o show foi sensacional.
Vanessa da Mata como uma Fênix!
Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
A mato-grossense começou a apresentação com 36 minutos de atraso, mas já foi logo fazendo o público esquecer a breve espera com a música Vermelho. Ao longo do show, rolaram várias canções para dançar abraçadinho (ou encostado na cadeira), como Amado, Ilegais e Ainda Bem, além de um cover de A lua e eu (que eu realmente não sei quem é o compositor original dela).

Mas também sobrou espaço para as músicas mais dançantes, como Fiu Fiu, Bolsa de Grife e Fugiu com a Novela. E como não podia faltar, os hits e músicas de novela, ela cantou Boa Sorte e As palavras.
Vanessinha pelas lentes de Lorena
Lá pras tantas, ela fingiu que o show tinha acabado e voltou pro bis, com mais quatro músicas. Nessa hora, todo mundo já tava em pé. A primeira foi Baú, seguida de duas canções do Rei do Baião, Olha pro Céu e Pagode Russo, que integram um projeto da cantora em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga. Fechando o show, Ai, ai, ai.

Ai, ai, ai digo eu, Vanessa, sua linda!

Depois de umas duas horas, o show acabou. E mais uma vez ficou na cara que essa mulé veio pra ficar. Além da voz linda de viver, ainda foi simpática e cativou a geral falando de bolo de rolo e dos tempos em que costumava pular Carnaval entre Recife e Olinda.

Volte logo, viu?

Lorena Tapavicsky quer uma saia igual a que Vanessa usou no show.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

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No último sábado, 11 de agosto de 2012, mais uma vez o último andar do edifício Master Espinheiro
(Ou Roof Espinheiro para os íntimos) tremeu (e olhe que existem resenhas não publicadas). Marcela Balbino e Luísa Ferreira receberam seus amigos para comemorar suas bodas em ritmo latino!
Eu sou apenas uma festa mexicana, no dia que o Brasil perdeu o ouro no futebol para o México...
Aqui já começa com o bolo!
Atenção, devido as imagens fortes dessa postagem, inseri a quebra. Clique em continuar por sua conta e risco.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Continuando nossa (já velha) aventura por Garanhuns, acordamos cedinho às 10:00 da madrugada do dia 21 de julho e precisávamos nos nutrir. Alguém passou e disse: - Ali tem uma padaria aberta! Então fomos para a Pão & Cia. Simples assim.
Olha o cardápio, dá até para fazer um orçamento
Não aconteceu um primor de atendimento, na verdade foi algo bem bipolar... enquanto um (isso mesmo, um) foi bem atendido, os outros não o foram. Já adianto que esse um fui eu, e muito provavelmente por ser uma sub-celebridade da internet conhecido em toda a Avenida Norte.

Aquele enxame de gente adentrou as portas da padaria, que quase não comportava todo mundo junto. A fome era grande para todos, pois o show da noite anterior acabou tarde e muita gente tinha emendado nas festinhas que rolam pela cidade do relógio de flores. Talvez por isso o pessoal achou que foi mal atendido, careciam de urgência no fornecimento do alimento. A moça do atendimento se atrapalhou na tomada dos pedidos e pegou de alguns, rasgou o de outros, voltou a pegar os pedidos de novo e, principalmente, ela não estava muito feliz (deve ser a invasão da cidade por turistas, sei lá).
Sintam a textura da iguaria pernambucana
Enquanto o pessoal pedia americano, x-burguer, misto quente, e outras coisas, eu pedi o que me sairia mais rápido e isso era uma tapioca. A moça estava ao lado e não tava fazendo nada, então ia sair logo. Pedi a receita clássica e que domino (dos tempos que vendia tapioca com meu tio Welligtong perto das lojinhas do canal lá em Salgueiro), a fantástica tapioca de coco, queijo e leite condensado! Pedi um pão com ovo para complementar e um suco de acerola.

Eu fui um dos últimos a pedir e um dos primeiros a receber o pedido errado... veio sem leite condensado a minha, nam! Mas rapidinho a moça fez outra e o suco chegou. Tava massa a tapioca e Dona Marcela provou e comprovou, diferentemente dos mistos e americanos que ficaram mal vistos e mal falados por todos. Teve gente que pediu todinho e pegou outro e o lanche não chegava... paciência, meu pão com ovo chegou e estava muito delicioso (diferente do café frio que alguns tiveram que beber).
Pão com ovo, americano, misto, café com leite frio, suco de laranja e um precipitado de polpa de acerola que me venderam como suco
No fim das contas todo mundo conseguiu comer, mesmo sem ser bem atendido ou gostando da comida. Eu achei muito legal e baratinho! Não lembro quanto paguei, mas acho que menos de 8 reais pelo que comi. Um pena não aceitarem meu vale refeição e na hora nem outros cartões pois a máquina deu um pau, atrasando o pagamento de muita gente.
Câmeras close
A padaria Pão & Cia fica em Garanhuns e não faço nem ideia da rua, mas o telefone é 87 3762-2086.

Rodolfo Nícolas sempre pede pão com ovo, a alegria do povo!