domingo, 30 de setembro de 2012

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Tendo em vista que o tempo é uma coisa bastante relativa, o RecifEstranho nasceu no dia 19 de abril de 2011, mas resolvemos comemorar só agora o seu aniversário. E o melhor: com vocês, caros leitores. Ao longo desses meses, conhecemos lugares legais, interessantes e também uns meia boca. Agregamos amigos, resenhas e curtidas. Mas, acima de tudo, nos divertimos muito escrevendo os textos, tirando fotos e pensando em novos lugares. Me lembro que sempre conversei com Rodolfo que a graça do RecifEstranho era ser um espaço de liberdade de ideias, pensamentos e histórias engraçadas e legais sobre o Recife, que depois ganhou o mundo e acabou trazendo memórias e curiosidades de várias partes do globo, graças aos nossos estranhos e queridos amigos.

O grande barato é compartilhar com vocês o pouco dessa terra que vivemos. Queremos agradecer aos que curtem nossa página do Facebook (se ainda não curtiu, clica aqui), aos comentários super divertidos, aos amigos que nos ajudam sempre com novas pautas e também vestem a camisa do blog, ao nosso artista Rafael Rocha e à nossa colaboradora Lorena Tapavicsky que embarcou nessa onda.

Sim, como eu disse no início da resenha, a festa é nossa, mas o presente é para você, leitor! Hahahahaha (Me senti a própria apresentadora de programa de auditório). Diante do sucesso apocalíptico da resenha do Taco a Taco - o Fast food mexicano ali das Graças - fechamos uma parceria (que não é público-privada) com o espaço. Yeah (Pausa, dancinha da vitória ou gangnam style)!! O sorteio é um Burrito e um suco, recheio e sabor ficarão à escolha do freguês. Sim, a sobremesa também é por nossa conta, um delicioso Kit Kat, yeah, yeah!

Se o vencedor quiser, também poderemos acompanhá-lo ao Taco a Taco, sem problemas. ;)

A promoção é simples. Na página do Facebook do RecifEstranhO você entra na aba promoções e clica em PARTICIPAR (confira o regulamento e qualquer dúvida pergunte). Depois compartilha a foto e a resenha. Lembrando de curtir nossa página e a de nosso mecenas. Clique aqui para ir direto ao sorteio!

Aos que curtiram o BLOG há pouco tempo, segue uma lista das 12 resenhas mais legais que já fizemos em nossa opinião. Fiquem à vontade para sugerir seu texto preferido.

3. Um pouco de nosso espírito OlindaEstranho no Cantinho da Sé.
4. Um mito de Pernambuco em nossa visão. Veja você também o Homem da Meia Noite!
5. Uma das resenhas mais divertidas (e gráficas) do carnaval 2012! Eu acho é pouco (eu quero é mais)!
6. Nossos Amigos Luiz e Nathalia foram dar um rolé pela América do Sul e começaram contando tudo por aqui.
7. Toda a sensibilidade do museu Salgueirense dedicado ao "Samurai" brasileiro: O Museu do Vaqueiro!
8. Uma das resenhas de maior sucesso, tanto que o resenhado Chico Cesar curtiu e compartilhou em sua página oficial.
9. Lorena fazendo sucesso internacional como resenhadora do Taco a Taco!
10. Vanessa (mais uma leitora/amiga/colaboradora) realizou meu sonho de resenhar o famoso Brilhozinho.
11. A famosa e bombástica lista com os grandes sucessos do pagode recifense!


RecifEstranho em números
15 mil pessoas já se divertiram lendo o blog (hahahahahaha)
210 postagens já foram publicadas desde a criação do blog
117 pessoas curtem o RecifEstranho no Facebook
4 promoções já foram feitas durante o período, são elas: Forrozão do Galo (troll), Creperia Olinda, Rapadura de Triunfo com Guaraná Jesus (essa foi épica) e um ovo de páscoa!

O RecifEstranhO é lindo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Lembro de uma vez, quando era criança que entrei numa ávida discussão com meu irmão: O que era um coquetel molov? Eu defendia a teoria que era um drink feito com alguma coisa muito doida, e ele, com mais conhecimento que eu, dizia que era uma bomba incendiária feita com garrafa, gasolina e um pedaço de estopa. Claro que perdi, e assumo hoje publicamente a derrota. Coloco como adendo o fato de pelo RecifEstranhO, ao conferir o segundo e último dia do festival No Ar Coquetel Molotov 2012 (na noite ia ter Vitor Araújo, Thiago Pethit, BlondeRedhead e Moraes Moreira - executando Acabou Chorare!), ter conhecido um drink feito com alguma coisa muito doida.
Eu tenho um pianinho plim plim plim, pianinho
Assim chegamos ao festival indie "alternativo" de maior sucesso de nossa capital e, quiçá, de nosso estado. Andando a uma velocidade de 10 metros por hora, visto que Marcela parava a cada passo para confraternizar com seus amigos e conhecidos. Eu, ela e nosso casal de amigos Astronauta e Amanda demos uma voltinha para olhar os quiosques e barracas, mas nada nos apeteceu e fomos ver o primeiro show, que já havia começado (mas bem que podia ter terminado...).

Entramos e conseguimos encontrar bons locais nas primeiras filas. De lá vimos o pernambucano Vitor Araújo se contorcendo a frente de seu piano em duas músicas, uma delas solidão número 4, ou algo assim... não consegui ler direito nos quadros projetados no palco como se estivéssemos no cinema mudo. Confesso que achei tudo muito forçado e artificial, seus trejeitos e marra de revoltado pianista não convenceram muito. Só conheço 4 pianistas, e eles são minha medida de comparação:  Glenn Gould, João Carlos Martins, Jerry Lee Lewis e o Schroeder (dosPeanuts). Todos esses muito mais revoltados e com performances verdadeiras. Juro que percebi quando ele bateu o dedo em duas teclas ao mesmo tempo. Juro.

Depois Thiago Pethit fez um bom show com sua voz empostada e músicas que iam de som do cais a rocks descompromissados. Algumas horas o som me soou chato, mas foi bem digerido. Vale a conferida. Menção honrosa para a menina que tentou por várias vezes ficar dançando a frente do palco, mas estava muito "foreveralone" e sem apoio, até a hora que o artista conclamou que todos levantassem para ver certa música (aí ela foi pra o "epic win").

Eu sou o rei do cabaré...
O sol da meia noite
A banda mais barulhenta da noite foi a americana Blonde Redhead, que me pareceu com um SmashingPumpinks que não é chato. Mas eles toparam o volume do som no máximo, o que foi bastante incômodo e me deu sono. Admito que não dormi por medo de Samara ir puxar minha perna... Segundo Astronauta, a banda é formada por dois gêmeos italianos e a japonesa Samara (sim, aquela do filme).

Bem, enrolei nesses últimos parágrafos, mas eu e Marcela fomos pra ver Moraes Moreira cantando Acabou Chorare. Enquanto montavam o palco, o público se aninhava e chega mais próximo, enquanto isso a atmosfera mudava. Fiquei elucubrando se aquele microfone ao lado era pra uma corista ou o que... depois colocaram uma guitarra baiana ali, como quem não quer nada. Sinal de show sucesso, pois o som da guitarra baiana é muito, mais muito rochedo mesmo (aprendi com o gênio Yuri Caldas).
Esquentando o pandeiro
Quando entrou aquele tiozão gordinho, com seu bigode e cabelos característicos foi o sinal dos tempos. Besta é tu que não foi pra esse show! Adiantando a emoção que certa hora percebi nos olhos de Marcela, antes que eu falasse ela me confidenciou já no meio d'A Menina Dança que nunca pensou que participaria ou veria um evento desses. Começando com seus versinhos muito do bem bolados, Moraes conquistou a plateia e nem se percebia a falação que era entre uma música e outra, pois era muito legal aquilo tudo (diferente do biltre pusilânime que era o "host" do evento)!!!

Astronauta que nunca ouvira falar de Acabou Chorare também teve sua síncope e me falou que realmente estava vendo algo que era (e é) muito importante. O cara do Blonde Redhead também devia estar pensando algo parecido vendo o show do meio da público. Todo mundo se emocionava e vibrava, e comigo não foi diferente. A minha cota de emoção se deu em dois momentos...

Em Mistério do Planeta parecia que o teatro se movia com a música e o fato de não ser tão "limpinha" como no disco, sem ter aquela produção toda, parecia que era um empurrão. Um empurrão na alma. É por isso que eu não quero aprender nada de música (tudo que eu aprendi na Francisco Correia (Rua que morei em Salgueiro), com Yuri Caldas e Damiz do Rock me bastam para analisar o mundo musical - obs: só aprenderei o básico quando comprar meu fole), pra não macular a maneira que sinto a música. E pra não perder essas frases de efeito também, que elas são importantes. E Moraes sentiu algo parecido pois confessou, logo após a música, que se "arrupiou" todinho.

Depois em Um Bilhete Para Didi eu também senti um calafrio. Mas aí eu posso compartilhar.

Como já disse, o som ficou muito mais forte nesse ao vivo que no disco. Diria até que mais pesado. Não senti falta nenhuma da corista e rapidamente Moraes mostrou que realmente falta não faria. Tocou Tinindo Trincando, A Menina Dança e Brasil Pandeiro na maior classe e com domínio total. Moraes em vários momentos agradeceu ao público e frisou que fica muito feliz e impressionado de ver que são os jovens que estão cantando Acabou Chorare.


Ah, confiram a primeira noite do evento na resenha multimídia de Lorena.



Rodolfo Nícolas percebeu o baião na música dos Novos Baianos.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

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Na última sexta-feira, o Recifestranho, como blog importante que ele é, ganhou ingressos para o festival No Ar Coquetel Molotov, que agitou a cena (pseudo) cult do Recife durante o final de semana. No primeiro dia de evento no Teatro da UFPE, se apresentaram os pernambucanos Os Sertões e Siba, o baiano Lucas Santtana e a banda americana Rain Machine.
Não é Luan Santana... não confunda!
Chegando à UFPE, tivemos certeza que a noite seria boa quando avistamos uns garotos vendendo três Heinekens por R$ 10. No entanto, não é permitido entrar no teatro com bebidas, então nem aproveitamos muito a promoção e saímos correndo para entrar, porque Lucas Santtana já tocava os primeiros acordes.
Nervos a flor da pele! Fã indo a loucura no canto direito da foto
O teatro não estava lotado, é verdade, mas quem estava presente, prestava atenção ao show do baiano. Ele tocou a maioria das músicas do novo CD O Deus que devasta mas também cura, e uns outros hits do CD Nostalgia, como Cira, Regina e Nana. Em uma parte do show ele inclusive liberou o palco para quem quisesse dançar. Uma doida sensual subiu e fez a dança do acasalamento, acompanhada de outras três pessoas.

A única coisa que faltou no show foi a música Para Onde Irá Essa Noite, minha favorita. Depois do show, Lucas Santtana ficou dando pinta em um dos stands montados na entrada do teatro. Fomos lá, compramos um CD, ganhamos um autógrafo e tiramos uma foto. Também reclamamos a falta da música e ele disse que vai tocá-la na próxima vez que vier aqui. O que eu espero que seja logo. Hihihihi.
Já o show de Siba, segundo Thiago Mattos, que segurou as pontas para nossa equipe, que não pode ficar até o final, foi phoda, com direito a bis e tudo. Algumas músicas contaram com a participação de Fernando Catatau, da banda Cidadão Instigado, que arregou o show dos outros e cantou a música Radiação da Terra, da sua própria banda. “Apesar de fã de carteirinha de Catatau, achei a participação dele muito discreta”, disse Thiago.


Confira o vídeo da garota dançando de forma voluptuosa no palco


Lorena Tapavicsky tomou um coquetel molotov.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

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Os vitrais da tela do Cine São Luiz. Foto: Marcela Balbino
Assim como muitas pessoas que cresceram no Recife, tenho uma relação íntima com o Cine São Luiz. Uma história que começa no início dos anos 90. Minha mãe nunca foi muito fã de shopping center, o ar-condicionado a deixa sufocada e os preços a deixam triste, por isso o Centro sempre lhe pareceu mais atraente. Há quase 20 anos trabalhando em um prédio localizado na esquina entre a Rua da Aurora e a Princesa Isabel, ela desenvolveu um verdadeiro romance com a "cidade" e isso, é claro, passou geneticamente para mim.

Certo, mas o que isso tem a ver com o São Luiz? Pergunta você, caro leitor. Tudo, digo eu. Minha relação entre cinema e infância é toda construída em cima dos filmes que vi com minha mãe no térreo do edifício Duarte Coelho. Não sou tão boa de memória quanto Rodolfo, mas duas idas ao cinema me marcaram muito. Lá pros idos de 95 assisti o Rei Leão. Na época a bilheteria ainda tinha a péssima mania de vender mais ingressos do que a capacidade da sala, o que resultava em gente pelo chão, pelos corredores,em pé. Eu, com meus 5 anos, sentei no colo da minha genitora.

Mas isso não demorou muito, pois o Rei Leão definitivamente não é um filme para crianças com o coração fraco, como o meu. Fiquei assustadíssima, resisti umas meia hora, mas no momento em que Scar jogou Mufasa do despenhadeiro eu pedi para sair, aos prantos. Pobre Simba, pensava eu...

Uma vã tentativa da minha mãe de me dissuadir não foi eficaz. Não deu nem tempo de ver Timão e Pumba. rá rá rá. Até hoje ela me sacaneia por causa desse meu ato de covardia. 

Passado esse apuro, ela me deu uma fita VHS do Rei Leão e por muito tempo adiantou a cena da morte de Mufasa, me restando apenas a parte engraçada e feliz do filme.

Outra lembrança muito forte que tenho do Cine São Luiz foi quando assisti o Parque dos Dinoussauros. Não me lembro a idade que tinha, só sei que adorei o filme e me sentia "A Corajosa", mas toda a valentia desapareceu quando saí do cinema e dei de cara com um Ônibussauro. Lembro-me que me agarrei na minha mãe e fiquei meio desesperada (o.0), dorgas, mano. Na minha cabeça de criança, o ônibus elétrico (entreguei minhas duas décadas de vida) era um brontossauro e o Centro da cidade tinha se transformado em um grande Parque dos Horrores.

Relembrando essa história percebo o quão criativa fui na infância...

Brontossauro, um dos amigos do Horácio, da Turma da Mônica
Foi exatamente nessa ponte Maurício de Nassau que eu avistei meu ônibussauro


Se você, caro leitor, conseguiu chegar até aqui confira abaixo a programação, que se estende até o dia 30, dos filmes em cartaz no Cine São Luiz. O preço é uma pechincha: Inteira R$ 4 e estudante R$ 2. Perdoem-me pelas reminiscências infantis, mas é porque achei interessante as lembranças que o cinema conseguiu imprimir em minha vida.





Em tempo, toda essa história veio à tona, pois no dia 8 de setembro assisti Casablanca no São Luiz e me apaixonei pelo roteiro e pelos atores. Como não sou muito boa em resenhas de filmes, optei por cascavilhar minhas próprias memórias.

Marcela Balbino deseja um bom filme a todos que forem comemorar os 60 anos de existência do cinema.

domingo, 16 de setembro de 2012

O RecifEstranhO esteve na pré-estreia do Fito (Festival Internacional de Teatro de Objetos), no dia 13 de setembro. O doutor Cacareco fez as vezes de anfitrião de NaNá Vasconcelos e da Shakespeare Women Company.
Foto com fundo chroma key verde (teste para efeitos especiais no futuro)

Um pequeno vídeo sobre o Fito 2011 mostrou o que esperar da edição 2012 (que já passou por outras cidades). NaNá Vasconcelos, Tom Zé e alguns outros artistas que nunca vi na vida falaram do evento. Mas ainda assim eu continuava sem entender muito aquilo tudo...

Doutor Cacareco no meio e lá no cantinho, fazendo um trabalho muito especial, a moça da linguagem de sinais
NaNá subiu ao palco, que fora montado com alguns instrumentos, um guarda roupa, dois pares de gêmeas, um trompetista e uma tubista (quem toca tuba é o que?). Ele recebera a missão de tirar um som do guarda roupa, e suas batidas nas divisórias e portas, acompanhadas do plec plec de tamancos fizeram esse som! Taróis feitos com gavetas e cabides que viravam baquetas ou triângulos foram das coisas mais criativas da noite, mas o momento mais impressionante estava por vir. Acho que fiquei quase tão abismado quanto no dia que descobri que NaNá é um homem (jurava ser uma mulher). Ele colocou algum tipo de areia em uma gaveta que estava no chão e começou a "xaxar" nela. Foi muito legal! Todo mundo foi a loucura nessa hora. Depois o show acabou, foi só um aperitivo do mesmo (que poderá ser visto completo no Fito).

NaNá tirando seu primeiro som do guarda-roupa (que segundo Marcela me ensinou é bem diferente de armário...)
Show de luzes, som e imagem, quase um reveillon do faustão


Logo após teve a interessante apresentação Tempestade em Copo D'agua das portuguesas da Shakespeare Women Company. As duas moças, ou raparigas em sua terra natal, começaram a contar a história de uma princesa e sua caixinha de música. Utilizando bonecos, copos, água, terra, tampas e muitas outros objetos, ouvimos toda a história da princesa Miranda e seu pai Próspero, que como rei deposto por um golpe acabou preso em uma ilha e virou bruxo. Um dos motivos para derrocada de Próspero era sua rinite alérgica constante que o fazia espirrar constantemente.











Só nessa apresentação entendi melhor o Teatro de Objetos. Quando pequeno infante em Salgueiro eu fazia bem parecido ao que vira ali. Uma bacia virava a pedreira da Toei (local onde os Changemans e Jaspion derrotavam seus inimigos); meus grunhidos eram a trilha sonora; um cotonete sem o algodão era uma espada laser para os bonecos de massa de modelar; os cabos de vassoura eram bastões e espadas samurais (usadas em lutas mortais contra meu irmão); tampas de garrafa se tornavam velozes máquinas de corrida vencendo obstáculos de terra; latas de leite ou garrafas de água sanitária cheias de terra e puxadas por um arame eram caminhões transportando cargas importantes; minha velha colcha vermelha era uma armadura tecnológica de manutenção da vida (que um dia rasgou após um ataque e teve enxertos de uma avançadíssima colcha verde), etc. Ainda hoje evito pisar nas emendas dos pisos das calçadas... nunca se sabe quando os lasers vão ser ligados...

A bonita árvore de baquetas (ou cabides para quem não viu o show)


As portuguesas do SWC e seus guarda-chuvas



















RecifEstranhO recomenda a ida ao Fito 2012, principalmente se você tiver crianças para acompanhar.

Nossa cobertura especial da pré-estreia do evento só foi possível graças ao jornalista Scarpa, do blog Viva o Câncer, que nos deu  convites para o evento. Ele acredita em nosso trabalho. :)

Ainda dá tempo de acompanhar o último dia do Festival, confira a programação aqui.
Bob-Esponja calça quadrada também apoia o Fito
E aí, já curtiu a fanpage do RecifEstranho no Facebook? Não, então clica Aqui!

Rodolfo Nícolas já foi melhor de teatro de objetos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A Cidade Alta de Olinda faz por merecer o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco, há 30 anos, em cada paralelepípedo que compõe as ladeiras, no colorido do casario, na grandiosidade das igrejas, na graça dos ilustres moradores e até nas árvores, que também pertencem à humanidade. E foi nesse cenário, que exerce verdadeiro fascínio sobre aqueles que o conhecem, que a Mostra Internacional de Música em Olinda (Mimo) deu mais um presente aos nossos sentidos.

O canto da sereia atraiu multidão para a Praça do Carmo, em Olinda
 
No último sábado (8), a Praça do Carmo, que fica na entrada do Sítio Histórico, recebeu a presença de seus filhos ilustres, os meninos da Orquestra Contemporânea de Olinda. Confesso que revê-los ali no palco com uma multidão cantarolando as letras foi emocionante. Vi o último show da banda há dois anos, no Mercado Eufrásio Barbosa. Agora, de volta à casa depois de gravar um disco muito bom, que eles mesmo mandam "traficar", o canto da sereia encantou o público...

Após reforma que durou 17 anos, a Igreja do Carmo, em Olinda,  está pronta


O endereço para baixar é esse:
http://www.orquestraolinda.com.br/, e nele você paga o download com um tweet ou um compartilhamento no facebook (dizem que só é possível fazer o download quando se compartilha a frase www.recifestranho.com dizem...).


O ambiente do show estava perfeito. A posição do palco permitiu que o público ficasse sentado na grama e acompanhasse de boa a apresentação. Quem queria ficar em pé e bailar também estava livre. O show da Orquestra foi fantástico, sou suspeita porque gosto muito da banda e me emociono toda vez que vejo o videoclipe da música Ladeira. Esse aqui ó:



O novo trabalho deles só ouvi duas vezes, antes do show, mas achei massa e soube que teve a produção do norte-americano Arto Lindsay (se bem que esse nome só fez sentido depois que me lembrei que ele foi o mesmo cara que produziu o disco Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, de Marisa Monte, que amo muito), vulgarmente conhecido como Arthur Lundgren em Olinda.

Arto também subiu ao palco para se apresentar com a Orquestra e trouxe uma guitarra muito foda e que quebrou minhas barreiras sobre o que é música. Como ainda não conhecia bem as novas canções da banda, meus picos de alegria se deram nas velhas e boas "Sereia" e "Ladeira". Uma música nova, a que dá título a resenha, Mar Azul causou breve confusão, porque Nathalia insistia que ouvia No Marasmo...e eu persistia que era  "No Mar Azul", eu venci. Rá!

Aprendendo a usar o modo panorâmico

A apresentação durou pouco mais de uma hora e eles encerraram o show com Ciranda de Maluco, do Otto. Arrasou. "A gente acende, aperta, acocha, beija a nega a noite inteira"...Clássica!

Na posição tática do morro.
Demonstração de afeto registrado nos muros. "Alceu vive em nossos corações". Alceu para prefeito!

"Prazer...
Sou mais um filho, nova fonte de prazer
De cara aberta pra apanhar e pra bater
Olhando em volta até o fim..." (No Ar - Orquestra Contemporânea de Olinda)

Marcela Balbino queria ter uma casa no Sítio Histórico.

Adiós, Mimo, hasta luego!


sábado, 8 de setembro de 2012

A combinação de sabores da formação desse prato será cantada em verso e prosa por vários bardos e mestres da embolada
Tenho costume de vez em nunca tirar um tempinho para tomar café da manhã nas padarias do Recife. Sábado, dia 3 de agosto, eu estava de bobeira pela Avenida Conde da Boa Vista e lembrei de uma indicação de padaria que aceitava o vale feira que recebo todo mês. Como sempre me perco naquele trecho de ruas emboladas da Conde da Boa Vista, saí perguntando até chegar na Praça Chora Menino e encontrar a Padaria Triunfo (nem venham que não vou chamá-la de delicatessen...).
A padaria surgiu em 1978, mas desde 2000 eu sonhava em comer sua comida
Sempre passei nessa praça, principalmente na minha época de estudante (estudante que pegava ônibus de arara para voltar para o interior) e até tenho algumas lembranças para contar, mas que não cabem aqui. Vale destacar que naquela época eu só tinha condições de comprar a água mineral e, agora lá estava eu, e dessa vez nada me impediria de comer ali! Ráááááá!
Área de comidas engordiets
Entrei e já fui logo perguntando se aceitava meu vale feira e como era o esquema. Afirmativo para a primeira pergunta, faltava o esquema. O que fosse pego no balcão da padaria não podia ser consumido na loja, pois para comer nas mesinhas tinha que ser da mesa quente e agregadas. Tudo deveria ser pesado e registrado. Entendido o recado, mãos à obra.

A comida tava bonita, fazendo jus aos R$ 22,90 por kg que eles cobram (tanto no café da manhã quanto "na janta"). Sempre que estou na frente dessas mesas, eu penso em fazer os sanduíches mais legais que minha cabeça pode imaginar. Pão com salsicha, ovo, carne moída, queijo e calabresa! Nunca dá... sempre fica abarrotado, caindo pelos lados e tenho que recombinar. Também é importante nessas horas lembrar de pegar um ou dois pãezinhos de reserva para limpar o que cai no prato (momento máximo de refestelamento alimentício).
Ali no cantinho o famigerado mungunzá doce que atenta contra a sinergia do universo (mungunzá é salgado!!!)
Pães, pães muitos pães para você escolher
Além dessas paradas que já citei, tinha também inhame (que não gosto), queijo de coalho, uns queijos frios, uns patês, uma tuia de pão, mais outra tuia de pães com recheio. Tinham pães com doce no meio e eu peguei um, mas meus olhos encheram nas sobremesas! Só que eu esqueci de pegar, pois ia fazer isso depois de tomar café e não lembrei...

O local é bem confortável, com várias mesas para você sentar e saborear sua comida. Fiquei assistindo a história de Little-foot (salvo engano), que passava em uma das enormes televisões que tem lá. O clima também é controlado, então nada de muito quente nem muito frio, o que respeita seu corpo que quer um descanso e mantém sua comida quente (como eu gosto).
Uma foto da perspectiva de um prato
Depois de tomar café da manhã, fui jantar lá uns 15 dias depois (para a resenha ficar mais completa... juro...). Como é de praxe nesse tipo de ambiente, a sopa comandava na hora "da janta". Como não sou chegado em sopa e tinha macaxeira cozida, eu foquei no dogão e na macaxeira. O queijo de coalho estava muito demais! Foi a iguaria da noite, nem lembro se o resto estava tão bom. Ainda comprei uns pães doces, que levei para o trabalho no outro dia. O que eu não consegui levar foram os pasteis pequenos que comprei, pois comi todos, todos, todos! Pena que não consegui comprar aquele pastel com açúcar, eu viajo nele.
Essa fatiazinha de queijo estava loucura loucura loucura
Você tendo um troco legal no seu bolso (pois R$ 2,29 por 100 gramas pode ser bem salgado no final do mês) vale muito a pena dar uma passada na Triunfo para tomar café da manhã (ou jantar). Vários tipos de comida muito gostosas e prontinhas esperando pelo abate.

A padaria Triunfo Boa Vista fica na Praça Chora Menino, número 107, bairro da Boa Vista. Os telefones para contato são: (81) 3221-3455 e 3231-2868. Segundo o site, também há uma unidade em Olinda, na Rua Professor Andrade Bezerra, número 808, bairro de Salgadinho com telefone (81)  3241-7757. Num futuro próximo, diz o site, terá uma unidade em Boa Viagem.
Eu sou a Triunfo da Boa Vista
O site é www.triunfodelicatessen.com.br e lá você encontra várias informações da padaria como a história, tipos de pães, como pedir orçamento on-line para festas e eventos, etc.

Rodolfo Nícolas triunfará.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

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Em busca de um assento permanente como colaboradora deste blog, cá estou eu (e meu fiel acompanhante e fotógrafo) para compartilhar mais uma experiência gastronômica na Veneza Brasileira. O alvo desta vez foi o novo (e único, até onde eu sei) fast food mexicano da cidade, o Taco a Taco, que fica no Espinheiro/Graças, em frente ao Habib’s da Avenida Rosa e Silva.
Cozinha do Taco a Taco. Crédito: Elias Roma Neto

Aberto há pouco mais de 10 dias, o espaço sacia a larica dos baladeiros de plantão, até as 2h, nos finais de semana, além de abrir para almoço sempre. E o melhor, por um preço super camarada!

O esquema é parecido com o da Subway: você monta o taco, burrito, prato ou salada do jeito que quiser. Escolhe a massa, no caso do burrito, os acompanhamentos, recheio, salsa, queijo, molhos e vegetais. Os sabores são picadillo (carne moída condimentada), frango, carne, camarão e vegetariano.
Escolha à vontade. Crédito: Elias Roma Neto

Eu e Elias escolhemos os burritos de picadillo, camarão e dividimos uma coca. A conta deu menos de R$ 20! Não sei vocês, mas eu AMO, e fico muito feliz em comer num lugar que tem comida gostosa e barata. #soulisa





Lá também tem alternativas boas para o almoço, já que você pode montar seu prato ou salada com as mesmas opções dos tacos e burritos. Ah, como poderia me esquecer, os nachos são outra opção de prato da casa e, claro, você pode escolher duas porções de molhos diferentes.
Pimentinhas do bem para o prato ficar legal. Crédito: Elias Roma Neto
Além de tudo isso, os funcionários foram simpáticos e nos receberam super bem, mesmo às 2h. Acho que o ponto que pode ser considerado negativo é a falta de estacionamento, mas para resolver isso, eles disponibilizam o serviço de manobrista gratuito (pelo menos por enquanto). De boa, eu desejo vida longa ao Taco a Taco.

Nossa nova colunista polonesa. Crédito: Elias Roma Neto

A polonesa segurando o copo do Taco a Taco. Crédito: Elias Roma Neto

E aqui tá o vídeo do cardápio que eu fiz. Tá meio tosco e vocês vão rir da minha descrição (tudo bem, eu rio toda vez, mas lembro sempre que eu e Elias tínhamos tomado cinco cervejas de 600ml antes de comer).



Lorena Tapavicsky tornou-se a nova colunista do RecifEstranho, com direito inclusive a foto vetorizada. hahahaha. Boêmia por natureza, ela trará resenhas dos melhores bares, restaurantes, botecos e "pega bebos" do Grande Recife.

A equipe do RecifEstranho te dá as boas-vinhas, Lore! <3

domingo, 2 de setembro de 2012

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Nessa época de eleições, de muita pesquisa e tal, ajude a fazer um RecifEstranhO melhor respondendo a pesquisa da gente! Clicque no link e responda, é rapidinho, é indolor!

https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?fromEmail=true&formkey=dEhNakoyekpSVDhWQktqUEpDdUxiSmc6MQ
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Após o show de Chico César, nós não tínhamos uma Mama para nos fazer mamadeira e aceitamos o convite para ir ao Sétima Arte, na Rua do Lima, Santo Amaro. No caminho, enfrentamos vários desafios ao atravessarmos as pontes do Recife, sendo o mais terrível e estranho o homem que fazia suas necessidades fisiológicas bem ali, na beira da ponte, quase em frente ao Palácio do Campo das Princesas! Isso é estranho, mas vamos ao bar!

Será que o Sétima Arte rivaliza com o Central em densidade de jornalistas ?

O Sétima Arte é um bar que tem o cinema como tema (que é a sétima arte, dããã...), e lá você vê as paredes cheias de imagens de filmes, o cardápio com nomes relacionados ao mundo cinematográfico, rolam nas músicas de fundo trilhas sonoras, etc. 

Falar nisso, a trilha de Pulp Fiction tocou umas três vezes. Sendo sincero, como ficamos na área ao ar livre não vimos muito da caracterização do lugar, só entrei na casa para ir ao banheiro e ele não tinha nada de temático (ele poderia ser igual aquele banheiro de Transpointing, ter na parede um painel da famosa cena de Psicose ou emular o banheiro onde o doutor Brown caiu e concebeu o projeto do capacitor de fluxo).


Estava me pelando de fome quando cheguei e, após uma luta de 30 minutos para conseguir um copo para Marcela, me liberaram um cardápio. Dei aquela olhada e entre saladas, tira-gostos, coisas estranhas (como sushis de tapioca) e tal, eu fui do básico: Caldinho! Me agradei da descrição falar que vinha bacon no caldinho. Bacon é Vida! O tira-gosto veio com dois ovinhos de codorna dentro, e por fora um queijinho e umas azeitonas pretas cortadas, mas... cadê o bacon? 

Confesso, foi decepcionante pagar R$ 6 num caldinho muito gostoso, mas pequeno e que deveria ter vindo com bacon (acho que tentaram me enganar colocando 2 ovinhos, não sei, não sei... bacon, bacon...).
Ganhou 7,5! Se tivesse vindo o bacon era um 9!
Esses cardápios com nomes fantasias para as comidas me deixam confusos... Você não sabe se pede um Los 3 Amigos ou uma batata-frita com queijo e bacon... ou pelo número... é triste. Eu pedi pelo nome Los 3 Amigos, apontando no cardápio para deixar bem claro, sem erros. Veio um pratão com algumas batatas no meio e um molho de queijos muito bonito com tiras de bacon. Sem questionar a quantidade (tinha mais prato que comida) é uma boa pedida, pois é bom! O problema, percebeu a observadora Luisa, é que o cardápio falava em bacon em cubos e veio em tiras... fica difícil para nós, cortarmos bacon (que é vida) em tiras com palitos. Tudo se encaixa agora na falta de bacon no meu caldinho, o bacon em cubos havia acabado! Ainda pedimos mais 2 desses, para tentar apaziguar a fome de todos...
O prato acabara de chegar! Siiiiiiim, mais prato que comida!
Bem, a gente não estava comendo no seco, pois o bar é bem servido de bebidas. Eu fui de caipirinha de Pitú, que estava boa, mas com duas sugadinhas (sfuuu, sfuuu <-- onomatopéia de sugada) acabava. Teve gente bebendo suco, uns bons drinks e muita cerveja! E é Heineken, que dizem ser chique.

SUSHI ESTRANHO

Preparem-se para o momento mais desbravador e interessante da noite: O sushi de tapioca! Milenna do NãoSeiCozinhar e Nathalia (nossa colaboradora eventual) resolveram apostar nessa ideia. Uma pasta de camarão com algo, enrolado por uma massa de tapioca. O molho era uma mistura de mel e shoyo, formando a garapa mais inusitada que já vi ou ouvi falar. Tensão no ar, rufaram os tambores e saiu um parecer meio que não sei, meio que tá bom, meio que tá ESTRANHO... Se você quiser comer alguma coisa de goma de tapioca vá na Sé, em Olinda, será muito mais proveitoso.
Ta-ta-tapioca, ta-ta-tapioca...

O sushi de tapioca não passou no teste, assim como o atendimento, que só melhorou no fim da noite. O bar estava muito cheio quando chegamos e havia poucos garçons, o que dificultava muito ter atenção de algum. No fim das contas, é um local a se cogitar mais para o início de noite, aquele happy hour com os amigos do trabalho. Para passar a noite conversando e bebericando, só se você morar perto, pois pra beber e encher a barriga vai ser complicado.




Segundo o foursquare, o Sétima Arte fica na Rua do Lima, 195, Recife, Pernambuco, Brasil. Tem o facebook deles também, mas lá só tem o mapinha do local.

Rodolfo Nícolas sabe que a nona arte são os quadrinhos. Mas e as outras?

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