terça-feira, 29 de janeiro de 2013


Falta pouquinho para a melhor festa do ano. O Carnaval vem aí. Agora é momento de preparação. Fantasias, tiaras, sandálias, flores para decorar os cabelos, colares... Todo mundo quer ficar bonito. O Ocupação Moda Cultural de Carnaval está oferecendo tudo isso no Paço Alfândega, desde o dia 27 até o próximo 08 de fevereiro.
Baba Yaga ocupando geral
Reunindo 31 estilistas, num estilo bem Pernambuco de ser, do qual particularmente muito me orgulho, o espaço, que fica no segundo piso do shopping está encantador. Um mimo. Colorido e alegria característicos da folia mais democrática e criativa do mundo (o Carnaval pernambucano, óbvio).

Apesar da diversidade de produtos específicos para este período do ano, as meninas de todas as idades podem encontrar também vestimentas que atendem aos mais variados estilos. Puxando a sardinha para o meu lado, pois preciso vender meu peixe e seguindo o ditado popular que afirma ‘quem não chora não mama’, a Baba Yaga, grife recém-criada, com sede em Salgueiro, faz bonito ao lado de nomes prestigiados no segmento moda. É que a bruxinha voou do meu querido sertão e aportou no litoral recifense, terra do RecifEstranho, para mostrar do que o sertanejo é capaz.
O vestido florido da princesa!
A ação, que tem a produção da estilista Carol Azevedo, aceita cartão de crédito. O Paço Alfândega fica no bairro do Recife Antigo e funciona das 14:00 às 22:00.

Veja as grifes que participam do Ocupação Moda Cultural de Carnaval:
Ateliê Marinho
Anunciada
Alysson Santos
Acre
Arena 21
Baba Yaga
Beto Normal
Colombina
Celinha do Cariri
Calma Monga
Carolina Escobar
Carol Azevedo
Gabi Fonseca
Gustavo Silvestre
Honey Pie
Joana Gatis
Lourdinha Oliveira
É Tudo
Maria Ribeiro
Melk
Manoel Ozi
Psiq
Paulo Ricardo
Patrícia Moura
Pietro Tales
Sá Maria
Sandra Maia
Simone Andrade
Trocando em Miúdos
Walério Araújo
2 Primas
Xuruca Pacheco

Texto de Raquel Rocha.

Rodolfo Nícolas já presenteou alguém especial com um vestido da Baba Yaga.
Marcela Balbino tem um vestido Baba Yaga e se sente super feminina quando usa seu vestido florido, tipo uma princesa!
Uma princesa!

domingo, 27 de janeiro de 2013

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RecifEstranhO começa a cobertura do Carnaval 2013 na cobertura da prévia Amantes de Glória! O divertido evento aconteceu na Rua Visconde de Goiana, na Boa Vista, onde tem a sorveteria Fri-Sabor, o Bar Pirata e o Colégio Nossa Senhora do Carmo (que quando eu me mudei para Recife sempre entendia que era Nossa Senhora do Escárnio... achava extremamente profano). 
Nosso modelo posa com estampa frontal do "abadá" do Amantes de Glória
Bombação na frente do Pirata
Bem, a equipe RecifEstranhO chegou um pouco atrasada e passou um tempinho no vácuo, sem saber se ainda estava rolando, se tinha banda, de onde vinha um tunco tunco sonoro... enfim, ficamos sobrando. Mas assim que achamos o bloco e a banda que o acompanhava nos encontramos! Começou a vir aquele sentimento legal carnavalesco, que se sente em alguns lugares e momentos em Recife e Olinda. Pessoas reunidas apenas para se divertir, sem estresse ou intenções nefastas dos participantes (além de encher a cara, pegar um cigarrinho do capeta ou pegar geral uoooou, que descolado!).
Olha o "Piras" aí! "Piras" foi o apelido carinhoso que Yuri Caldas, o gênio da música salgueirense deu ao lugar
Acompanhamos o bloco um pouquinho e depois ficamos em frente ao finado Bar Pirata, cujas últimas notícias era de que tinha sido fechado por reclamações da vizinhança. Rapidamente, após o fim da Orquestra Maestro Lessa, muita gente se dispersou e começou a rolar um DJ muito legal, tocando cláááássicos do cancioneiro popular nacional e mundial. De Pepeu Gomes, passando por Roberto Carlos e chegando à Nação Zumbi. De Beatles à Vanila Ice Ice Baby. Todos dançaram como se fossem Antônio Carlos Nóbrega com epilepsia  Não consegui descobrir quem eram os DJs, mas o Diário de Pernambuco disse que são os DJs Balaio e DaMaia.
Nosso modelo ostenta o hino do Amantes de Glória em suas costas
Para o RecifEstranhO foi um ótimo começo de carnaval e esperamos um clima parecido até o final!

Rodolfo Nícolas é americaaaano, da amééérica, do suuul.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

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O picolé que é show!! Show!! Show!! ¬ ¬
Esses dias eu estava no Shopping Recife e me deparei com o quiosque da Della Frutta e resolvi experimentar. Me atraiu ainda mais a ideia de ser o Julietto dos sorvetes, ou mais especificamente, um picolé customizável.

Para quem não sabe, eu tenho forte dependência em sorvetes e coisas geladas misturadas com açúcar, mas tem dias que o doce industrial dos sorvetes da Kibon ou do Zeca's amargam e não servem... Nesses dias eu fico meio sem saber o que fazer, pois nem todos os lugares têm sorvete caseiro ou com cara de caseiro. Lá em Salgueiro é até fácil resolver isso, é só ficar parado numa esquina que passa algum moleque ou vovozinho empurrando uma sacola ou carregando um isopor com sorvetes de milho verde (bem antes da Kibon), creme do céu (que deixa sua língua e boca azul) e biscoito por R$0,10 ou 0,15. Nem vou falar sobre o vip ou garrafinhas...
No canto esquerdo superior a garra que pega os picolés
Bom, resolvi testar o picolé meladinho. No cartaz todas as explicações necessárias (mas mesmo assim eu não entendi), mas os educados atendentes explicaram com detalhes. Escolha o picolé, escolha a cobertura e por fim o topping. Traduzindo para você que, assim como eu, é ligeiramente LENTO: o picolé é o sabor, tendo de frutas, chocolate, doce de leite e por aí vai; a cobertura é a calda, um zerado animaaaaal que tem chocolate, chocolate branco, chocolate amargo; o topping é onde vão sarrabuair o picolé para ele ficar coberto de granulado, paçoca ou coisas gostosas que engordam.

O meu foi de chocolate e creme, com calda de chocolate amargo e topping (ui) de ovomaltine. E estava muito bom! Meu vacilo foi não ter esperado mais um pouco a calda endurecer e ficar crocante... não sabia que tinha esse processo, mas isso não tirou a gostosura do picolé. Em pouco tempo, ele estava quebradiço e suculento. Muito bom!
Fiquei pensando se alguém já tentou a combinação picolé de pera, cobertura de leite e topping de ovomaltine
Após uma dentada faminta! Veja a cobertura crocante e o direcionamento dos cristais de gelo no picolé
Confesso que enquanto pensava em escrever a resenha ia falar que tinha achado um pouco caro... mas agora, após ler minhas próprias palavras vejo que está num preço bom. É pouco mais caro que um magnum, e, apesar de não ter chocolate belga, também não tem aquele sabor adocicado contrário aos salgadinhos da elma-chipps que são como crack, fazendo o consumidor ficar enlouquecido para comer mais e mais. Ah, custou R$ 6. O picolé zero é 1 real mais caro e quem quiser uma água paga mais um no pacote.

A Della Frutta que fui fica no Shopping Center Recife, mas no site você encontra mais informações (site).

Rodolfo Nícolas já curou uma doença tomando sorvete.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

No Centro de Recife existem vários locais para se alimentar, dá para escolher entre lanche, comida rápida, pratos feitos, restaurantes, self-services (incluindo os sem balança), fast-food, bares e bodegas. E tem todo tipo de ambiente pé sujo. De restaurantes chiques às redes nacionais ou multinacionais. Dessa lista toda que fiquei citando, por ter me perdido na introdução, tem um lugar que eu coloco o selo de qualidade RecifEstranhO. Comida de panela muito boa, quentinha, limpinha, veloz e barata. O Sertanense está lá no centrão em várias ruas para matar sua fome.
Má que beeeelo
Lembro das diversas vezes que desci na Avenida Dantas Barreto, vindo de lugares ermos, como Suape, Cabo, Itapissuma, e  só conseguia escutar o barulho da minha barriga clamando carinho e afago alimentício. Geralmente tinha dinheiro apenas para comer uma coxinha (esta eu vou resenhar qualquer hora aqui) ou voltar pra casa. Nos dias em que achava dinheiro perdido no bolso, resolvia apaziguar as mágoas após ouvir na entrevista de emprego que "meu perfil não se encaixara na vaga desejada" (ou no popular, nós não gostamos de você) com belos banquetes no Sertanense! Um refrigério!

Já experimentei outros pratos, mas meu preferido sempre foi Galinha à Parmegiana. O Sertanense sempre aliou a velocidade dos fast-foods americanos à gostosura dos pratos feitos nesse "meu Brasil varonil", talvez por isso meu inconsciente individual nunca me permitira desbravar o primeiro andar para comer no self-service. Sempre me maravilho com o avançado sistema de balcão onda-quadrada que torna o atendimento rápido e prático (se nossa sociedade não fosse preconceituosa com a simplicidade vinda do popular, o Sertanense seria mais "case" do que o sisteminha misto dos fast-foods tão exaltados nos infográficos das Revistas Superinteressante da vida).
O cardápio de 1 de dezembro (que é praticamente o mesmo o ano todo) - obs: o preço subiu pra R$ 11,50
Voltando a falar do cardápio, a especialidade do térreo é PF, mas lá também tem aquela janta esperta e - acho eu - café da manhã. Da vez que fui fazer a resenha, vi um senhor comendo um delicioso bife de carne coberto com ovo frito (vulgarmente conhecido como bife do oião em Salgueiro e adjacências), que não estava no gibi. Tá na imagem, mas para engrossar a resenha, igual se engrossa caldo de feijão com farinha de trigo, você pode customizar os acompanhamentos: arroz ou macarrão, batata frita ou purê, salada, feijão verde ou normal ou preto e farofa. Eu pedi o feijão normal (um dia pergunto como é o anormal) e, pela cruz, é muito delicioso. Peça esse e deixe um pouquinho para comer misturado com a farofa, feita com farinha quebradinha, que é de ajoelhar e pedir pela glória. E tudo pela pequena bagatela de R$11,50!
Aaaaaaa que coisa deliciosa
Não resisti e voltei lá para descobrir qual era o que tinha o ovo e comi um delicioso contra filé com ovo!

A fã Vanessa teve direito a um almoço com nada pago junto à equipe RecifEstranhO!
Você encontra o Sertanense em três logradouros diferentes do Centro do Recife: Rua Nova, nº 187, Rua da Imperatriz, nº 246, e Rua Matias de Albuquerque, nº 356. Só aceitam cartões no primeiro andar. No térreo, na parte dos balcões, só cash vivo.

Rodolfo Nícolas é sertanejo por isso ele ama o Sertanense!

domingo, 6 de janeiro de 2013

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Numa grande demonstração de consideração, o RecifEstranhO mandou seus três - eu disse três - colunistas para cobrir o tradicional show do Eddie, que acontece todo ano no começo de janeiro. Mais uma vez o Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda, estava cheio de gente dentro e fora esperando o encontro anual, que pode ser considerado a primeira prévia carnavalesca.
A casadinha saiu pelo mesmo preço que se fosse separadinha
Em 2010 e 2011 a festa contava com a participação da ótima Orquestra Contemporânea de Olinda, no projeto Original Olinda Style. Ano passado, por motivos Salgueirísticos, não pude ver o lançamento do disco Veraneio do Eddie junto ao show do disco Lira, do cantor Lirinha. Este ano voltei à casa para ver Eddie e no pacote Siba veio junto.

Siba, que outrora tinha uma Fuloresta, começou o show empolgando os fãs, grupo de pessoas do qual eu não faço parte. Não me entendam mal, eu apenas não conheço seu trabalho solo. Não gostei muito da performance ao vivo ou não estava acostumado... mas vibrei muito com a música que conhecia, A bagaceira, de sua época na Fuloresta. Acho que vale uma pesquisada a mais.
Durante o show de Siba, eu percebi que deram um grau no teto do Mercado e recuperaram as paredes
Com um bom tempo de intervalo, ótimo para recuperar as forças naquela parte ventilada lá perto do banheiro e do canal (nunca entendi o motivo de não cobrirem ou tratarem aquele canal que passa no meio do mercado...), o Eddie começou seu show! Tocando várias músicas do Veraneio, o show seguiu na empolgação e só teve uma música de outro trabalho lá pela quarta ou quinta canção, e o mercado foi ao delírio com Lealdade (dançada e cantada com fervor por este engenheiro que escreve estas singelas linhas e sua consorte). Para mim este foi o ponto alto do show, porque após isso aconteceu algo que nunca esperava num show do Eddie: uma quebra de ritmo. O fantástico Erasto Vasconcelos subiu ao palco para sua sempre alegre e divertida participação, mas, desta vez, a idade pesou e ele não segurou a peteca. A voz estava cansada e embolada, às vezes não dava para entender o que era dito e, para completar, ninguém da banda cantava com ele para ajudar a puxar o ritmo...
Me dêeeeeê, uma cachaçaaaa, que eu sou macho demais, pra beber cerveja...
Colunistas do RecifEstranhO se esbaldam na confraternização do blog: Lorena e Marcela vestem C&A e Renner (num mix bolsa-vestido-blusa), Rodolfo veste Cattan*
Depois desse momento achei que o show oscilou muito tendo seus picos em Futebol e Mulher, que não via a tempos num set-list, Baile Betinha, Casa Caiada e o novo clássico Casa de Marimbondo. Dessa vez, saímos antes do fim e mal vimos a participação de Siba numa música lá que não sei qual era... Fomos embora após uma noite bem divertida e, dessa vez, por algum motivo, o Mercado não parecia tão cheio, apesar de estar apinhado de gente. Em épocas passadas, saíamos moídos e ensopados de suor...

Rodolfo Nícolas dançou o Baile Betinha bem agarradinho...

*Infelizmente não estamos sendo patrocinados por nenhuma dessas marcas e a legenda da foto foi apenas uma tirada cômica.