terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Há muito tempo, algo em torno de 2 anos, a Pizzaria Atlântico fez um concurso com blogueiros culinários de Recife para decidir uma nova pizza para o seu cardápio, hoje você encontra a Não Sei Cozinhar em todas as unidades da pizzaria da capital.
Cara de paumente eu peguei a foto dessa carne de sol fazendo bungee jump direto do Não Sei Cozinhar
O concurso Blog no Forno fez um No Limite (ou uma Casa dos Artistas), algo assim, um reality show dos blogs onde só haveria um vencedor. Não lembro os blogs que participaram, mas nenhum tinha o requinte do meu candidato! Mussarela, carne de sol refogada na manteiga, tomate seco, tomilho e queijo prima dona fizeram a cabeça da maioria dos eleitores do concurso. Votei com água na boca e, como recompensa, além de poder comprar essa iguaria a qualquer hora, recebi o convite da mestra cuca para experimentar a criação.

Da receita do concurso só uma pequena alteração, queijo gruyère no lugar do prima dona. Foi só um pequeno ajuste em um dos ingredientes para que a pizza pudesse estar em um valor comercial. Queijo prima dona é tão caro que só comi uma vez na vida, em uma recepção de alguma coisa do governo, com coisas chiques e finas aos montes. Assim, a pizza grande custa justos R$ 45,90!
Olha aí uma foto do cardápio para provar (e essa foto é minha rá)
A pizza em si possui um salgado muito bom, que dá água na boca e vontade de pedir outra fatia. Até o tomate seco, que, por sinal, não vou com a cara, caiu bem e encaixou com a carne de sol (que foi bem descansada pois tava na medida). O tomilho devia estar muito bom apesar de eu não saber o que é, deve ser algum orégano ou noz moscada do mundo dos famosos. Enfim, uma bela opção para quem quer comer uma pizza gostosa. Dá até para pagar de conhecedor de gastronomia e soltar um: "Em lugar de comermos uma metade frango catupiri e calabresa hoje vamos comer uma Não Sei Cozinhar".

A pizza Não Sei Cozinhar pode ser comprada na Pizzaria Atlântico.

Rodolfo Nícolas é subterfúgio.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Final de 2012 fui passar o período natalino em casa, terra do calor nascente, terra de Pajaraca, Salgueiro. Como não pode faltar, uma ida a terra brava do sertão só é completa com no mínimo uma degustação da vedete municipal, o bode! Não me indispus e junto a minha trupe fui ao Bode das Gêmeas, vulgarmente conhecido como Bode das "Gemas”, devido a estrutura comunicativa peculiar que eu e meus conterrâneos cultivamos com charme indescritível.
Ôooooo bodão!
Ahhhh um bodinho assado agora...
Tem gente que gosta cozido, tem gente que gosta guisado, outros na linguiça, alguns como pirão, tem a buchada (tira gosto genial) e por aí vai, a criatividade do sertanejo é vasta. E nada do "refino" ou mera jactância dos gourmet's das capitais e grandes centros, a finesse aqui é o gosto forte da comida, o preparo rustico, o sabor do próprio alimento... no fim os pratos são belos por si só, sem firulas. Eu gosto de bode assado! Essa é, para mim, a melhor forma de apreciar o sabor desse animal que deveria ser sagrado para todos, pois ele praticamente mantêm a economia de uma boa parte da região, sem contar as famílias que dependem dele para não viver na extrema miséria...

Mas voltando para o restaurante... O Bode das Gêmeas se tornou um dos mais tradicionais das 896 casas, restaurantes e lugares que vendem produtos derivados do bode. Diferente de Petrolina, a terra do river shopping, que teve que construir um bodódrodomo, Salgueiro nunca precisou disso já que ele é um em si mesmo, como o bode assado também o é. Mais uma vez me perdi falando em bode... O restaurante fica bem no meio da cidade, numa área aberta e ventilada, onde há muito espaço para se comer e festejar, por isso a plaquinha favor não ligar som de carro está por ali em algum lugar, mesmo eu não tendo visto.
Tá aí uma iguaria sabor mil que ainda não vi chef fazer
Pedimos um bode assado completo. Veio baião, arroz, macaxeira frita, feijão tropeiro e vinagrete, e o próprio bode, é claro. A farta refeição estava soberba! Estava tudo tão bom que arrisquei por a sinergia do universo em risco colocando no meu prato baião e feijão... O bode estava com uma maciez fluida e consistente, sem contar que o risco de ser carne de cachorro tendia a zero pela esquerda. O bode tava magrinho, quase nada de gordura, do jeito que eu gosto. Essa brincadeira custou 31 reais muito bem pagos, e eu e meu irmão comemos como touros, sendo que o gênio Yuri Caldas também participou desse momento gastronômico.
Yuri o gênio, cedido gentilmente pelo pajaracas.com

Ah, o Bode das Gêmeas foi escolhido não só pela sua tradição, mas também por ser patrocinador de algumas causas sociais. Mas isso foi só um plus. Se você for a Salgueiro, este é um dos lugares para se iniciar nas delícias do interior. Depois procure coisas mais hards como carneiro, sarapatel, buchada, mungunzá (o original, não aquela papa doce da capital). 

O Bode das Gêmeas fica na Rua Joaquim Sampaio, 607 – Centro, em Salgueiro. Telefone para contato ( 87 ) 3871 7801. Funcionando das 11h até a noitinha.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

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Aldemir Suco fala pelo RecifEstranhO sobre seus últimos momentos do carnaval 2013. Pode ir com ele que tá muito bom!

...por Aldemir Suco.

Sobre o ar das últimas horas essa cidade se balançava. O calor, a cerveja e os lábios coçando para roubar outras bocas. Guardando tudo que é imagem do carnaval no bolso do peito. Eu, apenas, com meu humilde latão de cerveja esperava a banda Eddie que seria a última a tocar no palco do Pátio de São Pedro, Centro do Recife. Neste ano tomei um rumo diferente de outros carnavais, não quis ser espectador de atrações, não corri de ponte a ponte para ver nenhum artista. O que eu queria ver mesmo era saborear as complexas obras e apresentações que são verdadeiros testes de resistências a corpos dos foliões: as troças. Mas a Eddie. Ops, quê isso, Eddie é Eddie e comigo tem moral. Essa eu quis ver. Além do mais, mente e alma estavam ligadas a música deles, o amor e a alegria tem sido comigo uma chama, quando não me queima, aquece.
A única foto da postagem não foi tirada pelo autor do texto, que fique claro
A Banda Zé Cafofinho e a Orquestra do Sucesso eram quem puxava o bonde assim que cheguei, ainda não tinha visto eles em palco, apenas histórias. Mas deu um show, com um jeitão bem escandaloso o público devolvendo tudo em ritmo de safadeza. Num gingado provocante, ensaiava um stripper, dentro de um micro vestido banhado de suor, eles não só deram pinta, deram um verdadeiro show.

Fiquei arrodeando, vendo caras, bocas, pessoas, barracas, emprestei um pouco de meus minutos disponíveis, deixei alguns abraços, beijos no rosto, opa, hummm, beijo na boca?! De leve, no travessão Galvão.

Esse show estava para duas coisas: dançar coladinho recitando Vinicius de Morais ou curtir a solidão debaixo do teto estrelado.

Quando Zé Cafofinho tocou a saideira, que foi um clássico da cantora Gretchen, e ao terminar o show o povo se dividiu em dois. Havia aqueles que queriam ver a cantora Céu do outro lado do continente e aqueles que iriam mais adiante ver Caetano, por dois pesos na bandeja achei que o show daria pouca gente, que nada. Então fiquei na minha, mais um latão de cerveja, mais um amigo, amiga, mais uma saudade matada.

Secaram as gotinhas de cerveja em minha garganta e meu pensamento lá em embaixo... E eis a anunciação, Eddie, no palco e o povo pegando fogo. Eles entraram no ritmo do público tocando Casa de Maribondo e seguindo com Veraneio que leva o nome do seu último trabalho, Veraneio (2011). Eles faziam a festa e ainda diziam que queriam a Vida Boa e o público também se esgoelando no coro.

Ai eles me pegaram na malicia e qualquer um que estava solteiro ali, presente no recinto, ao tocar Lealdade; faixa que esta em seu terceiro trabalho, de boa repercussão, o Carnaval no Inferno. Que, com o calor que estava fazendo e a quantidade de doido de tudo quanto é tipo que tinha, o título do álbum fazia jus a festa.

E no swing malandro, os casais introduziam seus passinhos de cumbia e outros por sua vez não fazia feio, bailavam sozinho mesmo, oxê?! O que é que tem? E se não bastasse o grudadinho, equilibrado, para quebrar as coisas pré-estabelecidas eles decidiram desequilibrar tudo no bailado rasgado, tocando Desequilíbrio.

Ai ninguém mais acertou o passo, outros ainda se seguraram na namorada, no latão de cerveja, vi alguns ainda se escorar nas pilastras de ferro da tenda montada. Foi quando ele decidiu chamar o Professor Erasto Vasconcelos, integrante e idealizador de muitas musicas, que como diz a música, Pode Me Chamar Que Eu Vou, ele veio, trazendo consigo um portal do qual sugou todos para campo dimensional e aonde, o próprio, era o guia do furo no tempo, e lá mostrou uma antiga Olinda. Com parquinhos, sapatos conga, laços de fita na cabeça, bailinhos, carrossel, tempo este que tinha rio e que se tomava banho de maré quando enchia, e no mangue tinha xié, soconuianu, inoré, siri, aratu, unha de véio, guaximi, carangueijo. E tinha tudo isto. Depois que o Professor trouxe toda cambada de volta deixando sãos e salvos no Baile de Betinha.

Mas ali tinha O Amargo, e era eu, pedindo uma cachaça porque não queria beber cerveja. Entre um gole e outro, um cigarro, estava, acunhando com uma dama que se esforçava para por um riso na minha boca. E o cigarro deixava? E todo mundo nesta nostalgia. O show e o carnaval retornando para o fundo de nossas fantasias, mas não assim, Fabio Trummer (vocalista) com a cabeça de La’Ursa no palco pediu para Olinda toda descer ladeira e todos desceram cantando pô pô pô pô pô pô pô pôôô seguindo junto com o carnaval e o show que se encerrava retornando para nossos corações alegres, amantes, canalhas, falsos, palhaços, misteriosos, coração que batem em comum na multidão. O folião só é mais um que já conta nos dedos à hora do carnaval recomeçar para se iludir de novo.

E eu na avenida de novo... Oh Quarta-feira ingrata chegou tão depressa, só para maltratar. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Hoje pela manhã achei de ir tomar café da manhã com os compositores de frevo no Mercado da Boa Vista. Demorou tanto que, na verdade, foi um almoço. De quebra ainda teve um bloco alternativo com tapete vermelho levando para lugar nenhum.
Maestro Beto do Bandolim acendeu uma chama frevistica em todos no mercado
A programação dizia que às 10:00 iniciaria o café da manhã com os compositores e 10:30 eu estava lá sentadinho no Neto's bar. Nem saia frevo nem saia nada no bar, tava tudo se arrumando ainda, só um caboclo montando o som e o atendente ainda pegando no tranco... Agora acho que o café era realmente um café da manhã mesmo, e os compositores de frevo estavam em alguma mesa se alimentando, esperando a hora da primeira atração.
Não podiamos passar com fome
Meio dia, como indicava a programação, subiu ao palco o Coral e Orquestra de Pau e Corda Maestro Beto do Bandolim! Já começaram tocando um frevo de rua dos diabos. Aproveitaram o espaço para reforçar o motivo de tanto frevo no carnaval de Recife, como não toca em rádio nenhuma, só resta o carnaval pra fortalecer o "movimento frevo" (essa do movimento eu inventei para resumir o discurso). O repertório seguiu com clássicos do frevo, marchinhas e com uma palhinha de Gilberto Gil (um genérico que por ali passava).

Tive que dar uma saida do mercado e me deparei com um bloco psicodélico, o Bloco do Nada! Clamando que nada leva a lugar nenhum, um tapede vermelho dava a quem quisesse a oportunidade de chegar ao nada. Quem levasse seu trio também podia tocar e, eram permitidos "trios" de até trinta pessoas. Aproveitamos para flanar no tapete vermelho antes de ir embora.
Flanando, flanado, flanannananananana nam nam nam nando
O pensador do nada
Rodolfo Nícolas flamba.
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No sábado de Carnaval fomos engolidos pelo Dragão do ‘Eu acho é pouco’, em Olinda. Foi bom entrar no estômago deste ser mitológico que é tão citado em contos tradicionais do mundo inteiro. Senti-me Jonas no ventre da baleia e saí de lá uma nova foliã. Renovada. Com energia triplicada para o restante do Carnaval. Recomendo a experiência.
Vamos procurar as esferas do dragão, esse é o maior mistério que já viiii...
O dragão é o símbolo do bloco e, também, as cores amarelo e vermelho. Não me perguntem ‘o porquê’ disso, pois sou turista na cidade das ladeiras mais famosas do País. Interessada, apenas, em me divertir.

Apesar da inesquecível experiência, o ponto alto do ‘Eu acho é pouco’, para mim, foi a descida do Pátio de São Bento, onde a agremiação estava concentrada. Muito calor humano! Uma quantidade impossível de pessoas por metro quadrado. Uma dessas impossibilidades que se tornam possíveis unicamente no Carnaval de Pernambuco. Pra quê se preocupar com a direção? Deixa o fluxo te levar (até porque não dava pra escolher mesmo).

Mas não era um tumulto claustrofóbico. Pelo contrário. Era uma muvuca saudável. Todo mundo junto e misturado, sem medo, sem preconceito, sem distinção e um único objetivo: ser feliz. Uma alegria sufocante. Uma sufocante alegria.
Realizado o sonho de viajar no dragão
Muito gringo querendo pegar carona no nosso pernambuquismo (para sermos politicamente corretos, pois segundo Marília Gabriela, ‘pernambucanidade’, por causa do‘idade’, significaria doença). Chegam com uma meia dúzia de palavras decoradas. Uma delas é ‘coipêruinha’. E o cara da barraquinha nervoso porque não sabia fazer caipirinha. Estava cuidando, apenas, até que o dono voltasse. Mas o gringo não entendia e continuava insistindo ‘coipêruinha’.

Provavelmente o responsável pelo empreendimento estava no meio de alguma multidão, dançando frevo e dando beijo de boca. Isso é Brasil e eu adoro ser brasileira. A parte ruim é que um entre cada quatro empreendimentos, no Brasil, quebra a cada dois anos e, principalmente, que eu fiquei sem minha bebida favorita. Fui a umas trocentas biroscas de drinks comprar uma caipirosca e o responsável nunca estava ou o gelo havia acabado.
Flagra! OVNI coletando informações sobre o dragão
O dragão descansa
Olinda, em período de Carnaval, é feita de pequenos momentos inusitados, como você debater com desconhecidas, na fila do banheiro, sobre igualdade de gênero. Eu apenas estava organizando a ordem das pessoas e de repente surge um papo, ‘não entendo porque essas meninas demoram tanto dentro desses banheiros sujos’. Respondi que era muita urina provocada pela cerveja. Saíram pérolas do tipo: ‘é muito bom ser homem. Deviam inventar um canudinho que direcionasse o jato de xixi da mulher’ e ‘eu acho lindo quando um homem sai de um banheiro feminino’... Nessa hora eu, com um certo espanto, fiz, ‘como assim?’. Responderam ‘um banheiro único para os dois sexos’. Pensei, ‘Sei... a lindeza dessa proposta qual é’.

Para fechar a noite com chave de ouro, comi um delicioso cuscuz com a coxinha da asa da galinha, a graxinha da galinha e um vinagrete no ponto. Perfeito. De comer ajoelhado e pela mórbida quantia de R$ 7,00. Infelizmente não perguntei o nome da cozinheira para indicá-la aos leitores do RecifEstranho e nem sei explicar o endereço, pois, como já disse sou turista em Olinda e Recife e só quero ser feliz nesse Carnaval.
Quando ela explicou a coxinha que ela queria, ganhou o respeito da cozinheira
Raquel Rocha já fez parte do Clube do Dragão.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

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Finalmente um dos colaboradores do RecifEstranho adquiriu condicionamento físico para testar o novo sistema de compartilhamento de bikes do Recife. Para os desavisados, trata-se daquelas lindas bicicletas laranjas que podem ser vistas para cima e para baixo no Recife Antigo.


Feliz e serelepe com a ousadia
O sistema foi implantado pelo Porto Digital, se chama Porto Leve e, desde o começo, ganhou meu coração! E agora minha paixão platônica virou amor, já que pedalei por aí com sucesso (e sem ser atropelada).

Além de ser bem cool sair de bike, é muito fácil de usar. Tudo o que você precisa é de um celular e um cartão de crédito. O primeiro passo é entrar no site www.portoleve.org e fazer o cadastro. Se você não for liso, pode também baixar o aplicativo no seu smartphone, o que facilita muito a vida.

Foi o que eu fiz. Escolhi o passe mensal, de R$ 10. Se você for menos otimista, pode comprar o diário, de R$ 5, que vale por 24 horas. Munida do meu telefone inteligente, selecionei o número da estação, que no caso foi a 9, em frente à TV Jornal, e o número da bike. Uma luzinha verde acendeu, sinalizando que tudo tinha dado certo e eu podia sair, linda e ruiva, na magrela laranja.

Se você não tem um smartphone, não se desespere. Em todas as estações tem o telefone da central e você realiza o mesmo processo digitando os números no celular. Só tem que ter crédito, né?

Segui pela Rua do Lima, peguei a Rua da Aurora, dei um migué para ficar na pista certa e pedalei em direção à Ponte do Limoeiro. Tava tão tensa que nem consegui mudar a marcha (são 3 opções). Fazia mil anos que eu não andava de bicicleta! Passei pela ponte e logo depois cheguei na estação da prefeitura, onde devolvi a bike.

Cheguei no trabalho toda suada, é verdade, mas muito satisfeita. Não só por ter inaugurado o sistema, mas também porque fui um carro a menos na rua e pude vivenciar um pedacinho bem pequeno da cidade de um jeito diferente.

Você pode utilizar a bicicleta por 30 minutos seguidos. Se quiser usar mais, é preciso devolver em qualquer estação e dar uma pausa de 15 minutos. Depois é só fazer todo o processo de novo. Atrasos são multados em R$ 5 por cada meia hora.
A gringa e a morena tentando lidar com tanta tecnologia

É importante frisar que no trecho que andei não tem ciclovia (na Aurora tem uma ciclofaixa, mas só funciona nos finais de semana). Essa, infelizmente, ainda é a realidade em grande parte do Recife. Isso, no entanto, não impediu que o projeto se tornasse um sucesso. No Recife Antigo, não é difícil ver pessoas com as bicicletas ou estações vazias. Além de ser ótima para percorrer pequenas distâncias, as bikes são ótimas opções de lazer. Imagina quando a prefeitura fechar o Antigo nos domingos?

Já não era sem tempo de ter uma parada dessas aqui.

Lorena Tapavicsky vai virar atleta de final de semana.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

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A equipe RecifEstranhO saiu em mais um sábado pré carnavalesco para desbravar as prévias da capital. Desta vez, rumamos ao Poço da Panela para encontrar com Os Barba, porém, devido às conspirações do universo nos vimos Pisando na Jaca.
A orquestra animando geral
Chegamos na entrada do Poço e quem tava dominando a área era o bloco Pisando na Jaca, que se concentrava em frente ao Bar Real. Pegamos a rua do lado para cortar caminho e chegar logo nos Barba, porém nos perdemos... Apesar de termos caminhado sempre em frente voltamos para a Avenida 17 de Agosto. Daí engolimos nosso orgulho e pedimos ajuda a uma simpática senhora que nos explicou que enquanto estivéssemos sobre sobre ruas com pedras de rachão, estaríamos no Poço. Antes de nos mandar seguir este caminho, sem nunca desviar (como num Mágico de Oz moderno, mas sem tijolos de ouro), ela nos contou que aquelas pedras foram colocadas ali para que a Família Real chegasse ao poço para tomar banho.
Pessoas flanando
Encontrada a área de atuação dOs Barba (lá pelas 18:00) ficamos tirando serviço e percebendo o ambiente e nos vimos em meio às típicas festas adolescentes de Casa Forte e seus entornos. Pessoas dando pinta e bebendo. Música ou dança não faziam falta e nem parecia ser motivo para a reunião. Fomos para perto da igreja e lá uma orquestra animava o público, mas nem durou muito, logo logo só restava o som mecânico. As duas caixas furadas tocaram Nação Zumbi por um bom tempo, a mesma música por sinal.
Mais pessoas flanando
A conversa tava boa, mas o ambiente não, assim fomos embora na linha 412. Por incrível que pareça este foi o momento mais carnavalesco da noite. Tinha um pessoal do bloco do bode rosa (Chocalho do Neno), que em princípio achei que era algo satânico ou do tipo, mas estava enganado. Douglas estava a toda tentando dar umas beijocas em uma garota sentada ao seu lado, mesmo assim sua torcida era forte e todos gritavam palavras de incentivo. Não estava funcionando e outra parte da geral começou a gritar que ele era fraco e virou uma algazarra sem tamanho. No fim das contas, Douglas não conseguiu beijar nenhuma das três meninas em que investiu. Douglas já estava desanimado por seu insucesso e ainda teve que ouvir de Simone Graf que ele não pegaria ninguém trajando uma camisa com letras douradas. Ao rapaz, só lhe restou refletir sobre o assunto.


"Por tão pouco? Por isso elas não me querem?"
Calma, Douglas, a Folia de Momo está apenas começando...

Pois é, leitores, o espírito de carnaval está à solta e, às vezes, você pode encontrá-lo onde menos espera. E o Carnaval de vocês, tá bacana? A gente tá mandando brasa. Compartilhem aí nos comentários.

Rodolfo Nícolas foi sem barba.