sexta-feira, 30 de maio de 2014

Quero ver é na copa #2 - 5 comidas doces das ruas de Recife

Aí você atravessou o mundo pra ver um jogo de bola aqui em Recife e enquanto espera o jogo fica com fome... vai no autibeque? No mequedonaldes? Vai nada, vai ter que comer pela rua mesmo, que você é um turista de várzea, um turista moleque igual ao futebol brasileiro. Então, sendo mais específico dá aquela vontade de um docinho e pá! Em cada esquina, em cada fiteiro, em cada carroça uma oportunidade pra você. Confira mais uma lista!

Pipoca tem no mundo todo, doce igual a daqui eu não sei. Sem mais.
Pipoca aaaaa, cheiro de pipoca espalhando no ar
4 - Churros
Em qualquer parque e praticamente todas as ruas do centro você come churros recheado. Procure os que são feitos na hora, são mais caros que os dormidos (1 real contra 50 centavos geralmente) porém muito mais saborosos. Coma quente e queime a boca com a massa açucarada-acanelada fumegante e alivie com o doce de leite.
Churros, churros, que não é o da dona Florinda
3 - Cavaco
O refinado sabor dos sinais, 10 vezes mais saboroso que qualquer profiteroles que o dinheiro pode comprar de "chefs" vaidosos e sem amor. Finíssima massa laminada com afiado sabor adocicado.
Profiteroles de cavaco, ou algo assim
2 - Nêgo bom
40 é 1 real, 40 nêgo bom é 1 real! Nunca descobri do que é feito, desconfio que a massa é de goiaba (ou de caju?) e que o açúcar é de cana. Se encontrar essa suculenta delícia compre, pois está cada vez mais difícil de encontrar (de comer 40 nem falo...).
Olha o nego bom em sua embalagem clássica
1 - Japonês / Quebra-queixo
Na minha infância de menino do interior, o melhor doce era o quebra-queixo. O cara passava gritando, todo mundo ia pras portas, quem ia comprar ele armava o tabuleiro e com uma ESPÁTULA de pintor tirava sua lasca daquele melado de coco, com a consistência mais liguenta e saborosa já inventada. Achei que nunca encontraria igual. Aqui em Recife eles chama o quebra-queixo de japonês, e, não me pergunte o motivo pois eles teimam em mudar o nome das comidas e defender essas heresias. O japonês eu dou um desconto, já que aqui tem um de amendoim e de castanha que completam a soberba do de coco puro.
Este poeta concorda com o quebra-queixo japonês!
Entra na posição meio por não ser bem uma comida, é gelo raspado com xarope mancha pulmão. Nesse calor, refresca pra caramba.
Quase certeza que foi feito com água do rio
0,25 - Mungunzá doce
Aí o recifense com sua mania de mudar o nome das comidas faz um melegô de milho e leite de coco e chama de mungunzá. Nunca cheguei perto, tenho medo de ser castigado e Thor jogar o martelo na minha cabeça. Nego-me, nego-me...

Rodolfo Nícolas é de rua.

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  1. Janaina Francine disse... 29 de julho de 2014 08:48

    Então pessoas! A Copa veio, a Copa foi, (não sem levar nosso orgulho futebolístico) e a preguicinha desses redatores está me dando nos nervos. Venho por aqui direto e não vejo posts novos, o que está me deixando aborrecida. Bora trabalhar moçada. Os leitores do RE reivindicam novidades. E só para constar, o Recife continua estranho!

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