domingo, 22 de dezembro de 2013

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Esta última sexta foi muito triste com a partida de Reginaldo Rossi... Recife ficou muito triste e sentido com sua morte. Em toda esquina tinha um carrinho ou um rádio tocando suas músicas, nas capas dos jornais sua imagem e nos computadores do trabalho todo mundo começou a colocar uma música em homenagem ao Rei. Alguns casais até colocaram de música de fundo para dormir agarradinhos...
Regi todo boyzinho na época da chantecler, lendária gravadora

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Atendendo a urbe ensandecida e a milhões de pessoas sedentas por dicas de locais para realização das confraternizações de fim de ano, o RecifEstranhO vai fazer a versão 2013 de sua famosa resenha "Especial dicas de locais para confraternização". Segue a lista de locais resenhados e outros que a gente já foi mas não resenhou (pois nem toda saída dá resenha).

Ano passado tivemos as modalidades confra após o trabalho, confra com alguma turminha e confra qualquer uma. Dessa vez eu vou inovar e não haverá categorias! Ráááááá´! É só clicar no nome da dica que você é direcionado para um canal mágico além da imaginação.

Ótima pedida para quem quer uma coisa mais informal com ótimos tira gostos e bebidas geladas. Chegue cedo da noite, pois enche rápido. Não indicado se seus amigos do trabalho já possuírem netos, pois podem achar o lugar chato e desarrumado. É bom que é barato e perto do centro.
Caipirinha com muita cachaça
Aqui é aquela confra que quem trabalha pelo lado de Santo Amaro pode dar um perdido na sexta a tarde e passar o almoço se refestelando com boa comida (de panela) regional. Aqui cabem todas as idades, e pode incluir até os finais de semana. Ótimo lugar para levantar a camisa e deixar o universo mandar brisas na barriga.
Arrumadinho de camarão sensá-cional
Pra quem diz que a gente não valoriza a zona sul, taí a dica! Comida em preço médio (o que é um preço médio?) e muito gostosa. É num lugar fácil de achar, mas que tem que chegar cedo, pois os arredores do trailer ficam cheios rápido. Tem bastante pimenta para toda a família.
No México eu como pimenta no dente
Lugarzinho tranquis para um encontro noturno regado a conversa. Vários sabores de esfirras (com preços bem distantes de R$ 0,49), além de outras comidas. Tem uns dias que tem sinuca e totó para quem quer se amostrar para os coleguinhas.
Na arábia só há esfirra
Aqui é no dia da confra que tem aquele joguinho esperto, ou a luta de Anderson Silva. Você leva sua namorada e ela vai ficar comendo e conversando com as amigas e nem vai reclamar por você tá vendo aquela selvageria desenfreada. Peça as comidas com aspecto mais calórico, é caixa que serão as melhores! Leve um trocadinho a mais que o preço é meio salgado.
Eu não comi esse, mas deve ser bom
Combine com os amigos e cheguem cedo. Engordem. Falem pouco. Vão embora. Depois ligue para seus amigos e comente o quando o milk shake de twix é bom. Sem mais.
Esse meladinho na borda da taça num parece uma mulher de batom?
Aí depois de qualquer confra, principalmente as da noite, você tem que continuar. Abelardo é um dos únicos lugares que vai continuar aberto até altas horas (dizem que lá nunca fecha, tipo casa funenária). Tira gosto barato e bebidas mil! Cuidado para não ir sem dinheiro, pois lá não aceita cartão. Se não tiver lugar, é só ficar em pé encostado na árvore. Lugar só para aqueles com pique.
Ahhh a arte da cebola crua no feijão
Rodolfo Nícolas indica, por fim, uma churrascaria com rodízio, qualquer uma...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Tem gente que sonha em ter o nome gravado na Calçada da Fama, ou no Salão da Fama do basquete ou futebol. Para Tetê Espíndola, o nome tinha que estar escrito nas estrelas, mas tem gente que gostaria de ver seu nome numa faixa levada por um avião teco-teco. O RecifEstranhO não... estamos num grão de arroz.
Parei por achar a placa chamativa

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Eu queria ter chegado rastejando como Leonel e Hector Salamanca, de Breaking Bad, quando eles encomendaram Walter White à Santa Muerte, mas Marcela não deixou. Caminhando sem estilo algum, chegamos ao Escalante’s Tex Mex para comemorar o Día de Los Muertos.
Viva o México! Viva! / Fotos de Marcela Balbino

terça-feira, 15 de outubro de 2013

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Há meses eu tentava achar a barraquinha de tapioca que ficava na rua por trás do Shopping Boa Vista e sempre dava de cara com o vazio. Ia no sábado, ia umas 20h durante a semana e nada. Então, dia desses consegui ficar de bobeira na cidade pela tarde e, sem querer querendo, achei a Tapioca Bom Sabor aberta! Alegria alegria alegria, ia poder comer daquelas delícias!
Zéu Britto diria: - Saliva-me!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

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Cada dia é mais difícil encontrar restaurantes com algum prato sem carne, mas tem uma coisa fácil de encontrar em praticamente todas, todas, todas as lanchonetes: o tal do sanduíche de queijo!

Almoço do dia, saboroso e... e... e... esse queijinho derretido é show!

Esses dois sanduíches foram até baratinhos. Não deu para preparar nada em casa para o almoço, então improvisei indo ao posto de combustível perto do trabalho. Tem uma lanchonete lá e peguei as duas opções mais encorpadas (sem carne, claro) que achei.

O primeiro é um sanduíche de queijo minas (que me pareceu um tipo de ricota, mas não sei bem) com orégano e tomate, besuntado por dentro com azeite. Tava muito bom! Nem catei as rodelas vermelhas, e olhe que nem gosto.

Esse pode ser frio mesmo, sem muito calor
A melhor pedida foi o pão de forma com queijo. É muito bom um sanduíche desses naquela maquinha e tal. Esse veio com dois tipos de queijo: prato e provolone. Fica na medida certa o sabor e o queijo escorre pelos cantos aaaaaa.
Queijo derretido aaaaaaaa...
O bom é que essas receitas você pode fazer em casa e levar para o trabalho na lancheira (tá, o com queijo quente depende da sanduicheira, mas Recife tá tão quente que é só deixar um tempinho no sol). Minha lancheira do Jaspion continua a todo o vapor!

Para quem não conseguiu captar com o produto final, vou passar um segredo de gerações de como fazer um sanduíche de queijo. Lá vai:

1. Corte o pão e o queijo.
2. Coloque o queijo dentro do pão.

Qualquer coisa além disso já é definição do tipo de sanduíche e este artigo não se propõe a estudar esse assunto.

Rodolfo Nícolas vai conseguindo não comer carne na segunda.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

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O arrumadinho é uma das melhores coisas que existem em Recife. Não sei se outras cidades do Nordeste têm a mesma relação que nossa Veneza, caso não tenham estão em falha com o mundo. Outra coisa muito boa é o terror, histórias de zumbi e suspenses de morte. Nesta que é, sem dúvidas, a melhor resenha com vídeo da história, apresentamos o Beca Bar, famoso em todos os cantos do Recife como o arrumadinho dos mortos!
E tem gente que é alérgica/Foto: Elias Roma Neto
Contando com uma vasta quantidade de opções de arrumadinho (que eles chamam de arrumadão), dona Beca conquista os clientes pela barriga. Têm os tradicionais arrumadinhos de carne de sol, calabresa e charque. Também os menos conhecidos, mas muito famosos de bacalhau, filé de carneiro, filé de galinha e, por fim, o de camarão. Há também algumas opções de outras comidas regionais (geralmente no sábado) como galinha cabidela e guisada. Ah, a sopa de lá é deveras famosa!

Confira mais da história do Beca Bar e do famoso arrumadinho. Basta dar o play!

No dia degustamos o delicioso arrumadinho de camarão, mas não contente ainda fui de galinha cabidela. Os dois estavam ótimos! Destaque para o feijão. Feijão é bom demais, e quando é de qualidade e bem feito poucas coisas podem rivalizar.
Nunca chamarei de frango ao molho pardo... NUNCA! Foto: Elias Roma Neto
Sou tímida...
O RecifEstranhO agradece a Elias Roma Neto e a Marília Banholzer pela vídeo-resenha!

O Beca Bar fica na Rua Pedro Afonso, 326, em frente ao ginásio do SESC Santo Amaro. Essa rua é onde fica o IML e o velório do cemitério de Santo Amaro e por isso esse apelido não convencional. Nenhum terror na história.
O vídeo é meu amigo
Rodolfo Nícolas doou seu cachê para instituições.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

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Segunda sem carne do RecifEstranhO! A nova melhoooor coluna da segunda-feira!
E na segunda sem carne de hoje: Risoto DB (Dantas Barreto)!
Prepara, que agora, é hora...
Provando que além de não saber tirar fotos também não tenho dom para a cozinha (isso rodolfo, pois marcela comanda), me meti a fazer um risoto de champignom (sem piadinhas). E é super tranquis!

Ligeirinho igual caldo de bila eu vou contar como faz.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Quando eu era pequeno lá no interior, uma das minhas diversões dominicais era comer pipoca na Praça da Igreja após a missa. Entre uma corrida e outra, depois de brigar ou pedir águas nas casas, sempre rolava um saquinho de pipoca.
O charme das carrocinhas de pipoca

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Para desgosto e desprazer da minha amada, bem como desconforto da minha coluna, optei por fazer uso do transporte público coletivo como principal meio de locomoção (mas juro a minha morena que assim que minha pós acabar eu tiro a carta de direção para ser motorista dela). Não tenho carro nem pretendo comprar um tão cedo. Até sonho com uma bicicleta que não seja a ergométrica, pena não ter onde guardá-la. Também sou um caroneiro militante.
Foto aleatória retirada do site passpalavra.info

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Batatinha bem quentinha, batata, bataaaata, batata, bataaaata! E tu já pensou em um restaurante especialista em batatas? Mas não é batata frita, souté, purê (ou pirêt?), noisete ou essas coisas não, é só batata assada! Pra não dizer que é só assada, o Batata Inglesa vende também um tipo de batata fritada e batata palha.
Direto da Grã-Bretanha (ou seria Reino Unido?)
Extreme combo alimentício: arroz, estrogonofe de filé, carne moída dentro da batata com queijo

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

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"Você vai gostar de conhecer. É tão bom chegar nesse lugar. Uma nova história se abrir...". Bem, coincidência ou não, na hora em que cheguei no novo bar da Zona Norte, a convite da amiga Milenna Gomes, do Não Sei Cozinhar, esta música de Academia da Berlinda estava tocando. E música é um negócio que mexe comigo. Marca, bate fundo, registra. E no Bodega do Futuro a música é boa e a cerveja é gelada. Quer combinação melhor? 

Foto: Priscila Tenório/Divulgação

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Eu comecei a frequentar essa padaria ano passado e desde o começo eu só tinha um único objetivo (além, é claro, de comer o bolo de rolo de chocolate, comer as provas gratuitas de bolo de milho e bolo engorda marido, de comprar alfajor, de comprar coxinha e pastel de festa, de lanchar no balcão, de tomar suco feito naquela máquina efistaile que corta e espreme as laranjas que caem do trilho de ferro, etc...). Meuobjetivo era a conquista! A conquista! A conquista! Como um Doutor Gory moderno eu só queria conquistar uma coisa que ninguém sabia o que era, e depois de um ano eu morri na Padaria Rosarinho (me nego a chamar de Rosarinho Delicatessen).
Padaria Rosarinho

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Eu não gosto de inhame... nunca me dei bem com aquela macaxeira de segunda linha. Poxa, a macaxeira é tão legal cozida ou frita e o inhame você tem que deixar ele horas na fervura e mesmo assim ele corre o risco de ficar duro. É como um homem amargo, vai passar a vida toda e não vai sorrir pra o mundo. Ah, e podem me crucificar, mas eu acho cuscuz uma farofa molhada de segunda, eu como, mas se tiver outra coisa eu prefiro. Na Skina Nordestina só tinha cuscuz e inhame...
Cardápio do dia com preços camaradas!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

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Ah a magia dos bares, dos bares com sinuca, dos com comida barata, daqueles com televisão ou dos feitos somente para beber... Eu era pequeno lá em Salgueiro e passava no bar de “Bastim” e via o povo bebendo, jogando sinuca e assistindo jogo. Às vezes meu pai tava lá e me pagava uma ficha pra eu ficar brincando de bila (bola de gude) com as bolas de sinuca e as caçapas. Sempre sonhei em rasgar uma mesa de sinuca ou quebrar uma bola apertando-a, como um super sayajin do Sertão. Mas enquanto eu estou mais pra Kuririn do que pra Vegeta, como e bebo no Derbilhar!
Criativo nome do bar

terça-feira, 20 de agosto de 2013

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O RecifEstranhO tem alguns parâmetros obscuros nas suas avaliações. Nem nós mesmos poderíamos explicar neste breve rodapé devido a “brilhantitude” dos argumentos. Às vezes é o caldinho, às vezes é a macaxeira, às vezes é a cor da camisa de quem tá no caixa e, às vezes, é o arrumadinho! Boteco metido a bom que inventa de vender tira-gosto tem que ter arrumadinho e em Abelardo tem!

[UPDATE: Depois da postagem, uma amiga nossa nos contou que o namorado a pediu em namoro no Bar do Abelardo. Ouuunn.  O bar que inspira paixões também! <3 <3 <3]
Ah, o feng shui do arrumadinho...

domingo, 28 de julho de 2013

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Das Arábias, minhas lembranças são da cultura pop mesmo. Aladin, Ali Ba Ba, As mil e uma noites. Isso no mundo animado da fantasia. Nas minhas leituras, conheci Beremiz Samir, o Homem que Calculava e Abdul Alhazred, o Árabe Louco! Eu não sei o que esses personagens comiam (o Aladin no jogo do Mega comia galetos com terra e maçãs), mas no Snaubar você vai comer esfirras, quibes e essas coisas.
Cardápio (prêmio legenda criativa)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

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Claramente uma tentativa de enganar a população! Não foi avião, não é plataforma, está na cara que é um OVNI. Sempre que acontecem essas mega-operações e depois vira algo ligado a petróleo ou balão meteorológico só significa uma única coisa: alienígenas (que provavelmente esqueceram de abastecer sua nave ou se materializaram dentro de algum urubu)!

Suposto OVNI em águas pernambucanas

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Valdisnei é um menino do interior do Ceará que viaja na maionese quando escuta as histórias de seu coleguinha de brincadeiras de rua que possui uma TV Telefunk 12 cores. Só que esse menino não o deixa assistir televisão nas sessões de escambo (momento em que ele aceita coisas legais como pirulitos Zorro para deixar os outros moleques entrarem em sua casa), pois não gosta do poder que o menino tem de se desligar da realidade (já que o boyzinho geralmente acaba machucado). Numa cidade ali perto, fugindo da chegada da televisão, Francisgleydisson e sua família estão procurando um lugar onde possam montar seu cinema sem temer o grande adversário. Tenho quase certeza que o cinema de Salgueiro acabou bem antes de eu nascer, mas lembrei muito de mim e da minha infância sertaneja vendo esse filme.
Uiaaaaaaáááááááá!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

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Hoje Recife está realmente parada devido a manifestação dos motoristas e cobradores de ônibus. Larguei às 17:30 e tenho que pegar duas conduções para chegar em casa (2 ônibus ou 1 ônibus e 1 metrô), o que geralmente leva 90 minutos. Hoje só pelas 22:00 eu apontei aqui em casa...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

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Reflexão solene no meio-dia: um almoço, cuscuz, carne do sol e a mente procurando repouso. Lembranças de família vem a mente; algumas preces feitas; intenção de bondade nas orações num ambiente cor cinza chumbo; a certeza da reflexão com um pouco de solidão e contemplação do momento.
Que bela trinca! Queijo de coalho, carne de sol desfiada e cuscuz!

terça-feira, 4 de junho de 2013

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Existem várias coisas que acho estranhas e não entendo, mas aquela que mais me atormenta nos últimos tempos é o efeito estufa do coletivo. Ando de ônibus por opção e justifico com aquele blá blá blá de salvar o mundo, luta pela melhoria do transporte público e tarará. Tudo balela! Na verdade sou é preguiçoso e gosto de dormir na viagem.
Senti o bafo quente da morte esse dia...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

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Já no primeiro dia de nossas andanças pela capital portenha vimos que brasileiro brota feito praga na terra do tango. Sinceramente, acho que vi mais argentino no litoral sul de Santa Catarina do que na própria Buenos Aires. Mas isso não tirou o charme da nossa viagem. Era só identifica-los pela roupa e passar longe. Com um guia gratuito na mão e um mapinha para nos orientar, decidimos desbravar a cidade a pé mesmo durante os quatro dias em que estivemos por lá. Dividimos os passeios por região e aproveitamos as delícias – tanto visuais quanto gastronômicas – que a segunda maior área metropolitana da América do Sul tem a oferecer.
Uma graciosa senhora cheira uma flor enquanto um espantalho vigia as ruas
Primeiro, quero dizer que Buenos Aires é linda. A arquitetura de prédios baixos e antigos no Centro, os parques, praças e ruas históricas que foram palco de tantos protestos nos dão a impressão de que lá o tempo parou. Ficamos hospedados na região central, mais conhecida por Microcentro. De lá, dá para fazer tudo a pé, com disposição e vontade de se aventurar. O local escolhido foi o Hotel Mundial, um centenário, charmoso e acolhedor edifício localizado em plena Avenida de Mayo, uma via que respira história. Ela é o caminho entre o Congresso da Nação Argentina e a Casa Rosada, sede do poder executivo. Já foi cenário de manifestações sociais portenhas e é por onde passam os panelaços quase que diários contra os desmandos do governo.
As coloridas ruas d'a Boca
Pode-se chegar a Buenos Aires por dois aeroportos: Aeroparque, a 20 minutos do Centro, e por Ezeiza, que fica a 35 quilômetros da cidade (ou uma hora de ônibus sem trânsito). A passagem para o mês de abril custou mais ou menos R$ 1.200, com as taxas, ida e volta por pessoa. Se chegar pelo Aeroparque, pode pegar ônibus ou táxi. Mas como a cidade vive engarrafada, melhor optar pelo bom e velho coletivo que, aliás, só aceita moedas no pagamento. E você tem que dizer onde quer descer para que o motorista diga quanto você precisa pagar. Troque logo os pesos e peça muchas monedas.

Turista de primeira viagem, regra geral, quer conhecer as referências, os lugares mais comentados por quem já foi e onde todo mundo “tira foto (...) pra postar no Facebook” (BOLA, Mc). O problema é que nem sempre esses são os melhores locais para conhecer. A Calle Florida, por exemplo, é uma delas. Trata-se da rua do consumismo, cheia de lojas de marcas e de brasileiros ensandecidos cheios de sacolas. Eu mesma não curti.

Nessa via, o que mais se ouve é “câmbio?”. Não, não é para testar a comunicação. São pessoas oferecendo troca de moedas pesos por real, dólar ou euro. Os preços são acima do oficial (no banco, um real valia 2,5 pesos; na rua, 3 pesos). Mas é preciso ter cuidado porque há muitas notas falsas circulando e eu não sei como funciona o mercado negro... É importante não andar de bobeira nessa rua nem nas demais. No vuco-vuco, senti minha mochila sendo puxada e depois vi que um bolsinho frontal estava aberto. Ainda bem que não levaram nada.

PUERTO MADERO
É o lugar mais incrível de toda Buenos Aires. Imaginem o Cais José Estelita e os armazéns reformados, repletos de restaurantes, cafés e bares, com uma área extensa para caminhar e pessoas aproveitando a vista linda para o rio! O bairro, que antes recebia passageiros e mercadorias de embarcações e carregava consigo problemas sociais, virou ponto turístico em 1989. A requalificação atraiu construções modernas e transformou o local em área nobre. Lá, é mais interessante ir à tarde, ver o por-do-sol, sentar nos banquinhos e namorar. Dois navios-museus ficam atracados e são abertos à visitação. Por dois míseros pesos (menos de um real), nós entramos na Fragata ARA Sarmiento. Dá para conhecer história de marinheiro, ver os objetos utilizados no século 19 e tirar lindas fotos com o tema navy. À noite, também é um passeio romântico se quiser ir jantar com a companhia de um vinho. É comum também as pessoas andarem de patins pelo calçadão.
O museu navio Buque que fica em águas argentinas, mas parece que tem bandeira uruguaia
Uma harpa gigante no meio de Buenos Aires
LA BOCA

Toda vez que eu via fotos de amigos que foram à Argentina, eu ficava encantada com aquele fundo de casinhas coloridas, o Caminito. Como ele fica no meio de uma comunidade num bairro estigmatizado, o La Boca, todos diziam para termos cuidado, que é perigoso e tal. Os próprios moradores dizem para ter cuidado com os pertences. Acho que é a mesma coisa de andar pelo centro do Recife, em termos de segurança. Mas eu coloquei na cabeça que queria ir. E ponto. Fomos. O caminho até chegar lá, a pé, só é tranquilo se você for pela avenida principal, que não lembro o nome. Tem ônibus, mas preferimos só usar na volta porque ainda queríamos visitar o Museu Bicentenário da Independência. No meio do percurso, identificamos uma família paulistas, mêo, que tava indo pra lá também e seguimos em comboio. 

À primeira vista, você vê um lugar essencialmente turístico. Com bares, barraquinhas de suvenires e casais dançando uns tangos meia-boca (hãn, hãn?). Ao fundo, a turistada (nós, inclusive) disputando espaço para tirar as fotos-clichê. A história do Caminito é interessante. O lugar ficou conhecido por ser habitada por imigrantes estrangeiros, maioria italianos, que chegavam pelo porto para trabalhar no século 19. As casinhas do Caminito são feitas de placas de zinco e são coloridas porque eram pintadas com restos de tinta que sobrava da oficina do porto. Na década de 1950, um grupo de artistas decidiu restaurar a área. O mais famoso deles é o pintor Boca Quinquela, que batizou a rua de “Caminito” pelo título de um popular tango argentino. Depois, com doações de artistas, o lugar foi melhorando e transformado em um museu a céu aberto e sem portas. O Caminito é perto do estádio La Bombonera, que não visitamos porque estávamos apressados para ver o museu antes que fechasse.

Nostra amiga e su nobio en La Boca
Vanessa caminhou pelos caminitos da capital hermana.

terça-feira, 21 de maio de 2013

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Quando eu me mudei para Recife, uma das coisas mais estranhas que percebi era o afeto e a quase idolatria do povo recifense por um produto local que eu achava pouco saboroso. Na verdade achava que tinha gosto de terra. Seria um efeito do famoso e grandioso bairrismo recifense? Meu paladar sertanejo era pouco refinado (ou muito) para conseguir apreciar tal lanche? Passei um bom tempo olhando de lado para o biscoito de maior audiência da capital pernambucana, o Biscoito Treloso.
Menino treloso, quer comer biscoito...

sexta-feira, 17 de maio de 2013

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Quando comecei esse post, tentei não escrever muito, mas me traí. Queria deixar as fotos falarem por si, mas as palavras e a saudade me passaram a perna. De forma meio involuntária. Passamos dez dias no Chile e a cada nova manhã eu descobria um pedacinho mais bacana que o outro. Sou bem bairrista. Curto muito o Recife e arredores e defendo o País, mas confesso que pensei em mudar de CEP de vez. Tá certo que fui com olhar de turista, achando tudo lindo e massa, mas estávamos com a proposta de viajar sem muito luxo. Andamos de metrô, de ônibus e táxi somente no último dia, para ir ao Aeroporto. Achei o Chile uma cidade preparada pro turismo - ao menos as cidades visitadas. 

Como viajamos sem muita preparação nos perdemos muito pelas ruas, mas achei o povo educado e disposto a ajudar. Talvez seja cansaço da cidade ou, simplesmente, porque nunca fui ao exterior, mas me senti tão plena quando andei pelas ruas sem medo de assalto. Só em Santiago fiquei mais ligada. Nos primeiros dias me recordo que andava com a máquina enfiada na bolsa, a mochila amarrada com uns três nós e virada pra frente. hahahaaha. Em Viña del Mar, perguntei ao motorista sobre a violência na cidade e ele riu da minha cara. "ah, aqui não é como o Rio de Janeiro". É, eles acham que Brasil é só  Rio de Janeiro. Tentei explicá-los que não era carioca, mas foi em vão. 

Ao longo da viagem não passamos por nenhum sufoco. Graças! Em Santiago nos mandaram tomar cuidado, como toda grande capital, mas não aconteceu nenhum incidente. Pucón é uma cidade encantadora, parece um pouco com as cidades do Sul do País, tipo Gramado, Canela, Blumenau, mas achei o povo chileno com menos bossa.
1. Uva de Chocotoco
2. Uma plantinha
3. Deliciosa lasanha de coisa verde que comemos em Bellavista, estava ótima e barata! (Lasanha de palta - abacate)
4. Ah, o grande Villarica...
5. Uno pedacito de lo Mexicozito em Pucón
6. Roaaaaaaaaar!
7. NECESITA DE PLATA????
8. No Chile há sobremesa no café da manhã! (Café Lounge Brasil)
9. Melhor café da manhã de Pucón! Servido perto de 11h
10. Un poemito escrito na parede do Café Lounge Brasil, em Pucón
11. Uma casinha bonitinha
Marcela Balbino e Rodolfo Nícolas estão saudosos...